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Destaque

Nanotecnologia para a agricultura será destaque no Congresso Andav 2024

Agroquímicos em nanoescala Revella Tech

Agroquímicos em nanoescala para tecnologias agrícolas sustentáveis e de precisão representam uma nova tendência. O espaço da startup Revella Tech no evento terá lançamentos que podem ser incorporados em fertilizantes, adjuvantes e tratamento de sementes para a nutrição e proteção de culturas em geral

Sustentabilidade, eficiência e produtividade. Essas características têm sido a base da busca de boa parte das empresas do agronegócio para oferecer ao campo inovação em produtos e serviços. Quem visitar o 13º Congresso Andav em São Paulo, de 6 a 8 de agosto, no Transamérica Expo Center, poderá conferir novidades em tecnologias que apresentam potencial significativo de transformar a agricultura e o meio ambiente.

Pela primeira vez no evento, considerado o maior no setor de distribuição de insumos agropecuários, a startup brasileira Revella Tech, especializada em desenvolver nano, micro e bio soluções para o agro, irá apresentar ao público algumas de suas inovações. São produtos à base de bioativos e nutrientes estruturados em tamanho nano, que foram desenvolvidos para serem incorporados principalmente em fertilizantes, adjuvantes e tratamento de sementes para as mais diversas culturas agrícolas.

Gabriel Nunes de Freitas, engenheiro de materiais, co-fundador e diretor geral da Revella, detalha que essa incorporação de ingredientes ativos na escala nano oferece uma oportunidade única para o setor agrícola, visando aumentar resultados das moléculas convencionais do campo, reduzir o uso indiscriminado de pesticidas e fertilizantes, alinhado com melhores práticas de manejo nas lavouras.

Lançamentos

A nova linha Sylos é um dos destaques da startup durante o evento e traz produtos com ativos à base de nanopartículas de cobre e nanopartículas de cobre e zinco. O uso de nanocobre e nanozinco possibilita uma liberação controlada dos ingredientes, aumentando permeabilidade, estabilidade e solubilidade. A principal vantagem está na redução de 66% da dose em comparação ao cobre orgânico complexado, em aplicação associada a fungicidas multissítio.

“Estes são ingredientes que corroboram com a nova tendência global de construir resultados no campo com menos impacto ambiental. Na cultura da soja, temos dezenas de protocolos e na safra 2023/24 conduzimos experimentos com aumento de até 8 sacas por hectare a partir da aplicação de 2 a 5% de nossas tecnologias aliadas a formulações de nossos clientes, isso corresponde a dosagens de cerca de 15ml/ha”, completa o diretor da startup.

Outro ponto técnico importante na tecnologia de nanorevestimento das moléculas da linha Sylos é que esta aprimora a eficiência dos fertilizantes e evita a degradação prematura dos ingredientes ativos em condições adversas. “Isso garante uma liberação regulada com alta eficiência de absorção para o crescimento das culturas, seja através do solo, raiz ou folha”, ressalta Nunes.

Outra novidade da Revella para o Congresso Andav é a sua mais nova molécula de nanoselênio, um ingrediente aditivo inovador que tem a premissa de transformar a nutrição e a proteção das plantas. De acordo com Gabriel, o nanoselênio na agricultura traz benefícios como o aumento de resistência a doenças, tamanho e estrutura de raízes, ganho acentuado na produção de nodulações, melhoria da qualidade da produção vegetal, além de contribuir diretamente no combate ao stress hídrico.

O especialista explica ainda que o selênio é um micronutriente essencial, pois desempenha um papel muito importante na saúde de humanos, animais e microrganismos. Embora vital em pequenas quantidades, possui uma faixa ótima de aplicação. “Portanto, o uso de nanopartículas de selênio (SeNp) apresentam um grande potencial e uma alternativa eficiente para o agronegócio”, define.

“Esta é a nossa primeira participação como exposidtores no Congresso Andav e estamos animados para compartilhar os nossos recentes avanços em nanotecnologia que possibilitam novas ferramentas para a agricultura. Será uma excelente oportunidade de mostrar nossos resultados e apoio à produção rentável e sustentável. Acreditamos que o agro necessita de soluções cada vez mais eficazes do que os agroquímicos convencionais vêm mostrando”, destaca o diretor da Revella.

O evento

A 13ª edição do Congresso Andav tem como tema central a Agroeconomia Brasileira em Primeiro Lugar: Como assegurar o nosso propósito de alimentar o mundo. O objetivo dos organizadores é colocar em foco o papel fundamental do Brasil como um dos principais produtores de alimentos do mundo e os desafios de garantir a sustentabilidade e a eficiência desse setor.

