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Metas do pecuarista para 2024: como crescer de forma responsável
Neste início de ano, a classe produtora precisa alinhar os objetivos e definir as melhores estratégias para ampliar a produtividade sem aumentar os custos
Em qualquer atividade, todo início de ano é o momento de refletir, fazer o balanço do ciclo anterior e definir as metas para o próximo período. Na pecuária isso não é diferente, afinal, somente um bom planejamento que irá ajudar a fazenda a atingir níveis elevados de produtividade e consequentemente maior rentabilidade. Embora este crescimento seja importante, ele não pode ser desordenado, e mais que isso é preciso que seja responsável.
Nesse sentido é fundamental se atentar a importantes pontos, como: gestão de desperdícios, economia circular e melhor conversão alimentar dos animais. Além disso, a avaliação do ciclo anterior, sanidade animal, gestão de recursos hídricos, capacitação da equipe, acompanhamento econômico-financeiro, entre outros.
De acordo com a engenheira mecânica, Mariana Rodrigues, Diretora de Operações e Marketing da Siltomac, para o pecuarista atingir esses itens é preciso uma gestão eficiente. “Todo resultado bem executado começa com um bom planejamento e este precisa ser feito com antecedência, somado a isso é fundamental a adoção tecnológica”, destaca.
Gestão de desperdícios
Pensando no controle de desperdícios, por exemplo, há disponível no mercado algumas soluções. Entre os destaques está a balança inteligente e sem fio Solumac. A solução criada e patenteada pela Siltomac é uma ferramenta desenvolvida com inovação tecnológica que está transformando a rotina da pecuária moderna.
Entre suas vantagens está sua portabilidade, ou seja, o operador pode levar consigo quando for carregar o misturador. Assim, ele acompanha com precisão o peso dos componentes da ração. Além disso, por ser portátil, elimina a necessidade de painéis repetidores e fios, permitindo seu uso em longas distâncias. “Também é um diferencial do equipamento sua transferência de dados via Wi-Fi em tempo real e é totalmente integrável com softwares de gerenciamento de rebanho. Esta é exatamente uma das maiores vantagens do Solumac, especialmente quando falamos em gestão de desperdícios e até de conversão alimentar”, destaca a engenheira mecânica.
O equipamento possui ainda a importante função nota de cocho a qual o operador digita na própria Solumac. Assim, após a autorização do usuário, o sistema faz a correção do peso a ser descarregado no cocho.
Com a balança, o produtor passa a ter o controle total da nutrição do rebanho, e isso só é possível graças aos relatórios de carga e descarga que podem ser visualizados diretamente na Solumac ou no computador. “Além disso, essa tecnologia possibilita a otimização dos processos de manejo da nutrição animal, reduzindo custos e aumentando resultados. Juntamente a isso, possibilita a programação de dietas específicas para cada cocho, oferecendo controle total sobre a alimentação”, detalha a especialista.
Economia circular
Nas fazendas de criação de gado leiteiro ou as que realizam o sistema de engorda em confinamento e semiconfinamento, um dos principais problemas é o acúmulo de dejetos nas baias. Mas, o que até então para muitos era considerado motivo de dor de cabeça, com os equipamentos certos, é possível encontrar uma solução rentável e sustentável, afinal os resíduos sólidos provenientes da atividade pecuária podem se tornar um fertilizante orgânico riquíssimo.
Com a utilização de um eficiente esparramador de fertilizante orgânico, por exemplo, estes podem ser aplicados nas áreas de pastagem da fazenda, tornando-se uma alternativa, que além de sustentável pode gerar muita economia, principalmente com a redução do uso de fertilizantes químicos.
“Reaproveitar os resíduos do confinamento é uma excelente alternativa principalmente para a recuperação de pastagem. O fertilizante natural já está na propriedade. É só usar o equipamento correto”, reforça Mariana.
Ao utilizar o esparramador de fertilizantes, o produtor consequentemente reduzirá a quantidade de aplicação de substâncias químicas nos plantios, e assim, terá ganho direto na melhoria das características físicas do solo. Com foco na boa aceitação do público e na demanda por produtos de maior capacidade volumétrica, a Siltomac disponibiliza ao mercado o esparramador de fertilizante orgânico EFV12.
Com capacidade máxima de carga de 12m³, uma das maiores em sua categoria no mercado, a novidade chega para complementar a linha já consagrada da empresa que conta com os modelos EF8,EF9 e EFV9. A novidade, além de ter a função de esparramador de esterco sólido (seco ou úmido), também pode ser utilizado para distribuição de outros tipos de matéria orgânica, como: cama de frango, compostagem e até resíduos industriais (sobretudo os provenientes do processo de cana-de-açúcar) em usinas.
