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China endurece regras para carne bovina: cotas e sobretaxa de 55% acendem alerta para o agro e para o caixa das empresas
Medida de salvaguarda entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e pode pressionar margens, logística e planejamento financeiro de frigoríficos e produtores; setor avalia efeitos e estratégias de mitigação
A China passou a aplicar, desde 1º de janeiro de 2026, um novo regime de salvaguarda para importações de carne bovina, com cotas por fornecedor e sobretaxa adicional de 55% para volumes que excederem os limites estabelecidos — medida que se soma à alíquota já existente sobre o produto.  A decisão afeta grandes exportadores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos, e deve reorganizar o fluxo comercial do setor ao longo de 2026. 
Embora o governo brasileiro tenha sinalizado que o cenário não seria “preocupante” e que o país estaria preparado para enfrentar a nova conjuntura, o mercado busca respostas objetivas sobre impacto em preços, cronograma de embarques e efeitos no caixa das cadeias de produção e industrialização.  Um ponto sensível é a incerteza sobre como a China contabilizará cargas em trânsito e volumes já posicionados em portos chineses no início da vigência do regime, o que pode reduzir, na prática, o espaço da cota anual disponível para novos embarques. 
Dados públicos indicam a relevância do mercado chinês para a carne brasileira: em 2025, a China respondeu por cerca de 53% das exportações brasileiras de carne bovina, com receita aproximada de US$ 8,8 bilhões.  Na mesma linha, informações reportadas sobre o volume exportado pelo Brasil para a China em 2025 e o limite de cota para 2026 reforçam o risco de parte relevante da oferta ser alcançada pela sobretaxa ao longo do ano, dependendo da dinâmica de embarques e do consumo interno chinês. 
Não é um “embargo total”, mas o efeito pode ser equivalente para empresas alavancadas
Especialistas do setor pontuam que a medida não configura um embargo amplo e automático à carne brasileira, e sim um mecanismo de salvaguarda (cotas + sobretaxa) desenhado para desestimular volumes acima de limites predefinidos. Ainda assim, em cadeias com margens comprimidas e alto custo financeiro, qualquer elevação abrupta de tarifa, mudança de roteamento logístico ou renegociação comercial pode gerar estresse de caixa, sobretudo em operações com estoques elevados, contratos atrelados a prazos de liquidação curtos e necessidade de capital de giro intensiva.
Além da regra geral, entidades setoriais têm alertado para volumes que podem ser afetados pela interpretação chinesa sobre cargas em trânsito, com risco de parte desses lotes ser descontada da cota de 2026 — o que impactaria diretamente o planejamento de exportadores. 
Risco financeiro: revisão de contratos, covenants e estratégia de dívida
Com a mudança regulatória, empresas expostas ao mercado chinês tendem a revisar com maior rigor: (i) contratos de fornecimento e cláusulas de repasse de custo; (ii) prazos e garantias em linhas de capital de giro; (iii) covenants e gatilhos de vencimento antecipado; e (iv) estrutura de proteção de margem, para evitar que uma oscilação comercial se transforme em crise de solvência.
Para o advogado empresarial Eliseu Silveira, o momento exige postura preventiva e pragmática:
“Medidas comerciais como cotas e sobretaxas não atingem só o preço — elas atingem o fluxo de caixa. Quando a empresa está alavancada, um choque de margem e de prazo pode virar inadimplência em cadeia. O caminho é antecipar o diagnóstico financeiro, renegociar obrigações com transparência e, se necessário, estruturar uma reestruturação de dívida com governança, garantias e um plano realista de geração de caixa.” 
Entre as medidas imediatas observadas no mercado, estão: replanejamento de embarques para otimizar uso de cota; diversificação de destinos; revisão de política de crédito e estoque; e abertura de mesas de negociação com credores e fornecedores para alongamento de prazos e redução de volatilidade financeira — especialmente para grupos com grande dependência de exportação ao mercado chinês.
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Ameaçada de extinção na Bahia, onças-pardas são avistadas em reservas da Bracell no Litoral Norte
Filmagens realizadas em área protegida apontam para a conservação da biodiversidade e a relevância dos programas ambientais mantidos na região
Duas onças-pardas foram vistas em áreas de conservação ambiental da Bracell, no Litoral Norte da Bahia. Os registros foram os primeiros em vídeos realizados em sete anos de monitoramento executados pela empresa, o que evidencia a raridade da aparição desse felino, classificado como espécie ameaçada de extinção no estado. De hábitos predominantemente noturnos, os animais foram filmados em momentos e locais distintos. Antes dessas imagens, as equipes de monitoramento já haviam identificado a presença das onças, em 2019, por meio de pegadas e fezes.
