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Organizações da sociedade civil, setor privado e poder público se unem em Pacto pelo Código Florestal
Evento em Brasília será um chamado à ação entre setores para impulsionar a implementação da legislação sancionada em 2012
Em um esforço conjunto para dar escala à implementação do Código Florestal, uma das políticas ambientais mais relevantes do país, organizações de diferentes setores realizarão, no dia 23 de outubro, em Brasília (DF), o evento “Pacto pelo Código Florestal”. O encontro reunirá representantes do governo federal e de estados, de frentes parlamentares e do Judiciário, da sociedade civil e do setor privado e financeiro. O objetivo é assumir um compromisso por uma agenda comum e definir diretrizes para impulsionar, em larga escala, os principais instrumentos da lei.
O evento é organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); BVRio; Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura; Climate Policy Initiative (CPI/PUC-Rio); Conservação Internacional (CI-Brasil); Diálogo Florestal; Observatório do Código Florestal e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). A reunião será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do MGI a partir das 9h.
O Pacto busca reafirmar o papel de cada setor na efetiva implementação do Código Florestal, com base em responsabilidades compartilhadas e complementares. Ao Legislativo cabe assegurar estabilidade regulatória, evitando alterações na lei; ao Judiciário, reafirmar a constitucionalidade já reconhecida, garantindo segurança jurídica para a produção agropecuária e a conservação da vegetação nativa. Governos estaduais devem acelerar a análise e validação dos Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e a implementação dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), com o uso de tecnologias avançadas e iniciativas para a valorização dos remanescentes florestais nos imóveis rurais. Ao governo federal, por sua vez, cabe a gestão do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar) e a coordenação federativa.
Produtores rurais e agricultores familiares são chamados a promover a regularização ambiental de suas propriedades, por meio da adesão aos PRAs e da recuperação de áreas com passivos. O setor privado deve assegurar cadeias produtivas livres de ilegalidades e valorizar fornecedores em conformidade com a lei, enquanto o setor financeiro é instado a exigir critérios socioambientais, criar incentivos à regularização e impor restrições a quem se mantiver irregular. Por fim, a sociedade civil tem papel essencial de monitorar, apoiar e valorizar a implementação do Código Florestal, reconhecendo-o como um patrimônio coletivo e basilar para a sustentabilidade do país.
“Acreditamos que problemas complexos exigem soluções conjuntas. Por isso, precisamos de coletivos que reforcem um chamado público pela implementação do Código Florestal, mais de uma década após a sua aprovação no Congresso”, explica Carolle Alarcon, gerente executiva da Coalizão Brasil.
“O Código Florestal avançou de forma significativa nos últimos anos, mas ainda de modo desigual entre os estados. Nosso monitoramento identifica experiências estaduais bem-sucedidas que mostram ser possível dar escala às análises do CAR e avançar na regularização ambiental. Consolidar essa política exige coordenação federativa, previsibilidade regulatória e engajamento de todos os atores, além de condições que estimulem o cumprimento das obrigações legais”, aponta Cristina Leme Lopes, gerente-sênior de pesquisa do CPI/PUC-Rio.
“Nosso Código Florestal é uma das legislações ambientais mais rigorosas e completas do planeta. Orienta a produção agropecuária nacional e garante que o crescimento do setor ocorra em harmonia com a preservação. Por sua base legal e compromisso com esses princípios, o agro brasileiro se consolida como um dos mais sustentáveis do mundo”, destaca Giuliano Alves, gerente de Sustentabilidade da Abag.
“Além de impactar positivamente o meio ambiente, o Código Florestal traz benefícios para a economia e para a resiliência climática da produção brasileira de alimentos, fibras e bioenergia. Um pacto que une todos os setores da sociedade é essencial, inclusive para reforçar os compromissos internacionais do Brasil às vésperas da COP 30”, complementa Beto Mesquita, diretor de Paisagens Sustentáveis da Conservação Internacional (CI-Brasil).
Pacto: um chamado à ação
Treze anos após sua aprovação, o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) permanece como o principal marco legal para o uso da terra e cobertura do solo no Brasil, conciliando a produção agropecuária com a proteção da vegetação nativa. No entanto, sua implementação ainda enfrenta entraves que impedem o país de avançar na velocidade necessária para o desenvolvimento sustentável.
