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Mato Grosso do Sul recebe, pela primeira vez, a inovação dos peptídeos da PHC
Durante o BioSSoluções para o Agro, a PHC apresenta disruptivas tecnologias para o controle de doenças foliares e nematoides em soja e aumento da resiliência das plantas em condições de estresse de clima e solo
Empresa global pertencente ao grupo P.I. Industries e referência em soluções sustentáveis para bioestimulação e proteção de cultivos, a Plant Health Care (PHC) vai apresentar no evento BioSSoluções, as suas tecnologias inovadoras a base de peptídeos elicitores, que formam a quarta geração de produtos microbiológicos, para o controle de doenças e nematoides em soja e incremento de produtividade.
Evento realizado pelo Instituto Desafios Agro em Campo Grande, de 11 a 13 de junho, atrai produtores rurais, consultores, pesquisadores, acadêmicos e profissionais da indústria do agronegócio para debater nesta 2ª edição o universo dos “Biológicos no Manejo de Pragas e Doenças nas Culturas”. Composto por palestras com os maiores especialistas em conhecimento e estratégias com bioinsumos, vai apresentar as últimas novidades em tecnologia e manejo de biológicos.
Desde 2015 no Brasil, a PHC vem ampliando sua contribuição para o avanço do agronegócio nacional com tecnologias regenerativas que integram produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar. Pioneira no mercado a oferecer tecnologias que permitem à planta responder seletivamente apenas aos microrganismos nocivos, que causam prejuízo ao seu desenvolvimento, a empresa marca presença no BioSSoluções com três disruptivas tecnologias: HPLANT, SAORI® e TEIKKO™.
Frutos de mais de 10 anos de investimento em P&D, as soluções desenvolvidas com a tecnologia PREtec permitem o desenvolvimento de produtos à base de proteínas elicitoras naturais (peptídeos), livres de resíduos e totalmente compatíveis com os manejos convencionais. Peptídeos elicitores de origem microbiológica, a 4ª geração de produtos microbiológicos:
🛡️ TEIKKO™ – Nematicida bioquímico. Facilidade de uso, consistência de resultados e alta eficiência no controle de nematoides em soja. Protege a planta e a rentabilidade: é natural que seja o melhor.
🌿 HPlant – Bioativador. Maior vigor no desenvolvimento, maior resistência aos estresses climáticos e alta produtividade: a soja no seu melhor desempenho.
🌱 SAORI® – Fungicida Bioquímico. Proteção inteligente desde a semente no controle de doenças foliares da soja: colha resultados com a confiança de quem começa certo.
TEIKKO™ é a mais nova e inovadora solução a base de peptídeos para o controle de nematoides fitopatogênicos. Aplicado no tratamento de sementes tem efeito duradouro e estável mesmo em condições climáticas adversas. Com uma das menores dosagens do mercado e alta compatibilidade com tratamentos químicos, biológicos e nutricionais, inibe o desenvolvimento de nematoides nas raízes, reduzindo sua população no solo, oferecendo um controle superior a produtos biológicos. TEIKKO™ protege a planta de dentro para fora, ativando as defesas naturais da planta no controle de nematoides nocivos ao desenvolvimento da planta. Em soja, a tecnologia proporcionou redução de infestação semelhante ou superior à de bionematicidas líderes de mercado, com ganhos médios de até 6,4 sacas por hectare e maior facilidade de manuseio no tratamento de sementes.
O HPLANT é um bioativador, composto por proteína hidrolisada, que estimula a fisiologia da planta e promove maior crescimento radicular, melhorando a absorção de água e nutrientes, o que fornece à planta maior resiliência para as condições de estresse relacionadas ao clima, permitindo que ela expresse o seu potencial produtivo. No conceito de sistema de manejo cultural, a tecnologia auxilia o produtor a migrar das práticas de agricultura convencional para a agricultura regenerativa, propiciando com o incremento de produtividade o investimento necessário a essa transição. Desde 2018, a tecnologia é aplicada à cana-de-açúcar, e seus cultivos de rotação, como soja e amendoim, além de outros cultivos como trigo, café, milho, tabaco e até frutíferas, promovendo melhor desenvolvimento radicular e vegetativo da planta.
