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Com auxílio da irrigação, agricultor bate recorde de produtividade no milho
Utilizando a tecnologia dos pivôs, o produtor Hélio Yamamoto, de Paracatu/MG, colheu a média de 234,8 sc/ha do cereal, sagrando-se o grande destaque nacional
Foi com a colheita média de 234,8 sacas de milho por hectare que o agricultor e engenheiro agrônomo, Hélio Yamamoto, de Paracatu/MG, se consagrou como destaque nacional no cultivo do cereal. Ele foi o vencedor do Concurso de Produtividade no Milho Inverno 2024 do Getap (Grupo Tático de Aumento de Produtividade). O resultado representa mais que o dobro da média nacional de inverno deste ano, que foi de 96 sacas por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Inscrito no concurso na categoria irrigado, o produtor instalou o primeiro sistema de irrigação por pivôs na fazenda ainda em 2014, logo que assumiu o comando de uma das fazendas do grupo da família, com o objetivo de não ficar dependente apenas das chuvas. A implementação foi realizada em parceria com a Lindsay América Latina, empresa representada pelas marcas Zimmatic™ e FieldNET™. Atualmente, na fazenda a qual Yamamoto é o responsável, a área produtiva é de 1.500 ha, dos quais 380 ha são irrigados, com seis pivôs da marca americana.
Felizes com o resultado, nesses últimos 10 anos, a família de Yamamoto ampliou a tecnologia de irrigação para as outras duas fazendas do grupo. Desta forma, atualmente somam uma área produtiva de 2.350 ha, sendo 1.200 ha irrigados. “A irrigação nos proporciona segurança e garantia na produção, uma proteção às oscilações do clima”, disse o agricultor.
Além da garantia de que as plantas não terão estresse hídrico e receberão o recurso no momento certo, na quantidade correta e de maneira uniforme, no local exato, segundo o campeão, essa tecnologia propiciou outros benefícios. Entre eles, a possibilidade de diversificar os cultivos. Além de soja e milho, a fazenda produz também feijão e, nesta safra, iniciou o teste em uma área para o cultivo de arroz.
Outro benefício destacado por Yamamoto foi a oportunidade de ter até três safras por ano, pois, com essa tecnologia, conseguiu programar o plantio para colher no período adequado, aproveitando a janela correta de semeadura, e que proporciona melhor rentabilidade no final do ciclo. “É um investimento que rapidamente se paga e gera eficiência e confiabilidade. Isso nos ajudou principalmente no aumento da produtividade e ser campeão do concurso de produtividade de milho do Getap comprovou isso”, destacou.
Sustentabilidade na produção
A irrigação é uma ferramenta que, além de propiciar uma produtividade até três vezes maior do que áreas de sequeiro, contribui decisivamente para a segurança alimentar e nutricional da população. Com o avanço tecnológico, os agricultores a cada ano percebem que, além de ter mais segurança na lavoura, podem garantir uma produção cada vez mais sustentável no campo.
Essa sustentabilidade passa obrigatoriamente pelo uso racional da água. Durante o crescimento da planta, ela terá demandas hídricas diferentes de acordo com seu estádio fenológico. Por esse motivo, manter a mesma quantidade de lâminas e o mesmo intervalo de aplicações pode resultar em maior consumo e desperdício do recurso, principalmente quando não se leva em consideração a água presente no solo ou as chuvas previstas. “Produzir mais na mesma área de maneira eficiente e sustentável é uma preocupação do nosso grupo. Precisamos fazer uso racional da água, e os pivôs com suas tecnologias nos possibilitam aplicar realmente o necessário”, finaliza Yamamoto.
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Cafés especiais: Atilla Torradores oferece curso de torra
Os alunos farão várias sessões de torra e poderão comandar os torradores
O Curso de Torra de Cafés Especiais acontecerá na sede da Atilla Torradores, nos dias 31 de janeiro (sábado) e 1 de fevereiro (domingo), em Belo Horizonte (MG), das 8h30 às 17h30, com uma hora intervalo.