Os números recentes dão a dimensão dos desafios, mas também das oportunidades: dados do Plano Estratégico para a Implementação do Código Florestal (Planaflor), iniciativa privada voltada para acelerar a aplicação da lei, mostram que seu pleno cumprimento resultaria na geração de 2,5 milhões de empregos nos elos da restauração ecológica e em 32 milhões de hectares de agricultura de baixo carbono. Além disso, fomentaria a proteção de quase 80 milhões de hectares de vegetação nativa em áreas de excedentes de Reserva Legal e a restauração de 12 milhões de hectares de áreas degradadas.
O impacto também seria positivo na economia: um aumento estimado do PIB em US$ 1,5 bilhão por ano e potencial de US$ 5,7 bilhões anuais em receitas adicionais provenientes do mercado de carbono.
O Brasil dispõe hoje de condições para acelerar esta agenda: o avanço em tecnologias de sensoriamento remoto e análises geoespaciais automatizadas, por exemplo, abre caminho para maior agilidade, precisão e transparência em instrumentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e nos Programas de Regularização Ambiental (PRAs).
Entre as ferramentas mais inovadoras do Código Florestal, as Cotas de Reserva Ambiental (CRAs) se destacam por criarem uma ponte entre conservação e economia e começam a dar sinais concretos de avanço.
“O recente anúncio do governo federal sobre a emissão das primeiras CRAs marca a consolidação de um esforço iniciado há mais de uma década, e representa um passo decisivo para transformar o Código Florestal em prática efetiva”, ressalta Roberta del Giudice, diretora de Florestas e Políticas Públicas da BVRio. “Acreditamos desde o início nesse potencial e criamos a primeira plataforma de negociação de CRAs do país, abrindo caminho para que a compensação de Reserva Legal se torne um instrumento de mercado. A execução efetiva desse instrumento traz a lei para o centro do financiamento climático e mostra que o Brasil já possui soluções maduras e de alto impacto para impulsionar a transição ecológica”.
“Acelerar a análise do CAR, operacionalizar os PRAs em todos os estados e avançar na estruturação dos CRAs são pontos-chave para impulsionar a lei e construir soluções relacionadas ao uso e conservação de paisagens sustentáveis”, conclui Fernanda Rodrigues, coordenadora executiva do Diálogo Florestal.
O que é o Código Florestal
A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, também chamada de novo Código Florestal, trata da proteção da vegetação nativa e tem como direcionamento promover o manejo florestal sustentável, a restauração de áreas degradadas, o desenvolvimento de uma agricultura de baixo carbono, a segurança alimentar e a adoção de soluções baseadas na natureza (SbN), pilares fundamentais para o alcance das metas climáticas e para uma economia sustentável. Ele prevê, ainda, a preservação de até 80% de cobertura nativa nas propriedades situadas em áreas de florestas na Amazônia Legal, 20 a 35% em áreas do Cerrado e 20% nas demais regiões do país.
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MTech Systems inaugura novo escritório em Blumenau e reforça operação no agronegócio brasileiro
Empresa global com sede em Atlanta (USA) com mais de 30 anos de atuação e que integra o grupo sueco Munters, é referência em soluções para gestão da produção animal. Ampliação reforça presença tanto no polo tecnológico de Santa Catarina quanto na proximidade com agroindústrias da América Latina
A MTech Systems, presente em Blumenau (SC) desde 2013, líder em tecnologia para a indústria avícola, inaugurou oficialmente no dia 5 de março sua nova sede na cidade. A estrutura engloba a representação da marca, que é especializada no desenvolvimento de softwares e soluções para gestão e otimização da produção animal, e dá um passo estratégico ao ampliar sua presença em um dos principais polos tecnológicos do país, reforçando a proximidade com clientes do agronegócio, especialmente agroindústrias.
Com mais de 400 metros quadrados, a nova sede da subsidiária latina foi projetada para oferecer um ambiente moderno, colaborativo, com tecnologia de ponta, garantindo o bem-estar da equipe e alinhado com padrões internacionais de segurança. O espaço também foi preparado para sustentar o crescimento da operação no Brasil e na América Latina. Atualmente, a subsidiária da MTech conta com mais de 50 colaboradores, focados nas áreas consultoria, relacionamento com clientes, suporte, vendas e administrativo e já está com vagas abertas para ampliar a equipe, com a projeção de contratar pelo menos mais 10 profissionais nos próximos meses. As oportunidades e informações para candidatura estão disponíveis no site oficial da empresa.