Eficiência na nutrição
Para os bovinos terem melhor conversão alimentar, ou seja, maior ganho de peso, é preciso que haja eficiência na nutrição. Para que isso ocorra, o pecuarista deve se atentar a forma e a qualidade com que esses insumos são disponibilizados no cocho. Portanto, utilizar maquinários como misturadores de ração, pode garantir homogeneidade nessa dieta.
De acordo com a Engenheira Mecânica da Siltomac, a empresa conta com uma completa linha de máquinas para pecuária que se encaixam nas mais variadas necessidades e perfis dos produtores, sejam eles de gado de corte ou leite, nos mais diversos sistemas de produção (confinamento, semiconfinamento ou TIP).
Além disso, o portfólio tem foco e características voltadas a eficiência da homogeneidade da mistura da ração, que é um fator muito importante na nutrição. “Temos equipamentos que alcançam até 98% de homogeneidade na mistura”, finaliza a profissional.
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Myriota lança HyperPulse™, a primeira rede comercial 5G Satelital (Não Terrestre) do mundo, projetada para IoT
Amplamente disponível no Brasil a partir de 15 de dezembro, o serviço proporciona novas oportunidades para indústrias críticas como agricultura, energia e serviços públicos, óleo e gás, logística e monitoramento ambiental
A Myriota, líder global em conectividade IoT habilitada por satélite, anuncia hoje a disponibilidade geral da HyperPulse, uma plataforma de conectividade global e altamente escalável que simplifica para parceiros da indústria a criação, implantação e expansão de soluções IoT em qualquer lugar do planeta. A rede estará disponível a partir de 15 de dezembro no Brasil, Estados Unidos, México, Austrália e Arábia Saudita. Disponível desde o início do ano para early adopters, a solução já atende clientes de diversos segmentos, com ampla aplicação em monitoramento ambiental, monitoramento de óleo e gás, rastreamento de ativos e rastreamento de animais.
A HyperPulse é projetada e operada pela Myriota, combinando a arquitetura 5G NTN da empresa com capacidade em banda L alugada da Viasat. A camada exclusiva de otimização da rede permite ajustar dinamicamente o desempenho da conectividade, como latência e volume de dados, em resposta à demanda do cliente ou a condições ambientais. O resultado é uma plataforma global e altamente escalável que torna simples para parceiros de indústria criar, implantar e expandir soluções IoT em qualquer lugar do mundo.
No Brasil, a HyperPulse deve desempenhar um papel transformador em indústrias que exigem conectividade contínua e confiável em áreas remotas e de difícil acesso. A solução viabiliza casos de uso como monitoramento e automação para grandes operações agrícolas; manutenção preditiva e preventiva para infraestrutura de transmissão de energia e sites de energia renovável; monitoramento remoto para produção de óleo e gás e oleodutos; rastreamento logístico e transporte multimodal; e coleta avançada de dados ambientais, incluindo recursos hídricos, estações meteorológicas e iniciativas de sustentabilidade. Essas capacidades são críticas para um país de vasta extensão territorial, cadeias de suprimentos complexas e forte dependência de operações de campo remotas.
Com a expansão planejada da cobertura NTN para outros países da América Latina, incluindo Argentina, além da Europa e Sudeste Asiático no início de 2026, a Myriota está pronta para redefinir a acessibilidade e o alcance da conectividade IoT globalmente.
Complementando o serviço UltraLite da Myriota, focado em máxima eficiência energética, segurança e eficiência espectral, o HyperPulse oferece menor latência e maiores franquias diárias de dados. Esses recursos possibilitam aplicações onde relatórios mais detalhados e sensoriamento enriquecido são vantajosos, incluindo rastreamento e monitoramento de equipamentos pesados, contêineres, vagões ferroviários e carretas; medição inteligente para utilities; sensoriamento ambiental para estações meteorológicas, qualidade do solo, ar e água; e manejo animal, incluindo cercamento virtual, otimização de alimentação e monitoramento remoto.
Construída com base nos padrões 3GPP 5G NTN e utilizando a infraestrutura de satélites comprovada da Viasat, a HyperPulse oferece interoperabilidade contínua com um número crescente de chipsets e dispositivos NTN-capazes, fornecendo um caminho alinhado a padrões para implantação de longo prazo e escalabilidade global. A empresa já certificou o módulo nRF9151 da Nordic em diversos casos de uso, cenários e ambientes, com certificações adicionais de outros fornecedores em andamento.
