Connect with us

Destaque

Tecnologias em pneus tornam pulverizações mais assertivas

Tecnologias em pneus tornam pulverizações mais assertivas

Para suportar equipamentos cada vez maiores e mais pesados, a Titan Pneus apresenta uma linha completa e exclusiva fabricada no Brasil para esses modelos de equipamentos que colaboram com a correta aplicação de defensivos, nutrientes ou fertilizantes na lavoura

Muito importante para o bom desenvolvimento da lavoura, a pulverização exige eficiência e precisão. Seja para distribuição de defensivos, nutrientes ou fertilizantes, este manejo, assim como outros processos da agricultura, segue as tendências tecnológicas no agro com equipamentos cada vez maiores e mais robustos. Para ajudar a manter a eficiência, permitindo que essas máquinas tenham a melhor performance no campo, é fundamental que seus componentes acompanhem essa evolução e quando falamos em pneus isso não é diferente.

Focada justamente em desenvolver tecnologias e produtos específicos para cada aplicação e necessidades do campo, a Titan Pneus disponibiliza a classe produtora a linha Ultra Sprayer, exclusiva aos pulverizadores. De acordo com José Luiz Coelho, gerente de Engenharia de Campo na Titan, com a tendência das fabricantes de produzir equipamentos cada vez mais robustos, as exigências nos pneus aumentaram e por isso a preocupação da companhia em acompanhar o cenário. “Desenvolvemos, por exemplo, a tecnologia IF/VF para pneus de pulverizadores, ou seja, é possível subir de 20% até 40% de carga do equipamento com a mesma pressão nos rodados. Ou ainda reduzir até 40% da pressão na carga nominal de um pneu standard”, destacou.

Os pneus da linha Ultra Sprayer se destacam ainda por sua estrutura reforçada de amortecedores, talões, barras e costado que asseguram uma excelente durabilidade nos pulverizadores. Além disso, sua construção é laminada, ou seja, processo diferenciado de fabricação do pneu com a tecnologia Orbitech, onde não há emendas nos componentes, o que diminui o risco de deslocamento. “Como as lavouras têm muitas vezes talos ou sobras das culturas colhidas anteriormente, pensamos em uma proteção extra contra perfurações com cintas de aramida”, disse Coelho.

Com sulcos menos profundos e barras mais largas, a linha Ultra Sprayer da Titan proporciona aos operadores dos pulverizadores melhor estabilidade no manejo, evitando desgaste prematuro e maior área de contato, reduzindo a compactação do solo. Somado a tudo isso, os produtos têm desenho diferenciado que reduzem o acúmulo de terra entre as garras (autolimpeza e maior poder de tração) e ao mesmo tempo, garantem melhor dirigibilidade nos deslocamentos longos e que exigem maior velocidade.

Segundo o especialista, o portfólio da Titan para essa linha atende pulverizadores de dois mil litros até três mil litros, consolidando-se assim como a mais ampla e completa do mercado, sendo já homologada aos principais fabricantes. Além disso, é importante salientar que os distribuidores de sólidos que são muito exigidos no campo, também podem utilizar esta família de pneus. “Nosso grande diferencial é oferecer toda a qualidade que o produtor precisa de forma específica com um produto de fabricação 100% nacional”, finalizou o profissional.

Sobre a Titan Pneus

Líder na produção de pneus agrícolas, a Titan Pneus é uma marca global que atende diferentes terrenos. Seus produtos são reconhecidos pela tecnologia, performance, robustez e durabilidade, além da confiança que só as marcas Titan e Goodyear Farm Tires oferecem. Saiba mais em https://www.titanlat.com/site/.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Destaque

2025: um ano que colocou à prova a resiliência do setor florestal

Imagem: divulgação

*Por Fabio Brun

Encerramos 2025 com a sensação de que atravessamos um período marcado por contrastes. O ano começou com expectativas de expansão, investimentos e demanda aquecida pelos produtos de base florestal. Tudo indicava um ciclo promissor: nossas empresas se preparavam para ampliar produção, o comércio internacional apontava para estabilidade e o Brasil fortalecia sua posição como referência global em manejo florestal sustentável. Parecia que estávamos diante de um dos melhores períodos da década.

Mas a realidade mudou abruptamente. O chamado tarifaço adotado pelo governo dos Estados Unidos atingiu em cheio nossa competitividade. As tarifas, inicialmente de 10% a partir de abril e elevadas para 50% em agosto, criaram um desequilíbrio comercial imediato.
A consequência todos conhecem: suspensão temporária de atividades, férias coletivas, lay off e demissões que podem chegar a 10 mil trabalhadores até o fim de 2025. Nenhum setor absorve um impacto dessa magnitude sem consequências sociais e econômicas profundas, especialmente em estados como o Paraná, onde a atividade florestal é parte estrutural da economia. Somos fontes de geração de emprego e renda. No Paraná, mantemos cerca de 109 mil empregos diretos e mais de 400 mil indiretos.

