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Comercialização de commodities: software inova o mercado brasileiro com precificação de produtos
Ações iniciais do software Precificação apontam disrupção e tecnologia para empresas do Agro que desejam selecionar preços de commodities, diante das novas variações dos mercados nacional e internacional
O software Precificação, consultor de negócios, inaugura suas funções com o objetivo de flexibilizar a assertividade nos preços das negociações, otimizando-as e sendo uma fonte única de informação e operação. O foco do produto é fazer com que a função de precificação de empresas brasileiras do Agro esteja rente às novas variações dos mercados nacional e internacional.
Precificação: um software para simular e gravar as boletas de preço
Enquanto ferramenta para compra e venda de ativos, cuja função é executar e formalizar ordens, a boleta é o elo entre o mercado e o trader, e pode atuar em contratos futuros, negociação de ações e em outros instrumentos, sendo um ativo indispensável para os traders e nas operações de tradings.
O Especialista em Processamento e Liquidação de Transações de Crédito e Débito (Adquirência) Sergio Antonio Coelho, sócio do Precificação, afirma que as empresas que o produto deseja atingir são as que comercializam commodities, originadores, tradings e indústrias que queiram e precisam ser assertivos nos preços de suas negociações. Coelho destaca que os fatores atuais que estão acontecendo no mundo são determinantes para influenciar os preços. “A economia global, cujo crescimento favorece o mercado, a política e as finanças, como guerras e conflitos que geram instabilidade nos preços, o clima adverso, como secas e inundações, e o custo da moeda, geralmente negociadas em dólar, são importantes e têm influenciado a oferta e a demanda quanto à definição dos valores de commodities e demais produtos agrícolas, dentro do processo de precificação”, afirma o sócio do software.
O especialista MBA em Gestão de TI e CEO da EMK Tech, Eduardo Marcelino de Oliveira, diz que, para o desenvolvimento do produto, trabalhou com que o mercado tem demandado. “O software Precificação é uma ferramenta flexível e visa a experiência do trader para simular e gravar as boletas de preço”, reitera Marcelino.
Vitória de Trump, novas variações para os mercados nacional e internacional e os preços dos commodities
Com a vitória de Donald Trump nos EUA, algumas sanções e restrições comerciais vieram à tona. Por ora, empresários do Agro aguardam contramedidas que sejam capazes de responder às restrições comerciais sem uma base legal, com o objetivo focado em evitar prejuízos ao setor privado, para que as novas variações dos mercados nacional e internacional continuem vigorando para o empresariado brasileiro.
Logo após Trump ter sido eleito, os preços dos grãos, por exemplo, caíram com a alta do dólar. De acordo com dados do IBRE, da FGV, logo em janeiro de 2025, o Brasil apontou 5,7% de recuo nas exportações, em comparação com janeiro de 2024, enquanto as importações aumentaram 12,2% em valor. De volume exportado, houve uma queda de 4,9% e um crescimento de 14,6% de volume importado. Já os preços exportados tiveram um recuo de 4,9% e os importados, uma queda de 2,0%, resultando em US$2,2 bilhões em saldo na balança comercial durante o mês de janeiro de 2025; se comparado com o mesmo período de 2024, o saldo na balança comercial foi inferior em US$4,0 bilhões.
Apoio ao Agro do Brasil
O software Precificação está focado em apoiar o Agro do Brasil, com ações, como:
1. Apurar preços e custos de commodities em tempo real, com a realização de cálculos das melhores opções, objetivando negociações vantajosas;
2. Trabalhar a contenção de gastos com planilhas;
3. Efetivar o cálculo de compra e venda com a especificação de valores;
4. Prevenir o cliente quanto aos riscos que a exposição de planilhas de ferramenta de gestão pode causar;
5. Aperfeiçoar, de maneira precisa, os custos operacionais dos commodities, controlando as exposições e os dados de mercado em tempo real;
6. Ser um software de gestão de custos e precificando a gestão de contratos agrícolas do mercado;
7. Atuar como um produto eficiente para as negociações;
8. Personalizar os componentes para a formação de preço das commodities de acordo com a necessidade do cliente, deliberando o que fazer, como fazer e quando fazer;
9. Liberar ao cliente a ação de definir custos, bases de cálculo, prêmios, com a possibilidade de que o sistema faça o restante, atendendo a empresa em tempo real;
10. Possibilitar a inclusão e o gerenciamento de rotas de frete (entre elas, rodoviária, ferroviária e hidroviária), junto à importação/exportação de planilhas de frete, com gerenciamento de contratos agrícolas e soluções para precificação e à possibilidade de moldar o sistema às condições e estrutura da empresa.
