Destaque
Agtechs Latino-Americanas de I.A. receberam US$ 221 mi nos últimos sete anos, aponta Distrito
Agtechs de I.A. brasileiras, com quase US$ 200 milhões, ficaram com a maior fatia dos aportes para a região; Report IA no Agro mapeou 45 startups na América Latina
Durante o período de 2018 até o primeiro semestre de 2024, os investimentos em startups da América Latina e inteligência artificial ligadas ao agronegócio atingiram US$ 221 milhões, de acordo com o Report IA no Agro produzido pelo Distrito, a principal plataforma de tecnologias emergentes da região. Globalmente, o mercado de I.A. no agronegócio foi e deve chegar a US$ 4,7 bilhões até 2028, segundo levantamento do MarketsandMarkets.
Investimentos de startups I.A. no agro na América Latina
| Ano | Volume (US$ milhões) | Deals |
| 2018 | 0,5 | 3 |
| 2019 | 31,8 | 8 |
| 2020 | 62,3 | 6 |
| 2021 | 3,3 | 8 |
| 2022 | 117,2 | 11 |
| 2023 | 5,8 | 4 |
Brasil e os desafios da I.A. no agronegócio
Com aplicações que integram desde o aprimoramento do cultivo até a otimização dos suprimentos, a I.A. se tornou uma ferramenta essencial para a transformação no setor agrícola ao proporcionar melhorias na eficiência, sustentabilidade e produtividade. No Brasil, essas agtechs captaram investimentos de US$199 milhões em 35 rodadas nos últimos sete anos.
Apesar das soluções que a inteligência artificial traz para o mercado rural, a implementação da tecnologia ainda apresenta desafios com a falta de infraestrutura e acessibilidade à internet. Segundo o IBGE, 72% dos estabelecimentos rurais no Brasil não tem acesso à internet. “Junto com a barreira de conexão, as limitações de tecnologias avançadas no campo também estão relacionadas com a dificuldade de aceitação e confiança dos agricultores por parte de soluções baseadas em I.A. algo que deve melhorar nos próximos anos em vista da cada vez mais adoção da I.A. na sociedade”, explica Gustavo Araújo, CIO e co-fundador do Distrito.
“Nesse cenário é imprescindível o papel das empresas e agtechs no incentivo e fomentação de informações para os agricultores sobre o uso da I.A. como ferramenta vantajosa para auxiliar os desafios climáticos e impulsionar a eficiência do plantio”, complementa o executivo.
Impactos da I.A. no agronegócio
A adoção da inteligência artificial é uma necessidade estratégica para garantir a competitividade a longo prazo no setor agrícola, aponta o relatório do Distrito. A tecnologia permite uma agricultura de precisão, o que pode reduzir o uso de insumos, melhorando a gestão dos recursos e aumentar a produtividade. Com I.A., é possível implantar a coleta de dados detalhados sobre a saúde das culturas e fenótipos das plantas, auxiliando na prevenção do rendimento das safras e detecção precoce de pragas e doenças.
Outro fator são os equipamentos utilizados no campo guiados pela I.A., como robôs pulverizadores autônomos e tratores automatizados, que permitem a aplicação dos produtos agrícolas com exatidão, economizando recursos e promovendo uma agricultura mais sustentável. A combinação de tecnologias avançadas, I.A. junto com a Internet das Coisas (IoT), também é um destaque no agronegócio ao permitir um monitoramento minucioso do solo e da água, ajudando a detectar estresse hídrico e a otimizar a irrigação.
Exemplo dessa solução está no algoritmo de irrigação desenvolvido pela Agromakers, com capacidade de diminuir em 30% a quantidade de água aplicada nas plantas. Na gestão de economia sustentável do setor agro, a tecnologia avançada está atrelada a soluções que promovem a identificação de vazamento no fornecimento da água nas plantações por meio de sensores alimentados pela energia solar.
I.A. na Pecuária e na Cadeia de Suprimentos
A utilização da I.A. se estende por todas as áreas do agronegócio, e atua também na otimização da produção pecuária e avícola, permitindo o controle dos sinais fisiológicos e comportamentais para melhor saúde dos animais, caso da CowMed, startup que adota I.A. para acompanhamento da saúde de vacas leiteiras, aumentando a produtividade em até 53 litros de leite por dia por animal monitorado.
No campo de suprimentos, a I.A. promove a preservação e alta qualidade de frutas e vegetais, produtos sensíveis às condições ambientais. Através de tecnologias como Gêmeos Digitais são realizadas simulações do status de armazenamento e transporte com intuito de minimizar perdas e garantir a entrega do alimento em bom estado desde a colheita até a entrega ao consumidor final.