“A escolha de Blumenau como base estratégica vai além da infraestrutura. A cidade é reconhecida como um dos principais ecossistemas de tecnologia do Brasil, com forte conexão com inovação e desenvolvimento de software. Além disso, a localização facilita o relacionamento com grandes agroindústrias da região Sul, onde se concentra uma parcela significativa da produção nacional de proteína animal”, destaca Mariane Acordi, diretora executiva da MTech América Latina.
Liderança no fornecimento de tecnologia para produção aviária
Especializada em soluções tecnológicas para a cadeia produtiva de proteínas, a MTech atende hoje mais de 70% da produção de frango do Brasil e cerca de 65% da produção da América Latina. Seus sistemas oferecem inteligência de dados, otimização da cadeia de produção, rastreabilidade, controle de desempenho zootécnico, e suporte à tomada de decisão, contribuindo para maior eficiência operacional, redução de perdas, bem-estar animal e aumento de produtividade.
Com meta de crescer na América Latina mais 10% em market share em 2026, a empresa também avança na expansão para novos segmentos, como suínos, ovos comerciais, bovinos e peixes, ampliando seu portfólio e fortalecendo sua atuação no agronegócio global.
“A inauguração da nova sede em Blumenau representa mais do que uma mudança física. É uma forma de estarmos ainda mais próximos dos nossos clientes e talentos, em uma região que respira tecnologia e agronegócio. Nosso objetivo é continuar entregando inovação com foco em eficiência, sustentabilidade e competitividade para a produção animal”, afirma Mariane.
O grupo sueco Munters, do qual a marca faz parte, é referência global em soluções de controle de clima e tratamento de ar para aplicações industriais e agropecuárias. Com presença global e forte atuação em sustentabilidade e eficiência energética, o grupo reforça a solidez e a capacidade de inovação da operação brasileira.
Mais informações em https://mtechsystems.io/br/
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Evento internacional em Manaus discute transporte e impactos da geopolítica mundial na economia da Amazônia
O crescimento de 12% no transporte de cabotagem no Brasil entre os primeiros semestres de 2024 e de 2025, é um dos temas da palestra “A importância da cabotagem para a região Amazônica – números e fatos”, que faz parte da programação do Congresso Internacional de Transporte e Logística, evento que acontece durante a TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística, nos dias 27 a 29 de maio, em Manaus.
Ministrada pelo diretor-executivo da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac), Luís Fernando Resano, a apresentação irá destacar que o aumento no volume de cargas neste período (de 730 mil contêineres para 820 mil) também representa uma redução de até 30% nos custos em comparação com o transporte rodoviário, além de emitir quatro vezes menos gás carbônico por tonelada transportada.
Segundo Resano, a Região Norte depende diretamente da navegação para o escoamento da produção, abastecimento interno e que a adoção de políticas públicas como ‘BR do Mar’ já trouxe resultados concretos para a Amazônia.
“Com as vias fluviais sendo as estradas da região, a cabotagem é o modal de maior eficiência energética e de menor custo. O aumento do número de navios porta contêineres ampliou o atendimento na Amazônia e o número de escalas em Manaus cresceu, o que significa maior oferta de serviços”, explicou.
Conflitos e geopolítica mundial
Além de palestras, a programação do congresso inclui painéis como “Os Desafios da Logística na Amazônia”, com foco nos gargalos estruturais, custos operacionais e segurança, e “O E-commerce na Região Norte do Brasil”, sobre a expansão do comércio eletrônico e os desafios da distribuição de produtos nos estados amazônicos.
A situação geopolítica mundial, os desafios e conflitos internacionais no planeta também serão temas de destaque durante o evento com a palestra “A Geopolítica e Seus Efeitos Econômicos no Brasil”, que será ministrada pelo antropólogo e consultor empresarial Luiz Almeida Marins Filho, conhecido como Professor Marins.
Doutor em Antropologia pela Macquarie University, com pós-doutorado em Macroeconomia em Londres, Marins é fundador da Anthropos Consulting e autor de mais de 30 livros. Ele analisará como conflitos internacionais, disputas comerciais e mudanças nos blocos econômicos impactam diretamente investimentos, cadeias globais de suprimentos e decisões estratégicas no país.