É importante reconhecer que, mesmo em meio a esse cenário desafiador, o setor demonstrou o que sempre nos definiu: resiliência. E isso se reflete em outros números importantes. Mesmo com a crise, o Paraná preservou sua vice-liderança no valor da produção florestal, alcançando R$ 6,9 bilhões em 2024, um crescimento superior a 20% em comparação ao ano anterior.
Ocupamos o segundo lugar nacional em área plantada de pinus, com um alto nível tecnológico em toda a cadeia produtiva. No total, o Paraná possui cerca de 1,17 milhão de hectares plantados, sendo 710.836,77 hectares de pinus, 438.721,37 hectares de eucalipto e 6.486,96 ha de araucária.

Há um outro fator a ser compreendido nesse ano de 2025. O mundo voltou seu olhar para as florestas como vetor de desenvolvimento sustentável, inovação industrial e geração de riqueza. Durante a COP30, realizada em novembro em Belém do Pará, o Banco Mundial reforçou o papel do setor florestal como potencial fomentador de emprego e de estabilidade econômica. Não falamos de projeções teóricas, mas de uma realidade vivida diariamente nas comunidades onde nossas empresas estão inseridas.

Se 2025 foi um ano de adversidades, também foi um período de reafirmação da relevância do nosso setor no Brasil e no exterior. A APRE manteve-se firme na interlocução com o poder público, reforçou pontes com universidades e consolidou sua imagem como referência em qualidade e responsabilidade ambiental.

Seguimos investindo em inovação, em silvicultura de alta performance e na promoção da madeira como material estratégico para o futuro, que exige sustentabilidade, tecnologia e desenvolvimento social alinhados.

Ao olhar para 2026, faço isso com senso de responsabilidade, mas também com confiança. O próximo ano marca os 120 anos da introdução do pinus no Brasil, espécie que moldou vocações regionais, impulsionou cadeias produtivas e contribuiu para posicionar nosso país no mapa florestal global. Será um ano simbólico, que convida a refletir sobre o passado e, principalmente, sobre o caminho que ainda temos a construir.

A busca pela segurança jurídica para o desenvolvimento da nossa atividade seguirá como prioridade, assim como a defesa da competitividade das nossas empresas. Mas também será o momento de avançar em agendas estruturantes: inovação aplicada ao manejo, ampliação do uso da madeira na construção civil, estímulo a novos arranjos industriais e fortalecimento da bioeconomia florestal.

A floresta cresce em silêncio, enfrentando vento, frio, seca e até decisões políticas imprevisíveis. E, mesmo assim, segue firme. É um símbolo perfeito do que nos caracteriza: adaptabilidade, consistência e visão de longo prazo.

Que 2026 nos encontre unidos, determinados e confiantes. Se a floresta não para de crescer, nós também não.

*Fabio Brun é presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas).

Continue Reading

Destaque

Pesquisadores desenvolvem solução que promete otimizar viabilidade econômica da cadeia produtiva de lúpulo no Brasil

Imagem: Freepik

Extração com CO₂ supercrítico aumenta rendimento e potencial de uso do lúpulo brasileiro

Essencial para a produção de cerveja, o lúpulo (Humulus lupulus) é responsável por conferir aroma e amargor característicos à bebida, graças à presença de lupulina, um pó rico em α-ácidos e óleos essenciais. Com a expansão da indústria de cerveja artesanal, o cultivo de lúpulo no Brasil vem ganhando destaque, impulsionado pela criação de viveiros certificados e pelo crescimento da demanda interna e internacional, que alcançou valores de até US$ 60 por quilo em 2025.

Apesar do avanço, desafios logísticos e produtivos ainda limitam a competitividade do cultivo nacional. Buscando alternativas tecnológicas para aumentar a eficiência da cadeia, pesquisadores avaliaram o uso da extração com fluido supercrítico de CO₂ (SFE-CO₂) em lúpulos peletizados fornecidos pela empresa Atlântica Hops (Juquiá-SP). O objetivo foi comparar o método com a extração convencional e explorar o potencial de aproveitamento dos subprodutos dentro do conceito de biorrefinaria.

Com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a pesquisa alcançou resultados que apontam ganhos expressivos. Enquanto a extração tradicional apresentou rendimento de 15% e teor de 9% de α-ácidos, o processo com CO₂ supercrítico atingiu 72% de α-ácidos, além de gerar extratos mais concentrados e de fácil armazenamento. Na aplicação cervejeira, o método rendeu um aumento de 20% na produção, evidenciando sua viabilidade comercial e sustentabilidade operacional.