Precificação, um software para o originador, a indústria, o cerealista e os traders
O software Precificação foi desenvolvido para atuar junto ao produtor, originador, indústria, cerealista e traders nas ações de definição de rota, com capacidade mensal para cada produto e resultado comercial dessa definição, atuando lado a lado à otimização de resultados.
Como o software Precificação funciona?
O software Precificação simula a compra dos grãos a serem vendidos, com demonstração de escaneamento, venda e informações colhidas e diretamente ligadas à bolsa de valores e às projeções do valor do dólar futuro, em conexão com as definições de negócios do cliente. Também oferece informações para que o Hedge da empresa seja realizado em tempo real, ou seja, sem atrasos, com agilidade, comprometimento e precisão de custos durante as negociações de grãos.
O seu desempenho é maximizado, pois atua com gestão técnica e eficiente durante as negociações, o cálculo rápido e a definição de preços de rotas, fretes e moedas. Além disso, o software Precificação tem:
· Conexão em tempo real com o mercado;
· Redução de riscos e perdas em variações;
· Garantia de flexibilidade e inteligência durante as operações de cálculos de margem de contratos de compra e venda;
· Maximização do desempenho da empresa frente à venda do grão;
· Potencialização da rotina de negociação de grãos.
· Consultores com know-how e anos de mercado.
Sobre o software Precificação
O software Precificação foi desenvolvido pela startup de tecnologia Kstack. Para mais informações, entre em contato com Sérgio Yokogawa, comercial responsável.
Destaque
Mapeamento inédito revela poder do amendoim no Brasil
Estudo da ABEX-BR quantifica a cadeia do amendoim e confirma: Brasil é o 3º mais eficiente do mundo em produtividade
A Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) anuncia o lançamento do livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, o primeiro estudo no país a oferecer um raio-x completo do setor, desde o produtor até o exportador, com dados inéditos da safra 2024/2025.
O evento de lançamento será realizado no dia 3 de dezembro, às 14h, em Ribeirão Preto/SP, e marcará a disponibilização de informações que comprovam a relevância da leguminosa no cenário nacional.
Um dos destaques da pesquisa revela que o setor movimentou um faturamento total de R$ 18,6 bilhões no último ano, consolidando o amendoim como um player de grande porte e de alto impacto socioeconômico para o país.
“Este mapeamento é um divisor de águas para toda a cadeia. Pela primeira vez, temos uma visão completa e quantificada do nosso impacto. Com R$ 18,6 bilhões em faturamento, a importância do amendoim ultrapassa o campo e chega à mesa de negociação de grandes instituições. Temos dados concretos para guiar investimentos, estruturar linhas de crédito e influenciar políticas públicas que sustentem a nossa eficiência produtiva, que já é a 3ª maior do mundo”, afirma Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.
Um raio-x socioeconômico para o desenvolvimento setorial
O estudo vai além dos números de produção. Ele compila dados socioeconômicos detalhados que interessam não só ao público em geral – que acompanha a geração de riqueza e emprego – mas, principalmente, a órgãos reguladores, ao setor financeiro e ao mercado de seguros.
O livro oferece uma visão completa da safra 2024/2025 e servirá como base fundamental para o poder público, setor financeiro e de seguros na hora de regular a produção, formatar linhas de crédito e oferecer garantias de safra com precisão.