R$ 900 milhões
Promovida pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz), a TranspoAmazônia 2026 será realizada no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, com a participação de representantes de 43 países e projeta movimentar mais de R$ 900 milhões em negócios.
A TranspoAmazônia 2026 terá entre os temas centrais a segurança no transporte de cargas na região, tema defendido pelo presidente da Fetramaz e idealizador do evento, Irani Bertolini e a programação também inclui discussões sobre infraestrutura, inovação, sustentabilidade e políticas públicas voltadas à logística amazônica.
O evento contará com representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Câmara Interamericana de Transportes (CIT), da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e consolidará Manaus como centro estratégico do debate logístico nacional e internacional.
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Feira de Inovações SCV 2026
A inovação constante da SCV reforça liderança em tecnologia e aproxima o agronegócio do futuro
A quarta edição da Feira de Inovações da Sementes Com Vigor (SCV) movimentou Muitos Capões (RS) nos dias 4 e 5 de março, reunindo mais de 230 produtores e consultores, consolidando-se como um dos principais encontros de tecnologia aplicada ao agronegócio na região. Além de apresentar soluções que estão transformando o campo, o evento abriu espaço para debates relevantes sobre os desafios atuais da agricultura e os caminhos para superá-los.
Um dos grandes destaques foi a presença da diretoria mundial e latino-americana da Corteva, que visitou a Fazenda Santo Amaro, sede da SCV, para conhecer de perto o trabalho realizado em biotecnologia e os resultados obtidos a campo. Para o CEO da SCV, Pedro Basso, a visita simboliza o reconhecimento do setor. “Os avanços em biotecnologia têm sustentado uma alta performance e controle de pragas ao longo dos últimos anos”, destacou.
A programação contou com palestras e rodas de conversa que fortaleceram a troca de conhecimento. Entre elas, o diálogo entre Tiago Hörbe e Pedro Basso sobre ‘Estruturação de Plantas’ e a apresentação de Filipe Moura, CEO da Equalizagro, que abordou a ‘Compatibilidade de Produtos no Sistema Enlist’ — temas que ampliaram o repertório técnico dos participantes.
Expositoras e parceiros presentes
Ao longo dos dois dias, o público teve acesso a inovações de empresas de referência, como Corteva, Plantec, PI AgSciences, Sumitomo, UPL, Rizobacter, Bayer, Cultive Biotec, Brasmax, Cordius e Agro Drones (DJI). Juntas, essas marcas reforçaram o compromisso da SCV em fomentar soluções que conciliam produtividade, eficiência e sustentabilidade. Estreante no evento, Lucas Bizotto, sócio-proprietário da AGRS Drones (Vacaria/RS), apresentou o maior drone de pulverização do mundo, equipado com tecnologia de detecção de fios e maior segurança operacional. “É uma solução viável, que alcança áreas onde o pulverizador tradicional não chega”, afirmou. Parceira desde a primeira edição, a Plantec AP também marcou presença com uma tecnologia de mapeamento de alta precisão. “A cada ano trazemos uma novidade para a Feira”, lembrou o consultor comercial Luiz Augusto do Amaral. Entre as soluções genéticas apresentadas, o ORS Blindado, lançamento da OR Genética, de Passo Fundo/RS, chamou a atenção pela ampla adaptabilidade. Segundo o coordenador comercial, Cássio Maldaner, o material reúne precocidade, segurança de espiga e estabilidade produtiva. “É um material que se encaixa em todos os perfis de produtores”, observou.
A Semevinea Genética Avançada, de Ernestina/RS, levou ao evento o trigo Chiaro, branqueador de alta performance. E conforme o representante técnico João Emanuel Salve de Ramos, os diferenciais da empresa incluem alto rendimento, excelente tolerância à giberela, resistência ao mosaico e boa segurança contra germinação na espiga. Assim como a Biotrigo, parceira da Feira desde a primeira edição, que levou a inovação da cultivar Veloz que, segundo Aline, representante comercial da empresa, “tem como uma das características a hiper-precocedade com maior potencial produtivo’. Ao término de mais uma edição, a Feira de Inovações SCV reafirma seu papel como catalisadora de conhecimento e como vitrine de tecnologias que impulsionam a agricultura brasileira. “Com esse formato, os participantes saem com informações mais claras e conseguem buscar soluções que realmente façam sentido no seu dia a dia”, concluiu Pedro Basso.