O estudo também analisou o chamado “lúpulo gasto”, material residual após a extração, que demonstrou elevada atividade antioxidante e presença significativa de carotenoides, flavonoides e compostos fenólicos, características que ampliam seu potencial como matéria-prima para bioprodutos de valor agregado, como ingredientes cosméticos e nutracêuticos.

De acordo com os pesquisadores, a tecnologia de extração supercrítica com CO₂ representa uma oportunidade promissora para a cadeia do lúpulo no Brasil, contribuindo para otimizar a viabilidade econômica do cultivo e fomentar a criação de novos mercados baseados na bioeconomia.

Os resultados da pesquisa ganharam destaque na esfera acadêmica internacional através da publicação na revista científica Springer Nature:  https://link.springer.com/article/10.1007/s13399-025-06903-z.

Continue Reading

Destaque

Produção de etanol de milho cresce, mas disputa por biomassa ameaça ritmo das usinas 

Imagem: Freepik

Mercado aquece e expõe gargalos energéticos que podem definir a competitividade de novos projetos da próxima safra 

Com a produção brasileira de etanol de milho projetada para alcançar 10 bilhões de litros até o final de 2025, segundo dados da Unem, o setor entra em uma fase de expansão que vem reconfigurando o mapa industrial do país. O avanço, porém, expõe um desafio que até pouco tempo era secundário e agora se torna decisivo para a competitividade das plantas: garantir energia térmica confiável, barata e sustentável para assegurar a operação crescente das usinas.

A demanda por biomassa já dá sinais de pressão em polos importantes do Centro-Oeste, onde projetos de etanol, fertilizantes, processamento de grãos e indústrias madeireiras passaram a disputar o mesmo insumo. Em algumas regiões, agentes do setor já falam abertamente sobre o risco de “estreitamento de oferta”, fenômeno equivalente a um possível apagão de biomassa em períodos de alta demanda.

Um ponto sensível nesse contexto é a energia térmica, já que o vapor é o responsável por sustentar etapas críticas do processo industrial e responde por grande parte do custo operacional. Sem previsibilidade de preço e de suprimento, qualquer oscilação impacta diretamente margens e produtividade.

A alternativa que começa a ganhar tração no setor é a adoção de soluções térmicas flexíveis, capazes de operar com múltiplas biomassas ao longo do ano, reduzindo o risco de escassez e garantindo a continuidade da operação. Em alguns projetos industriais, já existem caldeiras aptas a trabalhar com até 14 tipos diferentes de biomassa, incluindo cavaco de madeira, bagaço de culturas regionais e resíduos agrícolas.

Nesse cenário, empresas especializadas na gestão de energia térmica passam a ocupar um espaço relevante. A ComBio, por exemplo, opera unidades dedicadas dentro de diferentes plantas industriais, assumindo integralmente a responsabilidade por suprimento, operação e desempenho das caldeiras. O modelo surgiu como alternativa para mitigar a volatilidade no mercado de biomassa e dar previsibilidade a setores que dependem de grandes volumes de vapor. Na prática, a empresa funciona como uma gestora térmica de longo prazo, capaz de adaptar a matriz de combustível conforme a disponibilidade regional e reduzir o impacto das oscilações do mercado.

Segundo Ricardo Blandy, diretor comercial da ComBio, essa flexibilidade deixa de ser um diferencial e passa a ser condição básica de segurança energética: “Para o produtor de etanol de milho, a atenção ao suprimento de biomassa é vital, pois a usina simplesmente não funciona sem ela. Em várias regiões do país, já há um risco concreto de escassez desse insumo. Por isso, adotar caldeiras que operem com diferentes tipos de biomassa deixou de ser opção e se tornou uma exigência para garantir segurança e continuidade operacional”.

O consumo elevado do setor também exige novas formas de organizar a cadeia. Uma única usina pode demandar 300 mil a 400 mil toneladas de biomassa por ano, volume que pressionará ainda mais o mercado conforme novos projetos entrem em operação. Para garantir estabilidade, especialistas defendem o uso de contratos de longo prazo, rastreabilidade da origem da biomassa e desenvolvimento de novas cadeias regionais.

A discussão energética também se conecta à pauta climática. Em 2024, soluções térmicas baseadas em biomassa evitaram a emissão de centenas de milhares de toneladas de CO₂ no país, reforçando a narrativa de sustentabilidade que acompanha a expansão do etanol de milho.

Para Blandy, o setor vive um momento de tomada de decisão estratégica. “Vale a pena pensar em flexibilidade e em desenvolver novas biomassas. A região que hoje não tem oferta pode ter daqui a cinco ou dez anos. E o projeto térmico precisa estar preparado para isso”, afirma.

Com novos projetos prestes a sair do papel e a competição global por biocombustíveis de baixo carbono aumentando, a forma como o setor lidará com sua matriz térmica pode definir não apenas o ritmo de expansão, mas quem conseguirá manter competitividade em um mercado cada vez mais exigente.

Continue Reading