“Com este livro, a ABEX-BR cumpre seu papel de levar ciência e inteligência para todos os elos da cadeia, do produtor ao beneficiador. Esta é a nossa ferramenta para falar ‘para dentro’ do setor e ‘para fora’, com o governo, mostrando a capacidade de geração de valor, emprego e renda que o amendoim tem. É um setor que mais que triplicou o volume de produção na última década e precisa de informações à altura do seu crescimento”, conclui Cristiano Fantin.
O livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e estará disponível para download durante seu lançamento. A pesquisa foi realizada pela Markestrat, consultoria especializada em agronegócio.
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Nova geração de leveduras eleva rendimento do etanol em até 6%
Ganhos podem chegar a R$ 30 milhões por safra
Avanços recentes em bioengenharia apontam para um salto inédito na produtividade do etanol, impulsionado por novas cepas de leveduras industriais. Pesquisadores da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS), nos Estados Unidos, registraram um aumento de até 6% na conversão da cana em etanol em relação às leveduras convencionais.
Segundo cálculos da LBDS, uma biorrefinaria com capacidade de produção diária de 1.000 m³ de etanol, poderia aumentar sua lucratividade em até R$ 30 milhões por safra, considerando o preço atual do etanol anidro. Os ganhos de eficiência têm relação com a nova geração de leveduras biotecnológicas, que expressam de 40% a 55% menos subprodutos, como o glicerol, comparado às leveduras comuns.
“As pesquisas têm encontrado formas de tornar mais eficiente o açúcar disponível para a síntese de etanol, reduzindo perdas metabólicas e aumentando a produtividade da fermentação”, explica Fernanda Firmino, vice-presidente da LBDS na América do Sul. Ela destaca ainda que o desempenho da nova tecnologia é cerca de 20% superior ao das cepas biotecnológicas LBDS já disponíveis no mercado.
Elisa Lucatti, gerente de aplicações da LBDS, afirma que o ganho de rendimento aliado à robustez tem sido o diferencial das cepas biotecnológicas. “As biorrefinarias sucroalcooleiras no Brasil, historicamente, enfrentam dificuldades operacionais que desafiam a permanência de leveduras no processo industrial. Assim, não é só rendimento que importa, mas estabilidade operacional que corrobora com economia de insumos”, diz.
A persistência das leveduras biotecnológicas no processo sucroalcooleiro tem recebido destaque especial. Em sistemas de fermentação contínua, conhecidos pelo alto desafio microbiológico, a geração de levedura atual já apresentou persistência superior a 200 dias sem necessidade de reinoculação, resultado inédito no país. A expectativa é que as novas versões ampliem ainda mais esse desempenho, podendo chegar à safra toda.
A empresa reforça, porém, que o aproveitamento do potencial das novas cepas está diretamente ligado à qualidade do processo, especialmente no controle de temperatura e procedimentos eficazes de limpeza. “Nossos mais de 10 anos de implementação conjunta aos times de operação das usinas de etanol de cana-de-açúcar comprovam que as unidades que possuem boas práticas operacionais, principalmente eficiência no CIP, são capazes de maximizar e atingir resultados recordes com leveduras de alta performance”, diz Lucatti.
Uma realidade que fazia parte somente do etanol de milho passou a fazer parte do setor sucroalcooleiro. Segundo a avaliação econômica da Lallemand, a evolução da engenharia genética, em pouco mais de uma década, aumentou em 1.300% os ganhos na produção de etanol de milho, de R$ 4/t, em 2012, para R$56/t, em 2024, abrindo um grande caminho para o mercado de etanol de cana-de-açúcar que encontrava-se estagnado.
Nos últimos anos, a companhia intensificou investimentos em bioengenharia aplicada ao metabolismo fermentativo, com foco em elevar a produtividade, reduzir custos operacionais e ampliar o desempenho ambiental das usinas. Desde 2010, tem sido investido mais de U$$ 100 milhões em pesquisas e desenvolvimento de soluções biotecnológicas.
Os maiores grupos sucroenergéticos do Brasil já são clientes da LBDS, que mira expansão em toda a América do Sul. “Estamos vivendo uma nova fase na bioindústria. O foco é maximizar o potencial biológico dentro da infraestrutura existente e reduzir os impactos ambientais, produzir mais utilizando menos. Isso só é possível com a implementação da bioengenharia de precisão”, afirma Firmino.