Com quatro pavilhões e mais de 24 mil metros quadrados de exposição, a edição de 2024 traz ainda mais espaço para novas tendências, tecnologias e conexões, com a participação de 250 marcas expositoras e expectativa recorde de 13,5 mil participantes. O Congresso Andav faz parte do calendário oficial de eventos do agronegócio e é uma realização da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), organizado pela Zest Eventos.

Serviço:

13º Congresso Andav – 6 a 8 de agosto de 2024

Local: Transamérica Expo Center – São Paulo/SP

Estande Revella Tech: l82

Sobre a Revella Tech

A Revella Tech lançou-se no mercado em 2011 como uma spin-off da TNS Nano. Nos últimos três anos a empresa já conquistou mais de 32 clientes, realizou mais de 80 protocolos em 10 estados do Brasil, Argentina e Paraguai. Com um corpo técnico especializado, conta com mestres e doutores em engenharia química, agronomia e farmácia, e assim vem revolucionando a forma de inovar no agronegócio. Para mais informações, visite http://www.revellatech.com

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Ecofábrica da Mangueira evita poluição de 69 milhões de litros de água e distribui produtos ecológicos gratuitos à comunidade

Ecofábrica da Mangueira evita poluição de 69 milhões de litros de água e distribui produtos ecológicos gratuitos à comunidade

Empreendedorismo, sustentabilidade e inovação são as marcas da ecofábrica comunitária Omìayê na comunidade da Mangueira, Zona Norte do Rio

A comunidade da Mangueira, na zona norte do Rio de Janeiro, vive um marco importante na área de sustentabilidade e de inovação social. Em 2025, o Instituto Singular Ideias Inovadoras implantou a ecofábrica comunitária Omìayê, onde moradores transformam óleo de cozinha usado em sabão e detergente ecológicos, unindo ciência, participação popular e protagonismo comunitário em um modelo pioneiro de sustentabilidade.

“O projeto Omìayê surgiu para enfrentar um dos principais desafios estruturais das comunidades periféricas do Rio de Janeiro: o saneamento básico insuficiente. A iniciativa começou na Mangueira e se baseia em uma solução integrada e acessível. Recolhemos óleo de cozinha usado, transformando-o em produtos de limpeza sustentáveis com micro-organismos encapsulados. Esses produtos são distribuídos gratuitamente à população local e, ao serem utilizados, liberam micro-organismos vivos que ajudam a degradar a matéria orgânica presente no esgoto. O resultado é a redução de odores e a prevenção de doenças de veiculação hídrica — impactando positivamente a saúde e a qualidade de vida dos moradores da Mangueira”, afirma Gabriel Pizoeiro, diretor do Instituto Singular Ideias.

Os resultados desse processo são expressivos. Já foram evitados mais de 80 milhões de litros de água poluída — o equivalente a aproximadamente 28 piscinas olímpicas — graças à reciclagem adequada do óleo coletado. A ecofábrica já reaproveitou 3200 litros de óleo, aplicou 75 mil litros de microrganismos no processo produtivo, que contribuíram para o tratamento de 150 milhões de litros de esgoto. Além disso, produziu cerca de toneladas de sabão Omì e 500 litros de detergente, que já trataram 500 mil litros de esgoto, e distribuídos gratuitamente a cerca de 1.500 famílias da Mangueira. A iniciativa também gerou 10 empregos diretos, todos ocupados por moradoras mulheres da própria comunidade.

Uma dessas mulheres é Dani Lucas, que antes trabalhava como manicure e, agora, na Omìayê, ocupa a posição de auxiliar de produção. Orgulhosa de fazer parte do projeto, Dani relata sua experiência e sobre como a iniciativa ajudou em seu crescimento profissional dentro da comunidade e de outras mulheres:

“Para mim, o projeto representa oportunidade, dignidade e reconhecimento. Em um território onde o acesso ao trabalho formal ainda é muito limitado, principalmente para as mulheres, ele abre portas que por muito tempo estiveram fechadas. O projeto prova que as mulheres da favela são capazes de transformar não só matéria, mas realidade. Aqui a gente aprende, trabalha, cuida do meio ambiente e ainda ajuda outras famílias com a doação do sabão. Quando uma mulher entra, ela cresce e junto com ela cresce toda a comunidade”, afirmou Dani.

O processo começa no território, com a doação de óleo pelos moradores. O material é peneirado, filtrado e misturado aos microrganismos em caldeiras especiais, seguindo uma receita fixa cujo diferencial está na tecnologia ambiental incorporada. Para as mulheres que atuam diariamente na produção, o trabalho é motivo de orgulho e de pertencimento. A transformação é visível: um resíduo doméstico passa a ter valor social, econômico e ambiental, ao mesmo tempo em que dissemina práticas sustentáveis na própria favela. O que antes era poluente (óleo usado) no projeto é matéria-prima de produtos que servem às casas e às famílias.

