Connect with us

Destaque

Rede de supermercados paranaense investe na experiência do consumidor com hidroponia dentro da loja

Rede de supermercados paranaense investe na experiência do consumidor com hidroponia dentro da loja

Ação reflete novos hábitos de consumo, com destaque para produtos saudáveis

O consumo de alimentos saudáveis, orgânicos e funcionais está em ascensão no Brasil. Para os supermercados, essa tendência representa uma oportunidade estratégica de atrair consumidores preocupados com saúde, praticidade e bem-estar. Dados da Euromonitor International, consultoria de pesquisa de mercado que fornece dados sobre o setor de alimentos saudáveis, mostram que esse mercado já ultrapassa os R$ 100 bilhões no Brasil e apresenta um crescimento anual de ao menos 27%.

Recentemente, o especialista em gestão supermercadista e mentor Pedro Della’Nora foi além de simplesmente oferecer produtos saudáveis. Ele investiu na experiência de compra do consumidor que busca esses alimentos na sua rede de lojas, o Ideal Supermercado, localizado na cidade de São Miguel do Iguaçu, no Paraná, para que ele pudesse sentir como se estivesse em uma horta. “Transformamos a venda de alface em algo único: o cliente não compra, ele colhe. Por meio de uma parceria com um fornecedor, levamos uma mini hidroponia para dentro da loja, fazendo com que o consumidor sinta que está colhendo seu próprio alimento”, conta. “Isso não é só venda, é conexão”.

Segundo Della’Nora, a ascensão dos produtos saudáveis exige ações imediatas dos supermercados. “O comportamento do cliente está mudando. Cada vez mais pessoas estão buscando alimentos mais saudáveis e de qualidade no supermercado. E se você ainda não está preparado para esse novo perfil de consumo, pode estar perdendo vendas importantes”, afirma.

Uma das recomendações de Pedro é a criação de seções exclusivas, que agrupem produtos voltados para públicos com necessidades e preferências específicas. “É interessante o supermercado ter sessões organizadas, em áreas como de iogurtes ou na mercearia, por exemplo. Os produtos sem lactose, sem glúten ou com menos açúcar precisam estar centralizados em um único espaço. Isso facilita a vida do cliente, aumenta as vendas e fideliza consumidores com restrições alimentares”, explica.

Além da organização física, a comunicação também é fundamental. Della’Nora destaca que os supermercados devem investir em uma sinalização clara, agradável e eficiente dentro da loja. “Uma comunicação visual bem feita e convidativa, que destaque a proposta da seção saudável, faz toda a diferença. Muitos clientes deixam de comprar em um supermercado porque lá está bagunçado e procuram aquele que organiza melhor. Organização vende, e quando o cliente se sente acolhido, ele volta”, reforça. Ele lembra ainda que é importante que os supermercados invistam também em uma divulgação estratégica nas redes sociais, meio que tem muita aproximação com o cliente que busca produtos saudáveis.

“Os alimentos saudáveis são uma tendência que veio para ficar. Produtos com menos sódio, orgânicos, integrais e funcionais devem ocupar cada vez mais espaço nos supermercados. E quem se antecipa a esse movimento conquista o cliente”, conclui Pedro Della’Nora.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

seis − 3 =

Destaque

Instituto Federal do ES recebe o projeto Fazedores do Café 2026

INSTITUTO FEDERAL DO ES RECEBE O PROJETO FAZEDORES DO CAFÉ 2026

A edição é destinada à sucessão familiar

O Fazedores do Café 2026 acontecerá até quinta-feira (12/03) no Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Itapina, em Colatina. Nesta edição, o projeto é voltado à sucessão familiar na produção de café e, também, tem como objetivo evitar o êxodo rural. O público-alvo contempla filhos de produtores, jovens produtores, alunos do Instituto e mestrandos em cafeicultura.

A Atilla Torradores (fabricante de torradores de cafés especiais e escola formadora de mestres de torra) é a responsável pelo conteúdo sobre Engenharia de Equipamentos de Torra. Além das aulas, Thiago Emerich, Q- Grader e diretor da Atilla Torradores (parceira do projeto desde a primeira edição em 2014), realizará torras presencial e on-line. Do Instituto Federal do ES, Emerich comandará um torrador que está em Belo Horizonte.

“É uma grande honra fazer parte desse trabalho e poder colaborar para que os jovens se capacitem e possam dar continuidade no que a família iniciou”, explica Thiago Emerich.

Continue Reading

Destaque

Com maior composição de soja do país, VLI registra aumento de 10% no transporte da commodity no Corredor Norte

Com maior composição de soja do país, VLI registra aumento de 10% no transporte da commodity no Corredor Norte

Composições graneleiras com até 240 vagões já movimentam a safra 2026

 A VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais –registrou aumento de cerca de 10% no volume de soja transportado no Corredor Norte da companhia, ao longo de 2025. No total, foram movimentadas 9,0 bilhões de TKU – medida que considera o volume e a distância percorrida – da commodity, contra 8,2 biTKU em 2024. O total representa um salto de 67% desde 2020, demonstrando força do sistema integrado da companhia na região e sua importância para apoiar o crescimento do agronegócio brasileiro. O Corredor Norte liga os estados do Maranhão e do Tocantins e capta cargas de toda a região do Matopiba.

“Os resultados crescentes da VLI na região refletem o nosso compromisso com a excelência operacional, planejamento e segurança das operações. A infraestrutura é essencial para permitir que o Brasil permaneça em posição de destaque no abastecimento global de commodities, contribuindo para o fortalecimento da economia nacional”, afirma Gabriel Fonseca, gerente geral Comercial para grãos e fertilizantes na VLI.