Destaque
Setor agropecuário comemora fim das sobretaxas dos Estados Unidos
Presidente da Faesp alerta, entretanto, que é preciso reforçar a diplomacia e buscar
sempre novos mercados para garantir a rentabilidade do produtor
A decisão do governo americano de suspender, na última quinta-feira (20), as sobretaxas
sobre as importações de mais de 60 itens da lista de produtos agropecuários
brasileiros representa um avanço significativo para o comércio bilateral e para a
dinâmica do agronegócio nacional. Ao aliviar um peso financeiro relevante sobre itens
como carne, soja, frutas e commodities diversas, os Estados Unidos reabrem espaço
para que produtores brasileiros ampliem sua presença em um dos mercados mais
competitivos e lucrativos do mundo. Essa medida demonstra reconhecimento da
qualidade e da importância estratégica dos produtos do campo brasileiro no cenário
global.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São
Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, além do impacto econômico direto, a suspensão das
sobretaxas traz um elemento fundamental para o planejamento das atividades rurais:
previsibilidade. Em um setor profundamente sensível às oscilações externas — seja
de preços, custos logísticos ou barreiras comerciais —, a possibilidade de operar com
maior clareza sobre as condições de acesso ao mercado internacional permite que
agricultores e pecuaristas invistam melhor, negociem com mais segurança e
organizem sua produção de forma mais eficiente.
“Essa notícia reforça a importância do setor agropecuário brasileiro no contexto
global. A tarifas extras penalizavam não apenas o produtor nacional, mas também os
consumidores americanos, que viram sumir das prateleiras de supermercados
alimentos que fazem parte da rotina diária das famílias e onde eles reconhecem
qualidade. É uma vitória importante do agro”, frisou Meirelles.
Antonio Ginack Junior, da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, comemorou
a decisão, mas ressaltou que os produtores precisam estar atentos para o futuro.
Segundo ele, “a taxação foi fantástica para o mercado brasileiro pois assim os
vendedores de carne bovina tiveram que sair da zona de conforto para abrir novos
mercados. E abriram! Com isso o preço da arroba ao ser taxada pelos Estados
Unidos, ao invés de cair, aumentou aqui no Brasil”.
“A notícia é muito boa, já que os Estados Unidos são grandes importadores de café
do Brasil. A preocupação era que eles procurassem outras origens devido as tarifas,
fazendo com que trabalho de anos do setor fosse desfeito. Para o setor cafeeiro a
decisão traz a certeza de voltaremos a exportar forte para o mercado americano”,
explicou Guilherme Vicentini, coordenador da Comissão de Cafeicultura da Faesp.
Outro fator relevante é que a medida fortalece a confiança nas relações comerciais
entre Brasil e Estados Unidos. O gesto do governo americano sugere disposição para
o diálogo e para a cooperação, reduzindo tensões e abrindo espaço para acordos
mais amplos no futuro. Essa sinalização positiva tende a beneficiar não apenas o
agronegócio, mas também outros setores da economia que dependem de relações
externas estáveis e transparentes.
Ainda assim, a decisão do governo americano não deve ser interpretada como uma
garantia definitiva. O episódio do tarifaço — com sobretaxas que chegaram a impactar
significativamente a competitividade brasileira — funciona como um alerta importante
para a vulnerabilidade de países exportadores diante de mudanças políticas e
conjunturais. A dependência excessiva de poucos mercados torna produtores e
governos mais suscetíveis a riscos geopolíticos e disputas comerciais que fogem ao
seu controle.
A suspensão das sobretaxas, entretanto, deve ser acompanhada por uma estratégia
mais ampla de diplomacia econômica ativa e da construção de novas parcerias
internacionais. Diversificar mercados, ampliar acordos comerciais e investir em
inovação e qualidade são caminhos essenciais para garantir que os produtos
brasileiros continuem competitivos no cenário global. Somente assim será possível
assegurar a rentabilidade dos produtores rurais e fortalecer a posição do Brasil como
um dos grandes protagonistas do agronegócio mundial.
