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Óxidos refinados de cálcio e magnésio elevam produtividade da cana-soca em até 24,5% e são destaque da Caltec na Coopercitrus Expo 2025

Na cana-soca, oxidos refinados da Caltec elevam produtividade em até 24,5%, de acordo com estudo do IAC

Em estande com demonstrações práticas, Caltec divulga novos resultados da linha Oxiflux em plantações de cana-de-açúcar e amendoim, além de apresentar o primeiro ferticorretivo granulado com NPK do mercado

A Caltec, referência nacional em correção e nutrição do solo, é uma das expositoras da Coopercitrus Expo 2025, que acontece em Bebedouro (SP) de 21 a 25 de julho. Durante a feira, a empresa destaca tecnologias e resultados que reforçam o potencial produtivo de culturas estratégicas para o interior paulista, como a cana-de-açúcar e o amendoim. Na cana, um dos principais destaques é o Oxiflux, ferticorretivo refinado à base de óxidos de cálcio e magnésio, que pode aumentar em até 24,5% a produtividade da soqueira no segundo corte.

Esse ganho foi comprovado em um estudo do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) realizado em uma área experimental de Jaú (SP). A pesquisa demonstrou como a correção do solo aliada à nutrição complementar com cálcio e magnésio pode impactar diretamente a rentabilidade e a longevidade dos canaviais. Além do incremento na produtividade, o Oxiflux apresentou avanços no desenvolvimento radicular, com crescimento adicional de 15,2% das raízes (até 60 centímetros de profundidade), maior absorção de nutrientes e maior resistência a condições climáticas adversas.

Durante o evento, a empresa apresenta novos resultados obtidos com o produto, reforçando os dados do IAC. O estudo mais recente, conduzido em parceria com a consultoria MAZ em Itajobi (SP), município próximo a Bebedouro e parte do cinturão canavieiro do interior paulista, aponta ganhos expressivos na variedade CTC4 no quarto corte. Além da cana-de-açúcar, cultura em que o produto já apresenta benefícios consolidados, a Caltec também leva ao público resultados de ensaios com amendoim, conduzidos pelo professor e pesquisador Carlos Cordeiro, da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), que comprovam os efeitos positivos da aplicação do ferticorretivo nessa cultura.

Outro destaque é o Fertimacro, primeiro ferticorretivo granulado com NPK do mercado, que estará disponível a partir da safra 2025/2026. Resultado de oito anos de pesquisa, mais de mil testes de granulação e um investimento de R$ 5 milhões em P&D, o produto reúne cálcio, magnésio, enxofre e os principais macronutrientes para o desenvolvimento das plantas: nitrogênio, fósforo e potássio (NPK). Mesmo após o processo de granulação, o Fertimacro mantém alta reatividade, facilitando o manejo em campo e contribuindo para o aumento da produtividade.

“Esta feira é de grande importância para o setor do agronegócio e uma excelente oportunidade para apresentar nosso portfólio, que busca impulsionar a produtividade da agricultura brasileira. No estande, como forma de mostrar a eficiência das nossas soluções na prática, contamos com demonstrações em rizotron, destacando o desenvolvimento das raízes, além de testes de reatividade que comparam áreas com e sem o uso das tecnologias. Além disso, o público pode participar de experiências imersivas com óculos de realidade virtual, que permitem um tour digital por toda a jornada de produção da Caltec, da extração da rocha bruta até o produto final”, destaca Everton Benatti, gerente regional da Caltec em São Paulo.

O portfólio completo da Caltec inclui soluções granuladas, microgranuladas, refinadas e em pó, desenvolvidas para atender diferentes demandas do campo. Os granulados são ideais para aplicação prática e uniforme sobre o solo; os refinados, com partículas menores, garantem melhor fluidez e contato com o solo, mesmo em áreas com palhada; os microgranulados se destacam pela versatilidade, podendo ser aplicados manual ou mecanicamente, inclusive em locais com vento; já os em pó são recomendados para preparo e reforma do solo, especialmente em áreas com baixa disponibilidade de nutrientes.