“As inovações tecnológicas no setor rural estão fortalecendo a confiança dos consumidores ao garantir a qualidade e a autenticidade dos produtos agrícolas. Essas tecnologias também promovem práticas mais éticas e sustentáveis, o que destaca o potencial transformador da I.A. no agronegócio”, finaliza Gierun.
Sobre o Distrito
O Distrito é uma plataforma de geração de dados que integra consultoria especializada e inteligência de mercado para exponencializar resultados de negócios por meio de novas tecnologias. Capacitamos executivos para a nova economia, conectando-os às novas soluções e resolvendo desafios concretos das empresas. Em 5 anos, construímos um avançado sistema de inteligência e banco de dados mapeando a performance de cerca de 36 mil startups, produzindo um conhecimento único sobre o impacto das tecnologias e novos modelos de negócio. Hoje, nossa plataforma SaaS atende mais de 60 corporações clientes e 800 startups residentes.
Destaque
Cafés especiais: Atilla Torradores oferece curso de torra
Os alunos farão várias sessões de torra e poderão comandar os torradores
O Curso de Torra de Cafés Especiais acontecerá na sede da Atilla Torradores, nos dias 31 de janeiro (sábado) e 1 de fevereiro (domingo), em Belo Horizonte (MG), das 8h30 às 17h30, com uma hora intervalo.
Na Atilla Academy, o aluno aprenderá de forma intensiva o manejo dos torradores, com mentoria especializada e dinâmica pensada em otimizar a aprendizagem. As inscrições podem ser feitas através do Instagram @torradoratilla. As aulas serão ministradas pelo professor Gabriel Heinerici, que é Mestre de Torra e Coorganizador de campeonatos de torra.
A prática tem ganhado cada vez mais destaque no universo dos cafés especiais. É nesta etapa que se realça as melhores características do grão. Se mal conduzida, destrói o que poderia ser uma deliciosa bebida.
Torrar cafés especiais exige conhecimento não só do equipamento e das características do grão, mas, também, das reações químicas e físicas que ocorrem em cada fase do processo.
“O curso acontece desde 2019 e esses anos de experiência nos fizeram chegar no formato que julgamos ser o melhor no aproveitamento dos alunos. Logo após a inscrição, a pessoa tem acesso ao conteúdo em videoaulas, que vai prepará-la para a etapa presencial, e pode ser assistido quantas vezes quiser a fim de fixar termos técnicos e entender a teoria. Ou seja, iniciantes no mundo do café, que ainda não possuem vivência com a torra, estarão aptos a fazer as aulas práticas assim como os alunos experientes. Outro diferencial da formação é a realização da etapa prática em uma fábrica de torradores, onde existe a disponibilidade de vários equipamentos do mesmo modelo e capacidade. Assim, os estudantes não precisam esperar as torras dos colegas para fazerem as suas, todos torram simultaneamente. No final de cada sessão, todos provam na sala de cupping. Há muita prática e troca de experiência, que nos rendem feedbacks bastante positivos”, destaca Séfora de Paula, Diretora de Marketing da Atilla Torradores.
Serviço – Curso de Torra
Data: 31/01 (sábado) e 01/02 (domingo)
Horário: 8h30 às 17h30, com uma hora de intervalo
Local: Atilla Lab – Av. Heráclito Mourão de Miranda, 1587, Belo Horizonte, MG
Inscrições pelo Instagram @torradoratilla.
Entre em contato pelo direct, pelo link da bio ou com Séfora de Paula: (31) 9 9068-2715
Destaque
PI AgSciences e GDK trazem inovação e sustentabilidade para Mato Grosso do Sul
Em 14 de janeiro, a cidade de Caarapó em Mato Grosso do Sul, recebe o 1º Dia de Campo da GDK Insumos Agrícolas com participação especial da PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Todos os produtores da região terão acesso às inovadoras tecnologias que vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.
Durante o evento na fazenda Santo Antonio haverá grande troca de conhecimento e conexões em torno dos desafios do cultivo da soja e do milho e as melhores soluções para o seu desenvolvimento. Em destaque o manejo de nematoides, cada vez mais presente no solo dos cultivos da região, será discutido em palestra da Dra. Andressa Brida, pesquisadora da Fundação Mato Grosso.
Para o melhor controle de nematoides, a PI AgSciences vai apresentar os benefícios do tratamento de sementes com TEIKKO™. Nematicida bioquímico sustentável à base de peptídeos para tratamento de semente, ele reduz o ataque de nematoides. Trará também o SAORI®, único fungicida registrado em tratamento de sementes com efeito sobre doenças foliares da soja, e o bioativador HPLANT® decisivo para o alcance da melhor produtividade. Estimula o sistema de defesa da planta para que o cultivo seja mais resiliente às condições adversas de clima, expressando todo o seu potencial com ganhos elevados de produtividade.
