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Café de qualidade: a importância da automação na cadeia produtiva

Para 2024, a estimativa é que a produção brasileira de café chegue a 58,9 milhões de sacas (@pressfoto via Freepik)

De olho nesse mercado, a Selgron desenvolve soluções tecnológicas que podem ser aplicadas às fases finais de produção desse e de outros grãos

O mercado cafeeiro é um pilar econômico de longa data, tendo ajudado a abrir as portas das exportações para o Brasil, há mais de um século, e permanecendo até hoje como uma de suas principais commodities. O país, aliás, é o maior produtor mundial do grão e o segundo que mais o consome, perdendo apenas para os Estados Unidos, para onde vai a maioria da sua exportação. Em 2023, foram exportadas 39,2 milhões de sacas de 60 quilos para mais de 100 países, segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A excelência do café brasileiro é reconhecida mundialmente e sua produção continua a prosperar com inovações tecnológicas que impulsionam essa qualidade e a eficiência do trabalho empenhado. Alguns exemplos de tecnologias aplicadas à produção são as desenvolvidas pela Selgron, de Santa Catarina, que oferece inovações em equipamentos que ajudam a aumentar a rentabilidade do produtor, através dos diferenciais proporcionados, conforme explica Rubens Schneider, gerente comercial da empresa.

“Como produzir, colher e selecionar o café passou por muitas alterações desde que o grão chegou ao Brasil – hoje a tecnologia é aplicada em todas as fases. Aqui na Selgron desenvolvemos soluções para as etapas de final de linha da cadeia produtiva que ajudam a otimizar, aumentar a produtividade, padronizar e melhorar a qualidade do que é entregue ao final. Com isso, a empresa ganha tempo e diminui custos, além de tornar o negócio mais atrativo para o mercado”, comenta Schneider.

Soluções aplicáveis à produção de café

Uma das contribuições mais notáveis da Selgron é sua linha de selecionadoras ópticas. Esses equipamentos possuem mecanismos que permitem identificar e separar grãos com precisão, garantindo a pureza do produto final. Além disso, a capacidade de detectar e remover corpos estranhos eleva os padrões de higiene e segurança alimentar. Recentemente, foram aplicadas, ainda, a essa solução, ferramentas de inteligência artificial. E para tornar a qualidade da entrega ainda maior, a Selgron também criou um detector de metais, que pode identificar corpos estranhos.

Já as empacotadoras oferecidas pela marca simplificam o processo de embalagem, garantindo que cada produto seja empacotado de forma ágil e padronizada. Complementando isso, suas agrupadoras facilitam o enfardamento dos pacotes, agilizando ainda mais o processo de embalagem e preparo dos produtos para distribuição. Já a encaixotadora automática desenvolvida pela empresa auxilia no processo de embalagem final (encaixotamento) dos produtos. 

A Selgron também se destaca na área de logística, oferecendo sistemas robotizados de paletização que simplificam o processo de armazenagem e transporte. Esses sistemas não só aumentam a eficiência da cadeia de suprimentos, mas também garantem que os produtos cheguem ao mercado em perfeitas condições.

Para 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a produção de café chegue a 58,9 milhões de sacas, 3,3% a mais do que no ano passado. Com o mercado em constante expansão, o emprego de novas tecnologias e modelos de produção se tornam cada vez mais necessários. 

Sobre a Selgron

A Selgron é uma companhia brasileira que desenvolve soluções de automação industrial para o final de linha, com equipamentos que vão desde classificadores de grãos, selecionadoras ópticas, empacotadoras, até paletização robotizada dos produtos. Tem forte atuação na indústria ligada ao agronegócio, mas também está presente em outros segmentos como farma, embalagens e peças. A precisão da tecnologia integrada ao seu maquinário levou a marca a expandir seus negócios e ser reconhecida não só no Brasil, mas em toda a América Central e do Sul e África. Já são mais de 45 países atendidos pela empresa com sede em Blumenau (SC), que aposta em sistemas integrados e soluções de automação e inteligência artificial, com foco na indústria 4.0.

