Destaque
Uisa é reconhecida entre as 100 empresas mais inovadoras do Brasil no uso de TI
Levantamento do IT Forum reconheceu as companhias com iniciativas de destaque no último ano
A Uisa, uma das maiores biorrefinarias do Brasil, está entre as 100 empresas mais inovadoras do país. A marca expressiva foi alcançada na edição deste ano do prêmio “As 100+ Inovadoras no Uso de TI”, realizado pelo IT Forum. A avaliação de analistas de mercado considera, entre outros pontos, itens como ambiente inovativo e o protagonismo da área de TI em inovação.
A biorrefinaria foi reconhecida na categoria “Agronegócio e Serviços Relacionados”. O prêmio é resultado do esforço em tornar-se referência no uso de tecnologia através de Inteligência Artificial, com objetivo de otimizar processos e aumentar a eficiência operacional, com foco na redução de custos.
Rodrigo Ribeiro Gonçalves, diretor de Tecnologia e Inovação da Uisa, ratifica que o reconhecimento é fruto da cultura de inovação que a empresa vem fomentando.
“Este prêmio reforça o posicionamento da Uisa como uma das maiores biorrefinarias do Brasil. Fazer parte desse ranking é uma conquista imensa para todos nós, porque demonstra o esforço e comprometimento de diversas pessoas que se dedicam diariamente para transformar a Uisa e o agronegócio, através de simplicidade e inovação”, resume.
Na lista, a biorrefinaria aparece na 47ª posição. As 100 empresas consideradas mais inovadoras, listadas no ranking, são as que mostraram a melhor combinação entre processo e prática na utilização da tecnologia em benefício da inovação. Em sua 23ª edição, o Prêmio 100+ Inovadoras contou com a parceria com a EY, uma das maiores empresas de consultoria do mundo. Além disso, o IT Forum entrevistou executivos que representam os cases dessas 100 empresas para entender mais sobre cada um desses cases. Saiba mais em IT Forum.
Sobre a Uisa
Uma das maiores biorrefinarias do Brasil conta com um modelo de negócios que permite a transformação de matérias-primas renováveis e de seus resíduos em biocombustível, energia limpa, álcool saneante, alimentos e biofertilizantes derivados da cana-de-açúcar. Localizada em Mato Grosso, a empresa tem como diretriz a maximização da sustentabilidade e a redução das emissões de carbono, a partir do processamento de biomassas. Atua em todas as etapas da cadeia produtiva, desde o plantio da cana-de-açúcar até o comércio, logística e distribuição do produto acabado.
Destaque
Cientistas desenvolvem método para utilização de biomassa no combate a ervas daninhas
Transformação da lignina Kraft em nanomateriais abre caminho para um controle mais eficiente e sustentável de plantas daninhas na agricultura
A lignina Kraft, um dos principais subprodutos do processo de produção de celulose, já foi vista por décadas como um resíduo difícil de aproveitar. Descoberta no século XIX a partir do cozimento químico da madeira, a lignina apresenta características que a tornam um recurso estratégico: estabilidade química, resistência térmica, propriedades antioxidantes, capacidade de absorver luz UV, ação antibacteriana e antifúngica, além de ser biodegradável e substituir com eficiência insumos derivados do petróleo. Ainda assim, apesar de tanto potencial, sua implementação em escala industrial enfrenta desafios, especialmente pela complexidade estrutural do composto e pelos custos financeiros e ambientais associados ao seu processamento. Segundo o Inmetro, menos de 2% da lignina produzida globalmente é reaproveitada em processos de alto valor agregado, a maior parte é descartada ou queimada para geração de energia.
É justamente diante desse cenário que pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) avançam com uma proposta inovadora de transformar lignina Kraft em ferramenta de combate a plantas daninhas. A equipe desenvolveu um método de fracionamento técnico da biomassa vegetal capaz de gerar nanomateriais a partir de suas diferentes frações químicas. Esses nanomateriais atuam como carreadores de moléculas herbicidas, direcionando o produto com maior precisão para dentro das plantas e reduzindo a necessidade de aplicação excessiva no ambiente. O processo já foi patenteado sob coordenação do professor Dr. Leonardo Fraceto, da UNESP Sorocaba, e representa um passo significativo para tornar a agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.