Durante a feira, consultores e especialistas da Caltec estarão à disposição para apresentar essas soluções, tirar dúvidas e orientar os visitantes sobre o manejo ideal para diversas culturas, com ênfase em cana-de-açúcar e amendoim.

Sobre a Coopercitrus Expo 2025 – Promovida pela Coopercitrus – Cooperativa de Produtores Rurais, a feira deve receber, ao longo dos cinco dias de programação, cerca de 25 mil visitantes. Com 131 estandes de expositores líderes no segmento que atuam, a expectativa é de que seja movimentado R$ 2 bilhões em negócios, em um evento organizado a partir de três pilares estratégicos: aumento da produtividade com sustentabilidade, rentabilidade na prática e a perpetuação do legado no campo. A feira se destaca por sua infraestrutura de mais de 38 mil m², programação técnica e comercial, além de atividades para toda a família.

Serviço

Caltec na Coopercitrus Expo 2025

Quando: 21 a 25 de julho
Horário: das 8h às 18h
Onde: Fundação Coopercitrus Credicitrus – Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384 SUL – Bebedouro (SP)

Entrada gratuita
Mais informações https://coopercitrusexpo.com.br/

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Alimentos devem puxar inflação e apertar orçamento das famílias em 2026, aponta estudo Macro 2026 da Agência Vertical

Imagem: Freepik

Com alta de preços em itens essenciais e renda perdendo ritmo, estudo aponta que o consumidor deve entrar no próximo ano mais sensível a preços e com menor margem para compras no varejo alimentar

A inflação dos alimentos deve ser um dos principais vetores de pressão sobre o orçamento das famílias em 2026. A conclusão faz parte da Macro 2026, produzida pela Vertical, agência brasileira especializada em inteligência de mercado e comportamento do consumidor. O levantamento indica sinais simultâneos de desaceleração da renda, aumento do custo de vida e endividamento elevado — combinação que reduz a margem de consumo e coloca o preço da comida no centro das decisões diárias. Segundo o estudo, 79,5% das famílias estão endividadas, 1 em cada 3 tem contas em atraso e apenas 7,3% reúne condições de regularizar pagamentos. Hoje, 29,6% da renda mensal é destinada exclusivamente ao pagamento de dívidas.

O que conseguimos identificar na pesquisa é que há um descompasso crescente entre renda, preços e capacidade de consumo. Mesmo com algum avanço do emprego e da massa salarial, o orçamento chega mais pressionado, e isso muda completamente a forma como o consumidor decide, prioriza e corta gastos”, afirma Felipe Manssur Santarosa, fundador da Vertical.

Inflação dos alimentos deve ganhar força

A pressão inflacionária prevista para 2026 tem origem principalmente em fatores produtivos e climáticos. O arroz, um dos itens mais consumidos do país, deve registrar queda de cerca de 6,5% na safra em relação a 2025, por redução de área plantada e produtividade. O feijão deve recuar 1,3%, mantendo oferta suficiente, mas com pressão moderada nos preços.

No caso das proteínas, o ciclo de abate de fêmeas observado nos últimos anos deve reduzir a oferta de boi gordo e pressionar o preço da carne bovina. Frango e suíno tendem a ganhar espaço como alternativas de menor custo. O fenômeno La Niña, previsto com intensidade no início do ano, deve elevar preços de batata, tomate, cebola e hortaliças.

Entre 2022 e 2025, o IPCA acumulado nos grupos de alimentação e habitação teve variações que atingiram patamares isolados entre 22,4% e 24,8%, com picos de 33,8% e 34,9%, reforçando o caráter persistente das altas.

Os dados mostram que a pressão virá de itens essenciais, justamente aqueles que compõem a base da alimentação. Isso afeta diretamente a previsibilidade do orçamento das famílias, sobretudo nas classes mais sensíveis a variações de preço”, diz Santarosa.