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Cafés especiais: Atilla Torradores oferece curso de torra

CAFÉS ESPECIAIS - ATILLA TORRADORES OFERECE CURSO DE TORRA

Os alunos farão várias sessões de torra e poderão comandar os torradores

O Curso de Torra de Cafés Especiais acontecerá na sede da Atilla Torradores, nos dias 31 de janeiro (sábado) e 1 de fevereiro (domingo), em Belo Horizonte (MG), das 8h30 às 17h30, com uma hora intervalo.

Na Atilla Academy, o aluno aprenderá de forma intensiva o manejo dos torradores, com mentoria especializada e dinâmica pensada em otimizar a aprendizagem. As inscrições podem ser feitas através do Instagram @torradoratilla. As aulas serão ministradas pelo professor Gabriel Heinerici, que é Mestre de Torra e Coorganizador de campeonatos de torra.

A prática tem ganhado cada vez mais destaque no universo dos cafés especiais. É nesta etapa que se realça as melhores características do grão. Se mal conduzida, destrói o que poderia ser uma deliciosa bebida.

Torrar cafés especiais exige conhecimento não só do equipamento e das características do grão, mas, também, das reações químicas e físicas que ocorrem em cada fase do processo.

“O curso acontece desde 2019 e esses anos de experiência nos fizeram chegar no formato que julgamos ser o melhor no aproveitamento dos alunos. Logo após a inscrição, a pessoa tem acesso ao conteúdo em videoaulas, que vai prepará-la para a etapa presencial, e pode ser assistido quantas vezes quiser a fim de fixar termos técnicos e entender a teoria. Ou seja, iniciantes no mundo do café, que ainda não possuem vivência com a torra, estarão aptos a fazer as aulas práticas assim como os alunos experientes. Outro diferencial da formação é a realização da etapa prática em uma fábrica de torradores, onde existe a disponibilidade de vários equipamentos do mesmo modelo e capacidade. Assim, os estudantes não precisam esperar as torras dos colegas para fazerem as suas, todos torram simultaneamente. No final de cada sessão, todos provam na sala de cupping. Há muita prática e troca de experiência, que nos rendem feedbacks bastante positivos”, destaca Séfora de Paula, Diretora de Marketing da Atilla Torradores.

Serviço – Curso de Torra
Data: 31/01 (sábado) e 01/02 (domingo)
Horário: 8h30 às 17h30, com uma hora de intervalo
Local: Atilla Lab – Av. Heráclito Mourão de Miranda, 1587, Belo Horizonte, MG

Inscrições pelo Instagram @torradoratilla.

Entre em contato pelo direct, pelo link da bio ou com Séfora de Paula: (31) 9 9068-2715

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PI AgSciences e GDK trazem inovação e sustentabilidade para Mato Grosso do Sul

Imagem: divulgação

Em 14 de janeiro, a cidade de Caarapó em Mato Grosso do Sul, recebe o 1º Dia de Campo da GDK Insumos Agrícolas com participação especial da PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Todos os produtores da região terão acesso às inovadoras tecnologias que vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade. 

Durante o evento na fazenda Santo Antonio haverá grande troca de conhecimento e conexões em torno dos desafios do cultivo da soja e do milho e as melhores soluções para o seu desenvolvimento. Em destaque o manejo de nematoides, cada vez mais presente no solo dos cultivos da região, será discutido em palestra da Dra. Andressa Brida, pesquisadora da Fundação Mato Grosso.

Para o melhor controle de nematoides, a PI AgSciences vai apresentar os benefícios do tratamento de sementes com TEIKKO™. Nematicida bioquímico sustentável à base de peptídeos para tratamento de semente, ele reduz o ataque de nematoides. Trará também o SAORI®, único fungicida registrado em tratamento de sementes com efeito sobre doenças foliares da soja, e o bioativador HPLANT® decisivo para o alcance da melhor produtividade. Estimula o sistema de defesa da planta para que o cultivo seja mais resiliente às condições adversas de clima, expressando todo o seu potencial com ganhos elevados de produtividade.

“É o início de uma importante parceria que cumpre a missão de duas empresas comprometidas em oferecer, aos produtores da região sul do estado, o que há de melhor em inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável da soja e do milho”, frisa Jean Schiavi, responsável comercial técnico para a região de Mato Grosso do Sul, que vai apresentar os resultados a campo das tecnologias PI AgSciences durante o 1º Dia de Campo GDK.