SAORI® é oprimeiro é o único fungicida aplicado em tratamento de sementes recomendado para o controle de doenças foliares em soja. Contribui desde a semeadura para o aumento de eficiência dos fungicidas foliares, reduzindo o desenvolvimento de resistência dos fungos aos fungicidas convencionais. Em soja seu uso já demonstrou maior proteção desde a emergência. Amplia a eficiência de fungicidas foliares (de 19% a 23%), retarda os sintomas de doenças, reduz a queda de folhas e melhora o enchimento de grãos, resultando em ganhos médios de produtividade entre 4% e 6% e ainda com a redução do uso de agroquímicos no manejo fitossanitário.
Diante das crescentes adversidades climáticas que impactam diretamente os cultivos, a adoção de peptídeos passa a ser uma estratégia técnica fundamental para mitigar os efeitos negativos e impulsionar a produtividade agrícola. Com a adoção de tal abordagem técnica inovadora, agricultores têm a oportunidade, não apenas de enfrentar os desafios climáticos, mas também de garantir a resiliência e prosperidade futuras de suas culturas, estabelecendo uma base sólida para a sustentabilidade a longo prazo do cultivo.
Tecnologias disruptivas que estabelecem uma relação responsável com o solo, o meio ambiente e a longevidade das culturas. Inovação, Pioneirismo, Pesquisa e Desenvolvimento que fazem da PHC transformadora da agricultura mundial com a entrega de tecnologias ambientalmente amigáveis em direção à conquista da sustentabilidade no campo e nos negócios.
Destaque
Mapeamento inédito revela poder do amendoim no Brasil
Estudo da ABEX-BR quantifica a cadeia do amendoim e confirma: Brasil é o 3º mais eficiente do mundo em produtividade
A Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) anuncia o lançamento do livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, o primeiro estudo no país a oferecer um raio-x completo do setor, desde o produtor até o exportador, com dados inéditos da safra 2024/2025.
O evento de lançamento será realizado no dia 3 de dezembro, às 14h, em Ribeirão Preto/SP, e marcará a disponibilização de informações que comprovam a relevância da leguminosa no cenário nacional.
Um dos destaques da pesquisa revela que o setor movimentou um faturamento total de R$ 18,6 bilhões no último ano, consolidando o amendoim como um player de grande porte e de alto impacto socioeconômico para o país.
“Este mapeamento é um divisor de águas para toda a cadeia. Pela primeira vez, temos uma visão completa e quantificada do nosso impacto. Com R$ 18,6 bilhões em faturamento, a importância do amendoim ultrapassa o campo e chega à mesa de negociação de grandes instituições. Temos dados concretos para guiar investimentos, estruturar linhas de crédito e influenciar políticas públicas que sustentem a nossa eficiência produtiva, que já é a 3ª maior do mundo”, afirma Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.
Um raio-x socioeconômico para o desenvolvimento setorial
O estudo vai além dos números de produção. Ele compila dados socioeconômicos detalhados que interessam não só ao público em geral – que acompanha a geração de riqueza e emprego – mas, principalmente, a órgãos reguladores, ao setor financeiro e ao mercado de seguros.
O livro oferece uma visão completa da safra 2024/2025 e servirá como base fundamental para o poder público, setor financeiro e de seguros na hora de regular a produção, formatar linhas de crédito e oferecer garantias de safra com precisão.
“Com este livro, a ABEX-BR cumpre seu papel de levar ciência e inteligência para todos os elos da cadeia, do produtor ao beneficiador. Esta é a nossa ferramenta para falar ‘para dentro’ do setor e ‘para fora’, com o governo, mostrando a capacidade de geração de valor, emprego e renda que o amendoim tem. É um setor que mais que triplicou o volume de produção na última década e precisa de informações à altura do seu crescimento”, conclui Cristiano Fantin.
O livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e estará disponível para download durante seu lançamento. A pesquisa foi realizada pela Markestrat, consultoria especializada em agronegócio.
Destaque
Nova geração de leveduras eleva rendimento do etanol em até 6%
Ganhos podem chegar a R$ 30 milhões por safra
Avanços recentes em bioengenharia apontam para um salto inédito na produtividade do etanol, impulsionado por novas cepas de leveduras industriais. Pesquisadores da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS), nos Estados Unidos, registraram um aumento de até 6% na conversão da cana em etanol em relação às leveduras convencionais.
Segundo cálculos da LBDS, uma biorrefinaria com capacidade de produção diária de 1.000 m³ de etanol, poderia aumentar sua lucratividade em até R$ 30 milhões por safra, considerando o preço atual do etanol anidro. Os ganhos de eficiência têm relação com a nova geração de leveduras biotecnológicas, que expressam de 40% a 55% menos subprodutos, como o glicerol, comparado às leveduras comuns.
“As pesquisas têm encontrado formas de tornar mais eficiente o açúcar disponível para a síntese de etanol, reduzindo perdas metabólicas e aumentando a produtividade da fermentação”, explica Fernanda Firmino, vice-presidente da LBDS na América do Sul. Ela destaca ainda que o desempenho da nova tecnologia é cerca de 20% superior ao das cepas biotecnológicas LBDS já disponíveis no mercado.
Elisa Lucatti, gerente de aplicações da LBDS, afirma que o ganho de rendimento aliado à robustez tem sido o diferencial das cepas biotecnológicas. “As biorrefinarias sucroalcooleiras no Brasil, historicamente, enfrentam dificuldades operacionais que desafiam a permanência de leveduras no processo industrial. Assim, não é só rendimento que importa, mas estabilidade operacional que corrobora com economia de insumos”, diz.
A persistência das leveduras biotecnológicas no processo sucroalcooleiro tem recebido destaque especial. Em sistemas de fermentação contínua, conhecidos pelo alto desafio microbiológico, a geração de levedura atual já apresentou persistência superior a 200 dias sem necessidade de reinoculação, resultado inédito no país. A expectativa é que as novas versões ampliem ainda mais esse desempenho, podendo chegar à safra toda.
A empresa reforça, porém, que o aproveitamento do potencial das novas cepas está diretamente ligado à qualidade do processo, especialmente no controle de temperatura e procedimentos eficazes de limpeza. “Nossos mais de 10 anos de implementação conjunta aos times de operação das usinas de etanol de cana-de-açúcar comprovam que as unidades que possuem boas práticas operacionais, principalmente eficiência no CIP, são capazes de maximizar e atingir resultados recordes com leveduras de alta performance”, diz Lucatti.
Uma realidade que fazia parte somente do etanol de milho passou a fazer parte do setor sucroalcooleiro. Segundo a avaliação econômica da Lallemand, a evolução da engenharia genética, em pouco mais de uma década, aumentou em 1.300% os ganhos na produção de etanol de milho, de R$ 4/t, em 2012, para R$56/t, em 2024, abrindo um grande caminho para o mercado de etanol de cana-de-açúcar que encontrava-se estagnado.
Nos últimos anos, a companhia intensificou investimentos em bioengenharia aplicada ao metabolismo fermentativo, com foco em elevar a produtividade, reduzir custos operacionais e ampliar o desempenho ambiental das usinas. Desde 2010, tem sido investido mais de U$$ 100 milhões em pesquisas e desenvolvimento de soluções biotecnológicas.
Os maiores grupos sucroenergéticos do Brasil já são clientes da LBDS, que mira expansão em toda a América do Sul. “Estamos vivendo uma nova fase na bioindústria. O foco é maximizar o potencial biológico dentro da infraestrutura existente e reduzir os impactos ambientais, produzir mais utilizando menos. Isso só é possível com a implementação da bioengenharia de precisão”, afirma Firmino.