“É o início de uma importante parceria que cumpre a missão de duas empresas comprometidas em oferecer, aos produtores da região sul do estado, o que há de melhor em inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável da soja e do milho”, frisa Jean Schiavi, responsável comercial técnico para a região de Mato Grosso do Sul, que vai apresentar os resultados a campo das tecnologias PI AgSciences durante o 1º Dia de Campo GDK.
1º Dia de Campo GDK
Data: 14 de janeiro Horário: a partir de 8h30
Local: Fazenda Santo Antonio – Grupo Guedin – Caarapó, MS
Realização / Organização: GDK
Destaque
China endurece regras para carne bovina: cotas e sobretaxa de 55% acendem alerta para o agro e para o caixa das empresas
Medida de salvaguarda entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e pode pressionar margens, logística e planejamento financeiro de frigoríficos e produtores; setor avalia efeitos e estratégias de mitigação
A China passou a aplicar, desde 1º de janeiro de 2026, um novo regime de salvaguarda para importações de carne bovina, com cotas por fornecedor e sobretaxa adicional de 55% para volumes que excederem os limites estabelecidos — medida que se soma à alíquota já existente sobre o produto.  A decisão afeta grandes exportadores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos, e deve reorganizar o fluxo comercial do setor ao longo de 2026. 
Embora o governo brasileiro tenha sinalizado que o cenário não seria “preocupante” e que o país estaria preparado para enfrentar a nova conjuntura, o mercado busca respostas objetivas sobre impacto em preços, cronograma de embarques e efeitos no caixa das cadeias de produção e industrialização.  Um ponto sensível é a incerteza sobre como a China contabilizará cargas em trânsito e volumes já posicionados em portos chineses no início da vigência do regime, o que pode reduzir, na prática, o espaço da cota anual disponível para novos embarques. 
Dados públicos indicam a relevância do mercado chinês para a carne brasileira: em 2025, a China respondeu por cerca de 53% das exportações brasileiras de carne bovina, com receita aproximada de US$ 8,8 bilhões.  Na mesma linha, informações reportadas sobre o volume exportado pelo Brasil para a China em 2025 e o limite de cota para 2026 reforçam o risco de parte relevante da oferta ser alcançada pela sobretaxa ao longo do ano, dependendo da dinâmica de embarques e do consumo interno chinês. 
Não é um “embargo total”, mas o efeito pode ser equivalente para empresas alavancadas
Especialistas do setor pontuam que a medida não configura um embargo amplo e automático à carne brasileira, e sim um mecanismo de salvaguarda (cotas + sobretaxa) desenhado para desestimular volumes acima de limites predefinidos. Ainda assim, em cadeias com margens comprimidas e alto custo financeiro, qualquer elevação abrupta de tarifa, mudança de roteamento logístico ou renegociação comercial pode gerar estresse de caixa, sobretudo em operações com estoques elevados, contratos atrelados a prazos de liquidação curtos e necessidade de capital de giro intensiva.
Além da regra geral, entidades setoriais têm alertado para volumes que podem ser afetados pela interpretação chinesa sobre cargas em trânsito, com risco de parte desses lotes ser descontada da cota de 2026 — o que impactaria diretamente o planejamento de exportadores. 
Risco financeiro: revisão de contratos, covenants e estratégia de dívida
Com a mudança regulatória, empresas expostas ao mercado chinês tendem a revisar com maior rigor: (i) contratos de fornecimento e cláusulas de repasse de custo; (ii) prazos e garantias em linhas de capital de giro; (iii) covenants e gatilhos de vencimento antecipado; e (iv) estrutura de proteção de margem, para evitar que uma oscilação comercial se transforme em crise de solvência.
Para o advogado empresarial Eliseu Silveira, o momento exige postura preventiva e pragmática:
“Medidas comerciais como cotas e sobretaxas não atingem só o preço — elas atingem o fluxo de caixa. Quando a empresa está alavancada, um choque de margem e de prazo pode virar inadimplência em cadeia. O caminho é antecipar o diagnóstico financeiro, renegociar obrigações com transparência e, se necessário, estruturar uma reestruturação de dívida com governança, garantias e um plano realista de geração de caixa.” 
Entre as medidas imediatas observadas no mercado, estão: replanejamento de embarques para otimizar uso de cota; diversificação de destinos; revisão de política de crédito e estoque; e abertura de mesas de negociação com credores e fornecedores para alongamento de prazos e redução de volatilidade financeira — especialmente para grupos com grande dependência de exportação ao mercado chinês.