Além da soja, o Corredor Norte da VLI movimenta cargas como combustíveis, milho, farelo de milho e de soja, celulose e ferro gusa.  Considerando todas as commodities movimentadas, em um período de dez anos, entre 2015 e 2024, os volumes transportados pela companhia na região passaram de 5,8 bilhões de TKU para 14,4 bilhões, avanço de quase 150%.

Para auxiliar no escoamento das cargas, o Corredor Norte conta com composições de até 240 vagões, em um modelo operacional chamado tricotol, com três blocos de 80 vagões puxados, cada um, por uma locomotiva. Com sua capacidade massiva, o trem é capaz de transportar até 30 mil toneladas de uma só vez, o que representa um salto de produtividade e eficiência para o escoamento da safra da região.

O impacto do tricotrol vai além da capacidade de carga. Ele se destaca ainda pela eficiência energética e por contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa. O trem possui um índice de emissão de 2,85 kg de CO2 por litro de diesel, uma marca 12% menor em comparação com a média de 3,2 kg dos modelos convencionais.

Safra 2026

O sistema integrado da VLI já está em plena movimentação para os embarques destinados à exportação de soja da safra 2026. A principal commodity agrícola exportada no país é transportada nos corredores logísticos de maior movimentação da companhia: Sudeste e Leste, que utilizam a Ferrovia Centro-Atlântica para acessar o Porto de Santos e o sistema portuário do Espírito Santo, respectivamente; e Norte.

“A concentração da colheita no primeiro trimestre aumenta a pressão sobre o transporte, especialmente nas rotas mais longas. A integração entre ferrovias, terminais e portos traz mais previsibilidade e eficiência para o cliente justamente no período de maior disputa logística, contribuindo para que o grão chegue aos portos com confiabilidade, além de serem menos poluentes”, afirma Fonseca.

Continue Reading

Destaque

Solo nutrido X solo exaurido: o que isso impacta no alimento que chega ao seu prato

Imagem: Freepik

Especialista explica a necessidade de repor nutrientes à terra para garantir produtividade e qualidade dos produtos agrícolas

A ideia de que o Brasil é uma terra naturalmente fértil, difundida desde a carta de Pero Vaz de Caminha em 1500, não condiz com a realidade científica. Grande parte dos solos brasileiros, especialmente em regiões tropicais, apresenta baixa fertilidade natural, alta acidez e limitações químicas que exigem manejo técnico constante. Prova disso é que, só em 2025, o Brasil importou cerca de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes para corrigir esses problemas, volume superior ao de 2024 e recorde, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

E qual é a importância disso para nossa alimentação? A fertilização é parte fundamental do processo de produção de alimentos, pois reforça o solo com os nutrientes que, no final, acabam no nosso prato. E para que o próximo plantio ofereça a mesma quantidade de substâncias nutritivas, é necessário repor aquilo que foi retirado nas colheitas anteriores. “Explorar o solo sem repor nutrientes é como exigir esforço contínuo de uma pessoa sem oferecer alimentação adequada: ela acaba exaurida”, compara o coordenador-geral da Nutrientes para a Vida (NPV), o agrônomo Valter Casarin.

Então, qual a diferença entre um solo nutrido e um solo exaurido? 

Segundo explica o especialista, um solo nutrido é biologicamente ativo, quimicamente equilibrado e fisicamente estruturado. Rico em matéria orgânica, favorece infiltração de água, oxigenação das raízes e abriga microrganismos responsáveis pelo reaproveitamento de nutrientes.

“O solo é a base da cadeia alimentar. É nele que começa a construção da qualidade do alimento que chega à nossa mesa”, afirma. “Quando o equilíbrio é mantido, as plantas expressam melhor seu potencial produtivo e apresentam maior resistência”. O desafio surge quando a extração promovida pelas colheitas não é acompanhada pela reposição adequada.

A produção de grãos, frutas e fibras representa uma saída direta de nutrientes do sistema. Sem compensação, o solo entra em processo gradual de empobrecimento: a produtividade cai, aumentam os riscos de pragas e doenças, a matéria orgânica diminui e a estrutura física se degrada, favorecendo compactação e erosão.

Um exemplo é o arroz, um dos “queridinhos” da alimentação e que é presença certa no prato de 8 em cada 10 brasileiros, de acordo com o IBGE. Segundo estudos realizados pelo pesquisador brasileiro Carlos Alexandre Crusciol, são extraídos aproximadamente 14,6 quilos de nitrogênio por tonelada produzida de arroz. E o nitrogênio é apenas um dos nutrientes que saem nesse processo: são retirados do solo também fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre e micronutrientes, todos essenciais ao desenvolvimento das plantas. Ou seja, cada safra representa não apenas geração de alimento, mas também uma perda direta de nutrientes do sistema produtivo no campo.

Isso afeta diretamente o consumidor, já que, quando o solo perde fertilidade, a produção se torna mais cara e menos eficiente, o que pode impactar a oferta de alimentos, pressionar custos e reduzir a qualidade do que chega no prato da população. “Manter a fertilidade do solo é uma das bases para garantir estabilidade no abastecimento e sustentabilidade na produção”, explica Casarin.

Para isso, é necessário repor os nutrientes que a produção de alimentos retirou. O uso equilibrado de fertilizantes – minerais, orgânicos ou organominerais -, aliado a práticas como rotação de culturas, plantio direto e agricultura de precisão, permite manter áreas já consolidadas produtivas e reduzir a pressão por abertura de novos espaços para cultivo – ou seja, desmatamento.

“Assim como o corpo humano precisa repor vitaminas e minerais para manter a saúde, o solo também requer reposição planejada para preservar sua capacidade produtiva ao longo do tempo. Em um cenário de crescimento populacional, manter solos nutridos se mostra mais do que uma estratégia agronômica: é um compromisso com a segurança alimentar pública”, finaliza.

Continue Reading