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Insumos verdes são demanda crescente no agronegócio

Insumos verdes são demanda crescente no agronegócio

De olho nessa importante necessidade de mercado, a multinacional SML conquistou a certificação IBD para garantir procedência aos consumidores e qualidade de suas soluções para o setor

A moderna agricultura brasileira demanda cada vez mais insumos que sejam não apenas eficientes, como também ambientalmente adequados. Os agricultores de todas as cadeias produtivas buscam adotar novas tecnologias que impactem o mínimo possível, independente do sistema de produção. Nesse sentido, a multinacional SML acaba de conquistar para linha nutricional e principal defensivo de seu portifólio, a certificação IBD para agricultura orgânica no Brasil. A companhia indiana já possui creditações como OMRI  e CDFA para produção de orgânicos em outros países.

Reafirmando seu compromisso em oferecer produtos de alta performance e com foco em sustentabilidade. O portifólio SML já é amplamente utilizado na agricultura intensiva e de alto valor agregado, como por exemplo frutas, vegetais, café, citros, cana de açúcar e as culturas extensivas como soja, milho e algodão. Agora, todos os agricultores poderão se beneficiar com a nova certificação.

Na prática, a companhia agora endossa as garantias à classe produtora quanto a idoneidade e origem de seu portfólio de insumos para serem utilizados nas lavouras orgânicas. Os produtos da linha nutricional Techno S (90% enxofre elementar), Techno Z (15% zinco + 70% enxofre elementar) e o defensivo agrícola, Cosavet (80% enxofre elementar), foram certificados pela IBD, ou seja, o uso dos insumos agora é permitido em produções orgânicas.

De acordo com Vítor Raposo, engenheiro agrônomo e presidente da empresa no Brasil, é uma grande conquista obter este selo. “Foi um trabalho árduo, do qual estamos colhendo os primeiros frutos. Oss insumos SML poderão ser utilizados pelos agricultores que cultivam orgânicos, representando mais um importante passo em nosso posicionamento no País”, destaca.

Andrea Feldenheimer, responsável pela área de regulatório na América Latina, e líder no processo para certificação, comenta que esta ajuda a reforçar o compromisso da SML em oferecer aos agricultores soluções mais sustentáveis. “Nosso lema é produzir mais com menos, o que nos direciona a ter produtos com uma qualidade excelente com baixa dosagem e a certificação da IBD vem para dar mais força ao nosso propósito”, diz.

Mercado em ascensão

O estudo intitulado “Panorama do Consumo de Orgânicos no Brasil 2023”, idealizado pela Brain Inteligência Estratégica, revelou que 46% da população no País consome alimentos orgânicos. Um crescimento segundo os dados de 16% entre 2021 e 2023. “Isso demonstra uma evidente valorização da qualidade e da origem dos alimentos que chegam até a mesa da população. E ao mesmo tempo promove oportunidades de melhor remuneração e de negócios para quem está produzindo”, comenta Raposo.

A pesquisa mostrou ainda que a região Nordeste está à frente no consumo de orgânicos, com 45% dos entrevistados optando por esse tipo de alimento; seguida pelo Centro-Oeste, com 42%, e pelo Sudeste, com 30%. “Para nós é fundamental que o consumidor e o produtor nos reconheçam como uma parceira, que respeita e zela pelo meio ambiente”, salientou o executivo.

Sobre a SML Limited

Com mais de 50 anos no mercado, a SML Limited é uma multinacional indiana que atende a agricultura global em mais de 80 países em todo o mundo. A empresa desenvolve e promove a utilização de soluções sustentáveis de ponta a ponta e de alto desempenho em nutrição de culturas, proteção de culturas, bioestimulantes e biofertilizantes. Em 2023 iniciou por meio de subsidiária, atuação na agricultura brasileira. https://sml-ltd.com.br/sml-no-campo.

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PI AgSciences traz inovação e sustentabilidade para a Exposoja 2026

Imagem: divulgação

Nos dias 14 e 15 de janeiro, a cidade de Taquarivaí, no interior de São Paulo, recebe a ExpoSoja 2026 que este ano vai trazer toda a inovação das tecnologias PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Organizado pela DETEC, consultoria agronômica, o evento propõe dias ricos em conhecimento, tecnologia e conexão com o campo, onde o público poderá conhecer os desafios e as melhores soluções para o desenvolvimento da soja.

Contará com a presença inedita das tecnologias sustentáveis, da PI AgSciences, que vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.  

“A transformação da sua lavoura começa aqui, venha conhecer em campo toda a entrega de produtividade que nossas soluções TEIKKO™, SAORI® e HPLANT® vem trazendo para o cultivo da soja”, convida João Vitor Bruner, responsável comercial técnico para a região, pronto a apresentar os resultados em campo obtidos com as tecnologias PI AgSciences durante o circuito da Exposoja 2026.

Nematicida bioquímico sustentável à base de peptídeos para tratamento de semente, o TEIKKO™ reduz o ataque de nematoides; enquanto o SAORI® é o único fungicida registrado em tratamento de sementes com efeito sobre doenças foliares da soja. Já o bioativador HPLANT® é decisivo para o alcance da melhor produtividade. Estimula o sistema de defesa da planta para que o cultivo seja mais resiliente às condições adversas, expressando todo o seu potencial com ganhos elevados de produtividade.