O biólogo Igor Macedo, especialista em Meio Ambiente da Bracell, pontua que o registro das onças-pardas (Puma concolor), também conhecidas como suçuarana ou puma, é muito importante para a região, pois comprova a existência de fragmentos florestais conservados, como parques e áreas de preservação permanente. “Trata-se de uma espécie ameaçada de extinção na Bahia, e conseguimos observar não apenas ela, mas diversas outras espécies raras e ameaçadas distribuídas nesses fragmentos. Esse cenário também demonstra que as empresas florestais incorporam, em suas estratégias de sustentabilidade, ações relevantes voltadas à conservação ambiental”, afirma ele, ressaltando que a presença desses animais “reforça a necessidade de continuarmos trabalhando pela conservação”.
O especialista destaca ainda o trabalho realizado pela Bracell na preservação de áreas ambientais, como as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) — unidades de conservação de domínio privado, criadas voluntariamente pelo proprietário com o objetivo de conservar a biodiversidade em caráter perpétuo. Na Bahia, a empresa mantém quatro RPPNs, que somam mais de 3 mil hectares. Entre elas está a RPPN Lontra, com 1.377 hectares de Mata Atlântica, reconhecida como Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Essas áreas de conservação abrigam mais de 300 espécies de aves, 80 de répteis, 70 de anfíbios e 60 de mamíferos — algumas ameaçadas de extinção, como a própria onça-parda —, com uma rica vegetação nativa com mais de 600 espécies de plantas, além da conservação dos cursos d’água, como rios e nascentes. Esse habitat, preservado e com a segurança oferecida pela área patrimonial da empresa contra a caça predatória, favorece a permanência desses animais em condições ideais de sobrevivência.
“Na Bracell, adotamos uma série de ações para a conservação ambiental, como o Compromisso Um-Para-Um, que prevê a conservação de um hectare de floresta nativa para cada hectare de floresta plantada. Além disso, contamos com programas de monitoramento contínuo e mantemos áreas destinadas integralmente à conservação, como as RPPNs”, afirma Macedo.
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Feira de Inovações SCV 2026
Tecnologia, sustentabilidade e regeneração para o futuro do campo
Muitos Capões/RS – A inovação constante no campo é hoje um dos pilares para tornar as propriedades rurais mais produtivas e sustentáveis. Mais do que adotar novas tecnologias, trata-se de repensar modelos de produção e gestão. Nesse sentido, a Agricultura Regenerativa surge como uma abordagem capaz de potencializar a agricultura brasileira diante do mundo, ao unir produtividade com conservação dos recursos naturais e regeneração dos solos.
Com 55 anos de história, a SCV é reconhecida pela excelência no desenvolvimento de sementes adaptadas às diferentes realidades produtivas do Brasil. Ao longo de mais de cinco décadas, a empresa construiu uma trajetória marcada pela inovação, qualidade e sustentabilidade, ampliando sua atuação em diversas regiões do país e oferecendo soluções que contribuem para o aumento da produtividade e para práticas agrícolas mais responsáveis.
E é nesse contexto que a Sementes Com Vigor (SCV) promove, nos dias 4 e 5 de março de 2026, a Feira de Inovações SCV, em sua sede em Muitos Capões. O evento, já consolidado como referência nacional em debates técnicos e acesso as recentes tecnologias agrícolas, reunirá produtores, pesquisadores e profissionais do setor em dois dias de intensa programação. Segundo Pedro Basso, CEO e agrônomo da SCV, “a Feira de Inovações se tornou um espaço fundamental para a troca de conhecimento e para a apresentação de novas tecnologias. É uma oportunidade para os profissionais do setor debaterem os desafios que enfrentamos e encontrarem soluções inovadoras.”