A tecnologia inovadora utilizada na ecofábrica foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e se baseia em processos de biorremediação. Micro-organismos inofensivos à saúde humana são incorporados aos produtos e passam a atuar no tratamento do esgoto diretamente nas casas das famílias, toda vez que o sabão ou detergente é utilizado. A parceria garante ainda monitoramento técnico e validação científica dos resultados, consolidando a ecofábrica como uma tecnologia social robusta, confiável e replicável. O impacto ultrapassa os indicadores ambientais e se desdobra em educação, geração de renda, autonomia produtiva e consciência coletiva sobre o cuidado com o território.

Uma das pessoas que atua diretamente nesse processo é Mariana Lousada, auxiliar de laboratório. Ela conta que sente gratidão e orgulho pelo impacto positivo que tem feito na comunidade:

“Sinto uma grande satisfação, pois conseguimos fazer com que as pessoas contribuíssem em um gesto lindo de apoio ao meio ambiente. Para nós da comunidade, o projeto significa a união da sobrevivência, da consciência ambiental e também da transformação social, junto com a oportunidade de melhorar a qualidade de vida, sem agredir o lugar onde moramos e valorizando recursos que antes seriam desperdiçados”, apontou Mariana.

A ecofábrica da Mangueira demonstra que comunidades podem liderar processos de inovação quando ciência, território e participação social caminham juntos. Cada barra de sabão produzida carrega a prova de que o cuidado ambiental também nasce do cotidiano, da coletividade e da potência criativa das favelas.

Assista o vídeo e conheça um pouco mais do projeto: https://youtu.be/h3HzINqICyY?si=egyO-OedzCDAUCUC

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PI AgSciences traz inovação e sustentabilidade para a Exposoja 2026

Imagem: divulgação

Nos dias 14 e 15 de janeiro, a cidade de Taquarivaí, no interior de São Paulo, recebe a ExpoSoja 2026 que este ano vai trazer toda a inovação das tecnologias PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Organizado pela DETEC, consultoria agronômica, o evento propõe dias ricos em conhecimento, tecnologia e conexão com o campo, onde o público poderá conhecer os desafios e as melhores soluções para o desenvolvimento da soja.

Contará com a presença inedita das tecnologias sustentáveis, da PI AgSciences, que vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.  

“A transformação da sua lavoura começa aqui, venha conhecer em campo toda a entrega de produtividade que nossas soluções TEIKKO™, SAORI® e HPLANT® vem trazendo para o cultivo da soja”, convida João Vitor Bruner, responsável comercial técnico para a região, pronto a apresentar os resultados em campo obtidos com as tecnologias PI AgSciences durante o circuito da Exposoja 2026.

Nematicida bioquímico sustentável à base de peptídeos para tratamento de semente, o TEIKKO™ reduz o ataque de nematoides; enquanto o SAORI® é o único fungicida registrado em tratamento de sementes com efeito sobre doenças foliares da soja. Já o bioativador HPLANT® é decisivo para o alcance da melhor produtividade. Estimula o sistema de defesa da planta para que o cultivo seja mais resiliente às condições adversas, expressando todo o seu potencial com ganhos elevados de produtividade.

EXPO SOJA 2026

Data: 14 e 15 de janeiro

Horário: das 8h30 às 16h

Local: Sede Cerrado de Cima Sementes – Taquarivaí/SP

Realização / Organização: DETEC

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XII Expedição Gape é conhecimento a céu aberto, com a PI AgSciences na estrada

XII Expedição Gape é conhecimento a céu aberto, com a PI AgSciences na estrada

Neste 12 de janeiro, será dada a largada para a XII Expedição GAPE, Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão, este ano junto com a PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Organizada pelo departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Expedição levará alunos de graduação em Engenharia Agronômica para vivenciar um tour de duas semanas, com foco na agricultura irrigada do Sul do Brasil.

Passando por fazendas, consultorias, sementeiras e cooperativas, terão a oportunidade de adquirir farto conhecimento em nutrição de plantas, fertilidade do solo e adubação. Entre as lições, poderão observar o quanto tecnologias sustentáveis, como as da PI AgSciences, vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.

Idealizado pelo Dr. Godofredo Cesar Vitti, de 12 a 25 de janeiro os alunos serão acompanhados pelos professores doutores, Rafael Otto e Tiago Tezotto, durante cerca de 4.000 km, passando pelos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Observando as principais culturas da região, como soja, feijão, arroz irrigado, fumo e maçã, terão uma verdadeira aula prática e técnica, a céu aberto, alinhada aos desafios e inovações da agricultura regional.

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