Na Atilla Academy, o aluno aprenderá de forma intensiva o manejo dos torradores, com mentoria especializada e dinâmica pensada em otimizar a aprendizagem. As inscrições podem ser feitas através do Instagram @torradoratilla. As aulas serão ministradas pelo professor Gabriel Heinerici, que é Mestre de Torra e Coorganizador de campeonatos de torra.
A prática tem ganhado cada vez mais destaque no universo dos cafés especiais. É nesta etapa que se realça as melhores características do grão. Se mal conduzida, destrói o que poderia ser uma deliciosa bebida.
Torrar cafés especiais exige conhecimento não só do equipamento e das características do grão, mas, também, das reações químicas e físicas que ocorrem em cada fase do processo.
“O curso acontece desde 2019 e esses anos de experiência nos fizeram chegar no formato que julgamos ser o melhor no aproveitamento dos alunos. Logo após a inscrição, a pessoa tem acesso ao conteúdo em videoaulas, que vai prepará-la para a etapa presencial, e pode ser assistido quantas vezes quiser a fim de fixar termos técnicos e entender a teoria. Ou seja, iniciantes no mundo do café, que ainda não possuem vivência com a torra, estarão aptos a fazer as aulas práticas assim como os alunos experientes. Outro diferencial da formação é a realização da etapa prática em uma fábrica de torradores, onde existe a disponibilidade de vários equipamentos do mesmo modelo e capacidade. Assim, os estudantes não precisam esperar as torras dos colegas para fazerem as suas, todos torram simultaneamente. No final de cada sessão, todos provam na sala de cupping. Há muita prática e troca de experiência, que nos rendem feedbacks bastante positivos”, destaca Séfora de Paula, Diretora de Marketing da Atilla Torradores.
Serviço – Curso de Torra
Data: 31/01 (sábado) e 01/02 (domingo)
Horário: 8h30 às 17h30, com uma hora de intervalo
Local: Atilla Lab – Av. Heráclito Mourão de Miranda, 1587, Belo Horizonte, MG
Inscrições pelo Instagram @torradoratilla.
Entre em contato pelo direct, pelo link da bio ou com Séfora de Paula: (31) 9 9068-2715
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PI AgSciences e GDK trazem inovação e sustentabilidade para Mato Grosso do Sul
Em 14 de janeiro, a cidade de Caarapó em Mato Grosso do Sul, recebe o 1º Dia de Campo da GDK Insumos Agrícolas com participação especial da PI AgSciences (que incorporou a Plant Health Care, PHC). Todos os produtores da região terão acesso às inovadoras tecnologias que vêm transformando a agricultura, impactando o manejo dos cultivos com respeito ao solo e ao meio ambiente, entregando proteção de plantas e bioestimulação para gerar safras mais produtivas, com mais qualidade e rentabilidade.
Durante o evento na fazenda Santo Antonio haverá grande troca de conhecimento e conexões em torno dos desafios do cultivo da soja e do milho e as melhores soluções para o seu desenvolvimento. Em destaque o manejo de nematoides, cada vez mais presente no solo dos cultivos da região, será discutido em palestra da Dra. Andressa Brida, pesquisadora da Fundação Mato Grosso.
Para o melhor controle de nematoides, a PI AgSciences vai apresentar os benefícios do tratamento de sementes com TEIKKO™. Nematicida bioquímico sustentável à base de peptídeos para tratamento de semente, ele reduz o ataque de nematoides. Trará também o SAORI®, único fungicida registrado em tratamento de sementes com efeito sobre doenças foliares da soja, e o bioativador HPLANT® decisivo para o alcance da melhor produtividade. Estimula o sistema de defesa da planta para que o cultivo seja mais resiliente às condições adversas de clima, expressando todo o seu potencial com ganhos elevados de produtividade.
“É o início de uma importante parceria que cumpre a missão de duas empresas comprometidas em oferecer, aos produtores da região sul do estado, o que há de melhor em inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável da soja e do milho”, frisa Jean Schiavi, responsável comercial técnico para a região de Mato Grosso do Sul, que vai apresentar os resultados a campo das tecnologias PI AgSciences durante o 1º Dia de Campo GDK.