Nesta edição, os temas ganham ainda mais relevância. A palestra sobre Estruturação de Plantas, conduzida por Tiago Hörbe e Pedro Basso, mostrará como o manejo adequado da arquitetura das plantas impacta diretamente na produtividade, sanidade e eficiência dos cultivos. Já a palestra de Filipe Moura, CEO da Equalizagro, abordará a Compatibilidade de Produtos no Sistema Enlist e Misturas de Tanque. Conheça as Expositoras de 2026 da Feira de Inovações SCV que trarão novidades ao mercado:
▪ Corteva
▪ Plantec
▪ PI AgSciences
▪ Sumitomo
▪ UPL
▪ Rizobacter
▪ Bayer
▪ Cultive biotec
▪ Brasmax
▪ Cordius
▪ Agro Drones(DJI)
PROGRAMAÇÃO – Feira de Inovações SCV 2026
4 de março (Quarta-feira)
08h30 – Abertura oficial da Feira de Inovações
09h50 – Rodada nos Stands da Feira de Inovações
11h00 – Plenária Técnica: Estruturação de Plantas
com Tiago Horbe e Pedro Basso
5 de março (Quinta-feira)
07h30 – Abertura
08h00 – Rodada nos Stands da Feira de Inovações
11h00 – Palestra: Compatibilidade de Produtos no Sistema Enlist e Misturas de Tanque
com Filipe Moura, CEO da Equalizagro
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PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV com soluções disruptivas para tratamento de sementes
Empresa marca presença com as inovadoras tecnologias HPLANT®, TEIKKO™ e SAORI®
Se a marca registrada deste evento é INOVAÇÃO, estamos no lugar certo. A PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV (Sementes Com Vigor), nos dias 4 e 5 de março de 2026, em Muitos Capões, RS. Participar de um evento já consolidado como referência nacional em debates técnicos e permitir que os produtores tenham acesso às melhores tecnologias agrícolas é também nossa missão.
Para este evento, a PI AgSciences apresenta as soluções que vem proporcionando ao manejo da soja e suas culturas de rotação proteção indispensável contra doenças foliares, efetivo combate a nematoides e alcance de produtividade. Os visitantes terão acesso às informações das tecnologias que vêm transformando a agricultura, com respeito ao solo e meio ambiente: a PREtec (“Plant Response Elicitor Technology”), plataforma patenteada de peptídeos desenvolvida para a agricultura pela PI AgSciences.
Mais do que uma tecnologia isolada, PREtec é uma plataforma dinâmica que sustenta o porfolio atual da companhia e o pipeline de inovação, gerando novos produtos que ampliam oportunidades ao mercado agrícola global. Com foco em proteção às doenças foliares e controle de nematoides, as soluções SAORI® e TEIKKO™ permitem à planta responder seletivamente apenas aos fungos e parasitas, respectivamente, prejudiciais ao seu desenvolvimento. Únicos e patenteados pela PI AgSciences, são produtos bioquímicos para tratamento de sementes que protegem a planta desde a germinação, proporcionando um ciclo vegetativo mais sadio, maior longevidade das folhas do baixeiro, melhor enchimento dos grãos e maior produtividade.
SAORI® – Primeiro fungicida bioquímico para o controle de doenças foliares em soja
Aplicado no tratamento de sementes Saori® contribui também no controle da anomalia das vagens, doença emergente do cultivo, preservando a integridade das estruturas reprodutivas.
TEIKKO™ – Protege a planta de dentro para fora
De aplicação simples e controle consistente de nematoides, mesmo em condições adversas de solo e clima, entrega maior produtividade ao sojicultor. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, em 10 anos, as perdas chegariam a R$ 870 bilhões, uma safra a cada dez. Ensaios realizados geraram até 6,4 sacas/ha a mais.
Se a intenção de Pedro Basso, CEO e agrônomo da SCV, é discutir e repensar caminhos para a transição da agricultura tradicional para a regenerativa, não poderia faltar também a solução HPLANT®, que vem tornando o manejo dos cultivos mais produtivo e sustentável.
HPLANT® – Bioativador, é produtividade e resiliência em qualquer condição
Permite à planta expressar seu potencial produtivo mesmo em condições adversas, atuando como uma solução única que proporciona alta performance ao manejo do agricultor.
Diante do impacto crescente das mudanças climáticas, com estresse ambiental e novos perfis de ataque de pragas e doenças, tecnologias a base de peptídeos são estratégia decisiva em resposta aos maiores desafios do agro: mitigar riscos, elevar a produtividade e construir culturas mais resilientes, longevas e lucrativas, com inovação e propósito.
“Participar de um evento em que a história da família se entrelaça com o avanço da agricultura no estado gaucho é uma grande oportunidade para reafirmar nosso compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência no campo pela construção de um Agro mais saudável para todos”, comemora Juliano Duarte, responsável comercial técnico da PI AgSciences para a região.
Resultados representam médias e podem variar por região, condições climáticas, fatores agronômicos e ambientais.
Feira de Inovações SCV 2026
Data: 4 e 5 de março
Horário: 8h30s às 11hs
Local: Fazenda Santo Amaro- Muitos Capões/RS