Consumo começa a recuar após anos de estabilidade

Os indicadores da CNC mostram que o consumo já dá sinais de retração, com queda nos três principais componentes analisados: o nível de consumo atual passou de 103,2 para 101,2; a perspectiva de consumo, de 104,8 para 102,4; e a comparação com o mesmo mês do ano anterior caiu de 89,8 para 88,1. Segundo executivos do varejo ouvidos no estudo, mesmo com algum aumento de renda chegando às classes C, D e E, o poder de compra disponível é menor, e a demanda se torna mais sensível a variações de preço.

PIB segue positivo, mas renda perde fôlego

A atividade econômica mantém expansão moderada. O PIB avançou 2,9% no primeiro trimestre e 2,2% no segundo trimestre de 2025 na comparação com 2024. A massa de rendimento mensal real deve chegar a R$ 3,495 trilhões em 2025 — acima dos R$ 3,084 trilhões de 2022 —, mas a percepção de melhora da renda para os próximos seis meses caiu de 8,7% (2022) para 5,6% (2025).

O mercado de trabalho contribui positivamente, com 924.675 novos postos formais em 2025 e saldo líquido de 1,716 milhão entre admissões e desligamentos. Ainda assim, 38% da força de trabalho segue na informalidade, embora esse índice esteja em queda desde 2022. As diferenças salariais permanecem significativas: trabalhadores informais recebem entre 23% e 56% menos que os formais, dependendo da categoria.

Os dados da PEIC mostram que 79,5% das famílias brasileiras estão endividadas e comprometem 29,6% da renda com dívidas. Um terço dos lares tem contas em atraso, que representam 48,1% do rendimento anual médio. Para os consumidores, cada decisão de compra passa por mais renúncia e menos margem de manobra.

O estudo destaca ainda o impacto da mudança demográfica: até 2050, a população com 65 anos ou mais passará de 10% para 27% do total. Isso significa que o Brasil terá apenas duas pessoas em idade ativa para cada idoso, alterando a estrutura de consumo, previdência e produtividade.

Eventos de 2026 devem deslocar picos de consumo

O ano eleitoral deve conviver com um calendário que costuma alterar padrões de gasto. Nove dos dez feriados nacionais cairão em dias úteis; a Copa do Mundo — maior edição da história, com 104 jogos — ocorrerá entre 11 de junho e 18 de julho; e as eleições serão realizadas em 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno). Esses fatores tendem a produzir alternância entre meses de maior movimento no comércio e períodos de retração.

“O estudo nasce da necessidade de olhar o consumidor com precisão e sem atalhos”, explica Felipe Manssur Santarosa. “Depois de uma década estudando e atuando no varejo, aprendi que decisões sólidas dependem de dados completos, não de percepções internas. O que fazemos aqui é organizar essas informações para que as empresas entendam, de fato, como o cliente pensa e se comporta — e possam reagir a isso com mais clareza”, completa.

Sobre a pesquisa

A Macro 2026 utiliza dados do IBGE, Bacen, CNC, NOAA, CONAB, TSE, FIFA e Boletim Focus, consolidando indicadores macroeconômicos, demográficos e de comportamento do consumidor para 2026. O estudo é produzido pela Vertical.

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Brasil alcança 3º lugar mundial em produtividade de amendoim com 3,8 toneladas por hectare

Brasil alcança 3º lugar mundial em produtividade de amendoim com 3,8 toneladas por hectare (Foto: Indústrias Colombo)

Mapeamento inédito da ABEX-BR revela que tecnologia de precisão e rotação de culturas impulsionaram crescimento de 300% na produção em uma década

Com o lançamento do livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, a Associação Brasileira do Amendoim (ABEX-BR) reforça os dados que posicionam o Brasil entre as maiores potências mundiais do agronegócio: o país é o 3º mais eficiente do mundo em produtividade média de amendoim, atingindo 3,8 toneladas por hectare.