A tecnologia desenvolvida pelo INCT NanoAgro também se destaca por contribuir diretamente para a economia circular, ao propor valorizar um resíduo abundante que hoje é majoritariamente descartado. Em vez de ser queimadas ou eliminadas sem aproveitamento, como acontece com mais de 98% da lignina residual no mundo, as frações obtidas pelo novo processo de fracionamento passam a desempenhar um papel ativo no ciclo produtivo, retornando à cadeia industrial com alto valor agregado. Essa mudança de lógica favorece tanto a redução de impactos ambientais quanto a criação de novos modelos de negócio, conectando indústria papeleira, setor químico e agronegócio.
Do ponto de vista ambiental, o uso de biomassa vegetal como base para nanomateriais herbicidas diminui a dependência de insumos derivados de petróleo, o que representa um avanço significativo diante das pressões globais por descarbonização. A lignina Kraft, com suas propriedades químicas singulares, possui características intrínsecas que ampliam a segurança de uso e minimizam riscos associados à contaminação de solo e água. Além disso, ao funcionar como carreador, o nanomaterial permite que o herbicida seja transportado de forma mais direcionada, reduzindo perdas por deriva, diminuindo a dispersão no ambiente e potencialmente reduzindo a dosagem necessária.
A inovação também dialoga com práticas agrícolas mais inteligentes e com o desafio crescente de controlar plantas daninhas de forma eficiente, sem aumentar a pressão sobre ecossistemas naturais. Ao permitir maior eficiência no direcionamento de moléculas herbicidas, a tecnologia contribui para reduzir a aplicação excessiva e, consequentemente, diminuir a contaminação por resíduos químicos em áreas produtivas. Em um cenário de intensificação agrícola, esse avanço tem impacto direto sobre a sustentabilidade de sistemas de cultivo e a longevidade do solo como recurso essencial.
Outro ponto relevante é o potencial de escalabilidade e adaptação da tecnologia. Por ser baseada em uma biomassa amplamente disponível — especialmente em países como o Brasil, onde o setor de celulose tem papel de destaque — a solução tem forte aderência a cadeias produtivas nacionais. A convergência entre pesquisa científica e aproveitamento de resíduos industriais cria condições ideais para que o país se torne referência no desenvolvimento de insumos agrícolas mais seguros e sustentáveis.
Com isso, a proposta do INCT NanoAgro demonstra que inovação, ciência e sustentabilidade caminham juntas. Ao transformar um resíduo complexo em uma ferramenta tecnológica de alto desempenho, os pesquisadores reforçam a capacidade da ciência brasileira de propor soluções eficientes para desafios ambientais e agronômicos. “Nosso papel como INCT é comunicar à sociedade como essas pesquisas estão gerando resultados concretos e dialogar com quem pode transformar essas descobertas em produtos, especialmente as empresas do agronegócio”, conclui o professor Dr. Leonardo Fraceto.
Destaque
Tereos abre cerca de 400 vagas de emprego para a safra 26/27 no Noroeste Paulista
Processo seletivo contempla diferentes funções operacionais e técnicas nas unidades Andrade, Cruz Alta, Mandu, São José, Tanabi e Vertente
A Tereos, uma das líderes na produção de açúcar, etanol e energia renovável do país, abriu processo seletivo para a safra 26/27 com aproximadamente 400 oportunidades em diversas áreas. As vagas contemplam posições safristas e efetivas nas unidades Andrade, Cruz Alta, Mandu, São José, Tanabi e Vertente, alinhadas à operação da companhia e reforçando seu compromisso com o desenvolvimento regional.
As contratações abrangem funções operacionais e técnicas, como auxiliar industrial, mecânico, operador de movimentação de açúcar, analista de laboratório, tratorista, motorista, auxiliar de serviços gerais, operador de motobomba e de colhedora. A iniciativa busca profissionais para atuar diretamente nas operações da companhia durante o próximo ciclo.