Destaque
Setor agropecuário comemora fim das sobretaxas dos Estados Unidos
Presidente da Faesp alerta, entretanto, que é preciso reforçar a diplomacia e buscar
sempre novos mercados para garantir a rentabilidade do produtor
A decisão do governo americano de suspender, na última quinta-feira (20), as sobretaxas
sobre as importações de mais de 60 itens da lista de produtos agropecuários
brasileiros representa um avanço significativo para o comércio bilateral e para a
dinâmica do agronegócio nacional. Ao aliviar um peso financeiro relevante sobre itens
como carne, soja, frutas e commodities diversas, os Estados Unidos reabrem espaço
para que produtores brasileiros ampliem sua presença em um dos mercados mais
competitivos e lucrativos do mundo. Essa medida demonstra reconhecimento da
qualidade e da importância estratégica dos produtos do campo brasileiro no cenário
global.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São
Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, além do impacto econômico direto, a suspensão das
sobretaxas traz um elemento fundamental para o planejamento das atividades rurais:
previsibilidade. Em um setor profundamente sensível às oscilações externas — seja
de preços, custos logísticos ou barreiras comerciais —, a possibilidade de operar com
maior clareza sobre as condições de acesso ao mercado internacional permite que
agricultores e pecuaristas invistam melhor, negociem com mais segurança e
organizem sua produção de forma mais eficiente.
“Essa notícia reforça a importância do setor agropecuário brasileiro no contexto
global. A tarifas extras penalizavam não apenas o produtor nacional, mas também os
consumidores americanos, que viram sumir das prateleiras de supermercados
alimentos que fazem parte da rotina diária das famílias e onde eles reconhecem
qualidade. É uma vitória importante do agro”, frisou Meirelles.
Antonio Ginack Junior, da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, comemorou
a decisão, mas ressaltou que os produtores precisam estar atentos para o futuro.
Segundo ele, “a taxação foi fantástica para o mercado brasileiro pois assim os
vendedores de carne bovina tiveram que sair da zona de conforto para abrir novos
mercados. E abriram! Com isso o preço da arroba ao ser taxada pelos Estados
Unidos, ao invés de cair, aumentou aqui no Brasil”.
“A notícia é muito boa, já que os Estados Unidos são grandes importadores de café
do Brasil. A preocupação era que eles procurassem outras origens devido as tarifas,
fazendo com que trabalho de anos do setor fosse desfeito. Para o setor cafeeiro a
decisão traz a certeza de voltaremos a exportar forte para o mercado americano”,
explicou Guilherme Vicentini, coordenador da Comissão de Cafeicultura da Faesp.
Outro fator relevante é que a medida fortalece a confiança nas relações comerciais
entre Brasil e Estados Unidos. O gesto do governo americano sugere disposição para
o diálogo e para a cooperação, reduzindo tensões e abrindo espaço para acordos
mais amplos no futuro. Essa sinalização positiva tende a beneficiar não apenas o
agronegócio, mas também outros setores da economia que dependem de relações
externas estáveis e transparentes.
Ainda assim, a decisão do governo americano não deve ser interpretada como uma
garantia definitiva. O episódio do tarifaço — com sobretaxas que chegaram a impactar
significativamente a competitividade brasileira — funciona como um alerta importante
para a vulnerabilidade de países exportadores diante de mudanças políticas e
conjunturais. A dependência excessiva de poucos mercados torna produtores e
governos mais suscetíveis a riscos geopolíticos e disputas comerciais que fogem ao
seu controle.
A suspensão das sobretaxas, entretanto, deve ser acompanhada por uma estratégia
mais ampla de diplomacia econômica ativa e da construção de novas parcerias
internacionais. Diversificar mercados, ampliar acordos comerciais e investir em
inovação e qualidade são caminhos essenciais para garantir que os produtos
brasileiros continuem competitivos no cenário global. Somente assim será possível
assegurar a rentabilidade dos produtores rurais e fortalecer a posição do Brasil como
um dos grandes protagonistas do agronegócio mundial.