EXPO SOJA 2026

Data: 14 e 15 de janeiro

Horário: das 8h30 às 16h

Local: Sede Cerrado de Cima Sementes – Taquarivaí/SP

Realização / Organização: DETEC

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XII Expedição Gape é conhecimento a céu aberto, com a PI AgSciences na estrada

XII Expedição Gape é conhecimento a céu aberto, com a PI AgSciences na estrada

Neste 12 de janeiro, será dada a largada para a XII Expedição GAPE, Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão, este ano junto com a PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Organizada pelo departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, a Expedição levará alunos de graduação em Engenharia Agronômica para vivenciar um tour de duas semanas, com foco na agricultura irrigada do Sul do Brasil.

Passando por fazendas, consultorias, sementeiras e cooperativas, terão a oportunidade de adquirir farto conhecimento em nutrição de plantas, fertilidade do solo e adubação. Entre as lições, poderão observar o quanto tecnologias sustentáveis, como as da PI AgSciences, vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.

Idealizado pelo Dr. Godofredo Cesar Vitti, de 12 a 25 de janeiro os alunos serão acompanhados pelos professores doutores, Rafael Otto e Tiago Tezotto, durante cerca de 4.000 km, passando pelos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Observando as principais culturas da região, como soja, feijão, arroz irrigado, fumo e maçã, terão uma verdadeira aula prática e técnica, a céu aberto, alinhada aos desafios e inovações da agricultura regional.

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Quota e seus enigmas

Paulo Bellincanta – Presidente do Sindifrigo MT

*Por Paulo Bellincanta

A China decidiu estabelecer uma cota anual de importação de carne bovina para seus fornecedores internacionais, incluindo o Brasil, como parte de uma política de proteção aos produtores locais. Pelo modelo anunciado, volumes que ultrapassarem o limite definido estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 55%, medida que deverá vigorar por um período inicial de três anos. Trata-se de uma mudança relevante nas regras do comércio internacional de carnes, com impactos diretos sobre os principais exportadores.

Dentro desse novo desenho, o que mais preocupa o setor brasileiro é a forma como a China pretende contabilizar essa cota. As autoridades chinesas deixaram claro que o volume será apurado com base nas entradas efetivas no país a partir de 1º de janeiro de 2026, independentemente de contratos firmados anteriormente, cargas em trânsito ou produtos já embarcados.

Se essa interpretação se confirmar sem qualquer revisão, o Brasil terá de descontar da cota aproximadamente 350 mil toneladas que hoje já estão comprometidas, seja em cargas paradas em portos chineses aguardando desembaraço, em navios em trânsito ou em estoques formados nos portos brasileiros. Na prática, isso reduz de forma significativa o espaço disponível para novas produções ao longo de 2026.

Feitas as contas, restariam cerca de 750 mil toneladas disponíveis para produção destinada ao mercado chinês durante todo o ano. Dividido pelos 12 meses, esse volume se traduz em aproximadamente 62,5 mil toneladas mensais, um patamar totalmente desconectado da realidade atual do setor.

Para efeito de comparação, o Brasil vinha exportando, nos últimos meses, volumes superiores a 160 mil toneladas mensais para a China. A discrepância entre esses números evidencia, por si só, a urgência de uma ação diplomática coordenada, baseada em diálogo direto entre governos, para buscar um entendimento que leve em consideração os fluxos comerciais já estabelecidos.

O impacto dessa restrição é difícil de dimensionar com precisão, mas certamente será profundo. Considerando uma projeção anual próxima de 1,7 milhão de toneladas, a redução potencial, que inicialmente se estimava em torno de 35%, torna-se extraordinariamente preocupante quando aplicadas as novas regras de contabilização.

A pecuária brasileira avançou de forma consistente nos últimos anos, com investimentos expressivos em genética, manejo, processos produtivos e ganhos de eficiência. A indústria, por sua vez, modernizou plantas, ampliou capacidade e se estruturou para atender uma demanda crescente e estável. Uma mudança abrupta dessa magnitude obriga toda a cadeia a revisar expectativas, projeções e investimentos, tanto no curto quanto no médio prazo.

Não há culpados evidentes nem soluções simples. O único caminho possível é o diálogo institucional com as autoridades chinesas, em busca de um entendimento equilibrado, construído de governo para governo.

É preciso reconhecer que o governo brasileiro tem feito sua parte na ampliação e diversificação de mercados, com um trabalho consistente conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo ministro Carlos Fávaro. Ainda assim, é fundamental ter clareza: os novos mercados não possuem, ao menos por ora, o mesmo potencial de absorção do mercado chinês e, além disso, já contam com fornecedores consolidados, o que demanda tempo e estratégia para sua efetiva ocupação.

Enquanto isso, a eventual redução de volumes incide sobre o setor com rapidez extrema, como uma guilhotina afiada. Não se trata do fim da atividade, mas de mais um momento em que será necessário acomodar-se, adaptar-se e reinventar-se.

Os volumes excedentes são grandes demais para uma absorção imediata. O desafio está posto e a solução não virá de uma lâmpada mágica esquecida em alguma caverna, mas de negociação, realismo e construção conjunta.

*Paulo Bellicanta é presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo)

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