O mapeamento, que revela um faturamento total de R$ 18,6 bilhões na cadeia produtiva, demonstra que o crescimento não é apenas em volume, mas em excelência técnica. A produção brasileira mais que triplicou entre as safras 2014/2015 e 2024/2025, avanço diretamente ligado à adoção de tecnologia no campo.

“A alta produtividade, que nos coloca lado a lado com países como China e Estados Unidos, é um atestado da qualidade da nossa pesquisa e da capacidade do produtor brasileiro de aplicar inovações. Temos mais de 64% dos produtores utilizando agricultura de precisão, o que garante melhor aproveitamento do solo e maior rentabilidade. Este é o futuro sustentável do agronegócio”, explica Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.

O estudo da ABEX-BR mostra que a eficiência se estende à gestão da cultura. O amendoim, enquanto leguminosa, é peça-chave na rotação de culturas, pois realiza a fixação biológica de nitrogênio no solo. Essa característica melhora a saúde da terra para plantios subsequentes, reduzindo a necessidade de fertilizantes e os custos para o produtor.

Além disso, o livro detalha o modelo de “desperdício zero” da cadeia:
• Exportação e Qualidade: O rigor no controle de qualidade (incluindo o manejo de aflatoxinas) permitiu que o Brasil se tornasse o 2º maior exportador mundial de óleo de amendoim e o 4º em amendoim em grão, atendendo mercados globais exigentes.

• Aproveitamento Integral: Subprodutos do processamento, como farelo e torta, são ricos em proteína e essenciais para a nutrição animal. Já a casca, que representa 20% a 25% do peso colhido, é convertida em pellets para biomassa e geração de energia.

Expansão e Diversificação Regional
Outro ponto de destaque é a diversificação geográfica da produção. O mapeamento revela crescimento de mais de 200% da área plantada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

“O amendoim está se consolidando como cultura de segunda safra altamente rentável em novas fronteiras agrícolas. Essa expansão não só dilui os riscos climáticos e geográficos, mas também reafirma a versatilidade do amendoim no planejamento agrícola do país. Com os dados deste livro, temos a inteligência necessária para planejar a infraestrutura e o financiamento que essa nova geografia de produção exige”, conclui Cristiano Fantin.

O “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro” foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa (NPP) da ABEX-BR e já está disponível para consulta.

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Selgron leva tecnologia de ponta em seleção de grãos para road show no Centro-Oeste

Créditos: Selgron

Demonstrações itinerantes aproximam clientes e demais interessados das soluções que aumentam a produtividade e a qualidade de indústrias ligadas ao agronegócio

A Selgron, empresa catarinense especializada em automação para os setores agrícola e alimentício, está realizando um road show em Goiás e no Distrito Federal, apresentando suas tecnologias diretamente a produtores e empresas de grãos. Entre 1 e 5 de dezembro, Goiânia, Goianira, Rio Verde, Jataí e Brasília recebem as demonstrações itinerantes.

O destaque da iniciativa são as selecionadoras ópticas da marca, equipamentos que utilizam tecnologia avançada, dentre elas inteligência artificial, para garantir precisão e eficiência na classificação de grãos como feijão, soja, arroz e milho. Segundo Diogo Augusto Hank, coordenador de vendas da Selgron, a proposta é aproximar a tecnologia da realidade dos produtores.

“Levar nossas soluções para testes em campo permite que os clientes vejam na prática como elas podem reduzir perdas e aumentar a padronização da produção, identificando qual a melhor solução se aplica às suas necessidades”, explica Hank.

Com duas selecionadoras em operação, o road show tem atraído a atenção de agricultores e empresas da cadeia produtiva, oferecendo uma oportunidade de conhecer recursos que impactam diretamente a qualidade dos grãos e a competitividade do agronegócio na região.

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