1º Dia de Campo GDK
Data: 14 de janeiro Horário: a partir de 8h30
Local: Fazenda Santo Antonio – Grupo Guedin – Caarapó, MS
Realização / Organização: GDK
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China endurece regras para carne bovina: cotas e sobretaxa de 55% acendem alerta para o agro e para o caixa das empresas
Medida de salvaguarda entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e pode pressionar margens, logística e planejamento financeiro de frigoríficos e produtores; setor avalia efeitos e estratégias de mitigação
A China passou a aplicar, desde 1º de janeiro de 2026, um novo regime de salvaguarda para importações de carne bovina, com cotas por fornecedor e sobretaxa adicional de 55% para volumes que excederem os limites estabelecidos — medida que se soma à alíquota já existente sobre o produto.  A decisão afeta grandes exportadores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos, e deve reorganizar o fluxo comercial do setor ao longo de 2026. 
Embora o governo brasileiro tenha sinalizado que o cenário não seria “preocupante” e que o país estaria preparado para enfrentar a nova conjuntura, o mercado busca respostas objetivas sobre impacto em preços, cronograma de embarques e efeitos no caixa das cadeias de produção e industrialização.  Um ponto sensível é a incerteza sobre como a China contabilizará cargas em trânsito e volumes já posicionados em portos chineses no início da vigência do regime, o que pode reduzir, na prática, o espaço da cota anual disponível para novos embarques. 
Dados públicos indicam a relevância do mercado chinês para a carne brasileira: em 2025, a China respondeu por cerca de 53% das exportações brasileiras de carne bovina, com receita aproximada de US$ 8,8 bilhões.  Na mesma linha, informações reportadas sobre o volume exportado pelo Brasil para a China em 2025 e o limite de cota para 2026 reforçam o risco de parte relevante da oferta ser alcançada pela sobretaxa ao longo do ano, dependendo da dinâmica de embarques e do consumo interno chinês. 
Não é um “embargo total”, mas o efeito pode ser equivalente para empresas alavancadas
Especialistas do setor pontuam que a medida não configura um embargo amplo e automático à carne brasileira, e sim um mecanismo de salvaguarda (cotas + sobretaxa) desenhado para desestimular volumes acima de limites predefinidos. Ainda assim, em cadeias com margens comprimidas e alto custo financeiro, qualquer elevação abrupta de tarifa, mudança de roteamento logístico ou renegociação comercial pode gerar estresse de caixa, sobretudo em operações com estoques elevados, contratos atrelados a prazos de liquidação curtos e necessidade de capital de giro intensiva.
Além da regra geral, entidades setoriais têm alertado para volumes que podem ser afetados pela interpretação chinesa sobre cargas em trânsito, com risco de parte desses lotes ser descontada da cota de 2026 — o que impactaria diretamente o planejamento de exportadores. 
Risco financeiro: revisão de contratos, covenants e estratégia de dívida
Com a mudança regulatória, empresas expostas ao mercado chinês tendem a revisar com maior rigor: (i) contratos de fornecimento e cláusulas de repasse de custo; (ii) prazos e garantias em linhas de capital de giro; (iii) covenants e gatilhos de vencimento antecipado; e (iv) estrutura de proteção de margem, para evitar que uma oscilação comercial se transforme em crise de solvência.
Para o advogado empresarial Eliseu Silveira, o momento exige postura preventiva e pragmática:
“Medidas comerciais como cotas e sobretaxas não atingem só o preço — elas atingem o fluxo de caixa. Quando a empresa está alavancada, um choque de margem e de prazo pode virar inadimplência em cadeia. O caminho é antecipar o diagnóstico financeiro, renegociar obrigações com transparência e, se necessário, estruturar uma reestruturação de dívida com governança, garantias e um plano realista de geração de caixa.” 
Entre as medidas imediatas observadas no mercado, estão: replanejamento de embarques para otimizar uso de cota; diversificação de destinos; revisão de política de crédito e estoque; e abertura de mesas de negociação com credores e fornecedores para alongamento de prazos e redução de volatilidade financeira — especialmente para grupos com grande dependência de exportação ao mercado chinês.