Reconhecendo que soluções IoT modernas exigem mais do que apenas uma conexão de rede, a Myriota também está lançando um conjunto de produtos de habilitação para apoiar seu ecossistema de parceiros na integração e desenvolvimento de soluções para a rede HyperPulse. Junto com o serviço, chega o primeiro desses recursos, o HyperPulse Developer Kit, que suporta prototipagem rápida e validação de prova de conceito, e foi projetado para uso em campo, com invólucro à prova de intempéries, operação por bateria e múltiplas opções de sensores e interfaces.
“Com a HyperPulse, estamos tornando a conectividade 5G não terrestre uma realidade prática para IoT em escala”, afirma Oscar Delgado, Diretor de Vendas para a América Latina na Myriota. “Ao oferecer maior volume de dados, menor latência e cobertura baseada em padrões, a HyperPulse dá às organizações a capacidade de rastrear e monitorar ativos, obter insights e tomar decisões, mesmo nos ambientes mais remotos e desafiadores. Com um roadmap de novos recursos chegando no próximo ano, este é um passo empolgante para a conectividade IoT em todo o mundo.”
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Água com tecnologia: Reflorestar inaugura módulos de irrigação 100% mecanizados para o manejo inicial de mudas na silvicultura
Tecnologia eleva o padrão dos manejos florestais no país. Primeiros módulos chegam no MS e em SP
No solo vermelho do município de Água Clara (MS), onde por décadas os primeiros dias de irrigação dependiam do esforço físico intenso dos colaboradores, uma nova realidade começa a ser escrita. A Reflorestar Soluções Florestais inicia a operação do primeiro módulo operacional do país com o conjunto completo de Irrigadores Mecanizados Bizmaq, marco que rompe com práticas historicamente manuais e abre caminho para uma silvicultura cada vez mais mecanizada, precisa e sustentável.
Com contrato firmado com a Suzano para operações de plantio, a Reflorestar buscou tecnologias que gerassem maior agilidade operacional, ganhos de produtividade e, sobretudo, melhores condições de trabalho para seus colaboradores. Agora, o colaborador atua em uma cabine climatizada, com controles eletrônicos que acionam o equipamento e distribuem água de forma uniforme sobre as mudas de eucalipto.
“O equipamento entrega qualidade e assertividade na quantidade de água aplicada por planta, além de transformar a experiência do colaborador. Antes, era uma atividade semimecanizada, em que o auxiliar caminhava o dia todo exposto ao sol e ao calor intenso.
Agora, é uma operação totalmente mecanizada e confortável”, explica Paulo Gustavo Souza, gerente de Silvicultura da Reflorestar. É a tecnologia a serviço do homem e da silvicultura.
Precisão e eficiência
Para essa etapa da silvicultura, a Reflorestar adquiriu cinco irrigadores mecanizados Bizmaq, sendo três destinados aos plantios no Mato Grosso do Sul e dois para o estado de São Paulo.
Os tanques têm capacidade de 10 mil litros, permitindo padronização rigorosa da lâmina d’água aplicada em cada muda.
Essa precisão reduz desperdícios e elimina a variabilidade típica da irrigação semimecanizada, em que a dosagem dependia do julgamento do auxiliar, podendo variar, por exemplo, entre 3 e 7 litros por planta.
“A mecanização garante a mesma quantidade de água para todas as mudas, com total padronização operacional. Esse é um ganho expressivo em eficiência”, reforça Gregory Barbosa, consultor de produto da Bizmaq.
Primeiros passos
A irrigação das mudas é uma etapa inicial e pontual do processo de plantio, mas sua frequência depende diretamente das características de solo e clima de cada região.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, região mais quente, a média é de três irrigações consecutivas, podendo chegar a cinco em períodos de maior temperatura. Já em Lençóis Paulista (SP), onde a Reflorestar também assumirá operações de plantio, o clima mais ameno permite uma média aproximada de duas irrigações.
A entrada da Reflorestar como operadora efetiva, e não apenas participante de testes, marca um avanço inédito. “É o primeiro módulo operacional com esses equipamentos no país. Outras unidades fizeram apenas testes. A Suzano, junto com a Reflorestar, vem sendo pioneira na adoção de uma silvicultura 100% mecanizada”, destaca Gregory.