1º Dia de Campo GDK

Data: 14 de janeiro    Horário: a partir de 8h30

Local: Fazenda Santo Antonio – Grupo Guedin – Caarapó, MS

Realização / Organização: GDK

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China endurece regras para carne bovina: cotas e sobretaxa de 55% acendem alerta para o agro e para o caixa das empresas

Imagem: Freepik

Medida de salvaguarda entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e pode pressionar margens, logística e planejamento financeiro de frigoríficos e produtores; setor avalia efeitos e estratégias de mitigação

A China passou a aplicar, desde 1º de janeiro de 2026, um novo regime de salvaguarda para importações de carne bovina, com cotas por fornecedor e sobretaxa adicional de 55% para volumes que excederem os limites estabelecidos — medida que se soma à alíquota já existente sobre o produto.  A decisão afeta grandes exportadores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos, e deve reorganizar o fluxo comercial do setor ao longo de 2026. 

Embora o governo brasileiro tenha sinalizado que o cenário não seria “preocupante” e que o país estaria preparado para enfrentar a nova conjuntura, o mercado busca respostas objetivas sobre impacto em preços, cronograma de embarques e efeitos no caixa das cadeias de produção e industrialização.  Um ponto sensível é a incerteza sobre como a China contabilizará cargas em trânsito e volumes já posicionados em portos chineses no início da vigência do regime, o que pode reduzir, na prática, o espaço da cota anual disponível para novos embarques. 

Dados públicos indicam a relevância do mercado chinês para a carne brasileira: em 2025, a China respondeu por cerca de 53% das exportações brasileiras de carne bovina, com receita aproximada de US$ 8,8 bilhões.  Na mesma linha, informações reportadas sobre o volume exportado pelo Brasil para a China em 2025 e o limite de cota para 2026 reforçam o risco de parte relevante da oferta ser alcançada pela sobretaxa ao longo do ano, dependendo da dinâmica de embarques e do consumo interno chinês. 

Não é um “embargo total”, mas o efeito pode ser equivalente para empresas alavancadas
Especialistas do setor pontuam que a medida não configura um embargo amplo e automático à carne brasileira, e sim um mecanismo de salvaguarda (cotas + sobretaxa) desenhado para desestimular volumes acima de limites predefinidos. Ainda assim, em cadeias com margens comprimidas e alto custo financeiro, qualquer elevação abrupta de tarifa, mudança de roteamento logístico ou renegociação comercial pode gerar estresse de caixa, sobretudo em operações com estoques elevados, contratos atrelados a prazos de liquidação curtos e necessidade de capital de giro intensiva.

Além da regra geral, entidades setoriais têm alertado para volumes que podem ser afetados pela interpretação chinesa sobre cargas em trânsito, com risco de parte desses lotes ser descontada da cota de 2026 — o que impactaria diretamente o planejamento de exportadores. 

Risco financeiro: revisão de contratos, covenants e estratégia de dívida
Com a mudança regulatória, empresas expostas ao mercado chinês tendem a revisar com maior rigor: (i) contratos de fornecimento e cláusulas de repasse de custo; (ii) prazos e garantias em linhas de capital de giro; (iii) covenants e gatilhos de vencimento antecipado; e (iv) estrutura de proteção de margem, para evitar que uma oscilação comercial se transforme em crise de solvência.

Para o advogado empresarial Eliseu Silveira, o momento exige postura preventiva e pragmática:
“Medidas comerciais como cotas e sobretaxas não atingem só o preço — elas atingem o fluxo de caixa. Quando a empresa está alavancada, um choque de margem e de prazo pode virar inadimplência em cadeia. O caminho é antecipar o diagnóstico financeiro, renegociar obrigações com transparência e, se necessário, estruturar uma reestruturação de dívida com governança, garantias e um plano realista de geração de caixa.” 

Entre as medidas imediatas observadas no mercado, estão: replanejamento de embarques para otimizar uso de cota; diversificação de destinos; revisão de política de crédito e estoque; e abertura de mesas de negociação com credores e fornecedores para alongamento de prazos e redução de volatilidade financeira — especialmente para grupos com grande dependência de exportação ao mercado chinês.

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