A Tereos também oferece benefícios como plano de saúde, plano odontológico, vale-alimentação, auxílio-farmácia e transporte, reforçando o cuidado com seus colaboradores. O processo seletivo inclui etapas como entrevistas com equipes de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) e liderança, testes práticos, exames admissionais e integração.
Os interessados podem enviar currículo até 20 de janeiro de 2026 pelos números de WhatsApp, ou realizar a entrega presencial nas portarias das unidades. A empresa mantém sua política de diversidade e inclusão, garantindo espaço para pessoas com deficiência no processo seletivo.
Confira os contatos das unidades
Unidade Andrade: (17) 99605-8103
Unidade Cruz Alta: (17) 99676-6389
Unidade Mandu: (17) 99729-2177
Unidade São José: (17) 99631-0318
Unidade Tanabi: (17) 99749-5242
Usina Vertente: (17) 99732-7390
Destaque
Exportações de carnes de MT cresceram 43,12% e ultrapassaram US$ 3,8 bilhões em 2025
Alta resultou da soma das vendas externas de carne bovina, suína e de aves entre janeiro e novembro
Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações de carnes de Mato Grosso cresceram 43,12%, na comparação com o mesmo período de 2024. Considerando conjuntamente as vendas externas de carne bovina, suína e de aves, o Estado saltou de cerca de US$ 2,7 bilhões no ano retrasado para US$ 3,85 bilhões no último ano, consolidando o setor como um dos principais motores da balança comercial mato-grossense.
O avanço foi puxado principalmente pela carne bovina, que segue como o carro-chefe das exportações estaduais. De janeiro a novembro de 2025, Mato Grosso exportou US$ 3,62 bilhões em carne bovina, contra US$ 2,45 bilhões no mesmo período de 2024. Mesmo com a redução no número de abates — que passaram de 7,14 milhões de cabeças em 2024 para 5,39 milhões em 2025 — o aumento da receita reflete valorização do produto e forte demanda internacional, especialmente da China, principal destino da carne bovina do Estado.
A carne suína também contribuiu para o desempenho positivo. As exportações passaram de US$ 59,97 milhões entre janeiro e novembro de 2024 para US$ 68,55 milhões no mesmo intervalo de 2025. Embora o número de abates tenha recuado de 2,79 milhões para 2,07 milhões de cabeças, o setor manteve crescimento em valor, impulsionado pela ampliação de mercados compradores, sobretudo na Ásia.
No segmento de aves, Mato Grosso exportou US$ 167,17 milhões em 2025, contra US$ 190,72 milhões no ano anterior. Apesar da retração no valor exportado e na quantidade de frangos abatidos — que caiu de 211,87 milhões para 158,13 milhões de cabeças — a carne de frango segue como componente relevante da pauta exportadora estadual, com presença consolidada em mercados do Oriente Médio e da Ásia.
Os dados compilados pelo Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) indicam que, mesmo com ajustes no volume de abates em 2025, Mato Grosso ampliou de forma expressiva a receita das exportações de carnes. O resultado evidencia ganhos de competitividade, valorização internacional das proteínas animais e a força da cadeia produtiva estadual, que seguiu sustentando o crescimento econômico e a inserção do Estado nos principais mercados globais em 2025.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso, Paulo Bellicanta, o crescimento nas exportações totais de carnes evidenciou um momento de fortalecimento da indústria frigorífica mato-grossense no mercado internacional. Segundo ele, o desempenho refletiu uma combinação de valorização dos produtos, consolidação de mercados estratégicos e maior eficiência comercial das plantas exportadoras.
“O resultado mostra que Mato Grosso conseguiu transformar competitividade produtiva em receita. Mesmo com ajustes no volume, especialmente nos abates, as exportações cresceram porque o Estado ampliou valor, diversificou destinos e consolidou a carne mato-grossense como produto confiável no mercado global”, avaliou.
Bellicanta destaca que o avanço nas exportações bovinas, somado ao crescimento da carne suína e à manutenção da presença da avicultura em mercados consolidados, demonstra a força do portfólio de proteínas do Estado.
“Quando olhamos o conjunto das carnes, o crescimento é consistente. Isso indica que o setor está menos dependente apenas de volume e mais orientado para estratégia comercial, preços e acesso a mercados”, afirmou.