Nova geração da silvicultura
A Bizmaq, referência nacional em implementos agroflorestais, acompanha de perto empresas que impulsionam a modernização do campo. Nesse movimento, a Reflorestar se destaca pela velocidade com que tem expandido sua mecanização, especialmente na silvicultura, área em que passou a atuar há cerca de dois anos.
“A Reflorestar escolheu um caminho diferente: entrar entre os maiores investindo em mecanização plena, fugindo do modelo manual tradicional. A empresa pulou etapas e hoje se coloca como case de sucesso na prestação de serviços florestais”, analisa Gregory.
Visão de futuro
A inauguração deste módulo mecanizado reafirma o compromisso da Reflorestar com um modelo operacional moderno, seguro e sustentável, em que tecnologia e cuidado com as pessoas caminham lado a lado.
Ao mecanizar uma etapa historicamente manual, a empresa eleva padrões de ergonomia, padroniza a qualidade operacional, reduz riscos e variabilidades, ganha eficiência e precisão, além de avançar na construção de uma silvicultura de alta performance.
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Cuidado coletivo com as estradas rurais: preservar a mata às margens também é proteger vias e vidas
Em temporada de chuvas, o colapso das vicinais ameaça produção, acesso e segurança; Associação Ambientalista Copaíba reforça que a restauração de matas ciliares e a preservação das margens são medidas práticas de prevenção e resiliência
Estimativas recentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apontam que no Brasil há cerca de 2,2 milhões de km de vias rurais, em sua maioria não pavimentadas, e grande parte em condições precárias, o que gera prejuízos diretos ao agronegócio e às populações locais, como perdas logísticas e econômicas, além de impactar traslados em geral. Durante a temporada de chuvas, esses trechos se tornam ainda mais vulneráveis com o aumento da erosividade da chuva e o volume de precipitação agravando o assoreamento, a erosão lateral e os alagamentos que deterioram pontes, bueiros e a própria pista, problemas documentados por estudos técnicos e relatórios sobre impactos hidrometeorológicos na infraestrutura rodoviária.
Nesse cenário, segundo a Embrapa as matas que margeiam rios e córregos (matas ciliares) assumem o papel de “freios naturais”, reduzindo a velocidade do escoamento superficial, facilitando a infiltração da água no solo e diminuindo o volume de sedimentos carregados para os cursos d’água, processos que, em conjunto, atenuam enchentes localizadas e o assoreamento de pontos críticos sob estradas e pontes. Relatórios e pesquisas da Embrapa sobre erosividade esclarecem que, onde a cobertura vegetal é preservada, o risco de enxurradas e cortes de pista cai sensivelmente durante eventos de chuva intensa.
A Associação Ambientalista Copaíba, com atuação desde 1999 na restauração de matas nativas e recuperação de nascentes na região de Socorro (SP) e bacias vizinhas, tem mostrado na prática os benefícios da recuperação de margens. Em relatos de projetos, a coordenadora Ana Paula Balderi observa que áreas restauradas começam, em poucos anos, a “proteger o solo e o entorno das nascentes” e a “servir como obstáculo ao escoamento das enxurradas”, reduzindo a velocidade da água e favorecendo a infiltração, efeito diretamente ligado à menor incidência de erosão nas proximidades de estradas rurais.
A Copaíba registra projetos de restauração que já cobrem centenas de hectares e enfatiza a necessidade de políticas públicas e engajamento comunitário para ampliar essa ação. Especialistas ouvidos pela entidade e estudos técnicos convergem em ações concretas que unem conservação ambiental e manutenção de infraestrutura: (1) manter ou recuperar faixas de vegetação nas margens de córregos e nascentes; (2) planejar bueiros e sistemas de drenagem considerando aumento de volume de chuva; (3) evitar desmatamentos e compactação de solo próximos às vias; (4) articular programas municipais e estaduais de manutenção periódica das vicinais com iniciativas de restauração florestal nas bacias.
Quando proprietários rurais, prefeituras e ONGs atuam em conjunto, os benefícios são múltiplos, como redução de estragos nas estradas, menor custo de manutenção e maior segurança para quem depende dessas vias. Assim, a conservação das margens e a restauração de matas ciliares não são apenas causas ambientais: são investimentos em infraestrutura natural que protegem estradas, safra e pessoas, especialmente em períodos de chuvas intensas.
Nesse sentido, a recomendação da Copaíba é clara: políticas públicas integradas, incentivos à restauração e ações comunitárias são caminhos para transformar áreas de risco em corredores resilientes e, desse modo, reduzir paradas, prejuízos e riscos nas estradas rurais.
