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BS Diagnóstica investe no agro com nova divisão voltada à biotecnologia aplicada ao campo

Divulgação BS Agro é nova divisão de negócios da BS Diagnóstica

Com soluções moleculares de alta precisão, BS Agro aposta na rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade para impulsionar a agricultura de precisão e o controle de bioinsumos

A BS Diagnóstica, referência em soluções biotecnológicas para análises clínicas, veterinárias e de pesquisa, anuncia sua entrada definitiva no setor agro com o lançamento da BS Agro — divisão dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio, com foco em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.

O movimento consolida o avanço da biotecnologia no campo e responde à crescente demanda por ferramentas capazes de elevar a produtividade e a segurança na cadeia agrícola. “Percebemos, principalmente durante a pandemia, que a biologia molecular ganhou visibilidade e compreensão no Brasil. Com isso, enxergamos seu enorme potencial além da saúde humana — especialmente no agro”, afirma Riemer de Souza, fundador da BS Diagnóstica.

Criada em 2019 em Brasília (DF), a empresa atua como parceira técnica de laboratórios e indústrias em todo o país, oferecendo um portfólio completo de kits moleculares, reagentes, equipamentos e consultoria especializada. Com a BS Agro, a companhia agora leva esse know-how ao setor agrícola, oferecendo diagnósticos de alta performance para biofábricas, centros de pesquisa, startups e grandes players da indústria.

“A confiança e a qualidade são essenciais no mercado de bioinsumos. Nossa missão é atender com excelência e promover soluções que gerem impacto real no campo”, destaca Lauro Paz, também fundador da empresa. “A aplicação da biologia molecular na agricultura não só melhora os resultados do produtor como contribui diretamente para práticas mais sustentáveis”, complementa Marco Júnior, cofundador.

De acordo com relatório da MarketsandMarkets, o mercado global de agricultura de precisão deve crescer de US$ 9,7 bilhões em 2023 para US$ 15,6 bilhões até 2028, com taxa de crescimento anual de 10%. No Brasil, o setor de bioinsumos também apresenta expansão acelerada: segundo o IPEA, cresceu 28% ao ano entre 2018 e 2022. Já um estudo da Embrapa com a Esalq/USP indica que cada 1% de ganho em eficiência no uso de bioinsumos pode gerar até R$ 1 bilhão em produtividade adicional para o país.

Tecnologia de ponta para diagnósticos mais rápidos e precisos

Enquanto a microbiologia clássica pode levar até sete dias para entregar um diagnóstico, os kits moleculares que são trabalhados pela BS Agro oferecem resultados em poucas horas — com altíssima precisão. “A biologia molecular permite detectar DNA ou RNA de alvos específicos mesmo em baixas concentrações”, explica Riemer de Souza.

A BS Agro já opera com um portfólio robusto para detecção de fitopatógenos, contaminantes e controle de qualidade de bioinsumos, reduzindo falsos positivos e aumentando a confiabilidade dos processos laboratoriais. “A agricultura de precisão e o uso de ferramentas moleculares no agro não são mais tendências , são realidades que transformam a produtividade e a sustentabilidade das lavouras”, reforça Priscila Pires Bittencourt, especialista em Biotecnologia Aplicada da BS Agro.

Segundo Priscila, um dos principais diferenciais da nova divisão é a capacidade de democratizar o acesso a tecnologias avançadas: “Hoje, conseguimos atender desde startups de bioinsumos até centros de pesquisa e grandes empresas do setor. Nossa missão é ampliar o acesso à biotecnologia de ponta para quem está diretamente no campo.”

Parcerias estratégicas para inovação no setor agrícola

A estruturação da BS Agro foi impulsionada por parcerias estratégicas multimarcas com players de referência em biologia molecular, como Roche, ThermoFisher, GoGenetic e DaAnGene. Essas colaborações permitem integrar tecnologias complementares e de ponta para fortalecer a qualidade e a inovação no setor agro.

“Um dos maiores gargalos do setor é a padronização e o controle de qualidade dos produtos. Trabalhar ao lado dessas empresas nos possibilita oferecer soluções robustas que ajudam a transformar esse cenário, entregando dados confiáveis para decisões mais sustentáveis”, avalia Priscila.

Ao unir precisão científica, rapidez nos diagnósticos e consultoria especializada, a BS Agro se consolida como um elo estratégico entre ciência e campo,  promovendo a segurança, a rastreabilidade e a eficiência que a nova era da agricultura exige.

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PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV com soluções disruptivas para tratamento de sementes

PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV com soluções disruptivas para tratamento de sementes

Empresa marca presença com as inovadoras tecnologias HPLANT®, TEIKKO™ e SAORI®

Se a marca registrada deste evento é INOVAÇÃO, estamos no lugar certo. A PI AgSciences estreia na Feira de Inovações SCV (Sementes Com Vigor), nos dias 4 e 5 de março de 2026, em Muitos Capões, RS. Participar de um evento já consolidado como referência nacional em debates técnicos e permitir que os produtores tenham acesso às melhores tecnologias agrícolas é também nossa missão.

Para este evento, a PI AgSciences apresenta as soluções que vem proporcionando ao manejo da soja e suas culturas de rotação proteção indispensável contra doenças foliares, efetivo combate a nematoides e alcance de produtividade. Os visitantes terão acesso às informações das tecnologias que vêm transformando a agricultura, com respeito ao solo e meio ambiente: a PREtec (“Plant Response Elicitor Technology”), plataforma patenteada de peptídeos desenvolvida para a agricultura pela PI AgSciences.

Mais do que uma tecnologia isolada, PREtec é uma plataforma dinâmica que sustenta o porfolio atual da companhia e o pipeline de inovação, gerando novos produtos que ampliam oportunidades ao mercado agrícola global. Com foco em proteção às doenças foliares e controle de nematoides, as soluções SAORI® e TEIKKO™ permitem à planta responder seletivamente apenas aos fungos e parasitas, respectivamente, prejudiciais ao seu desenvolvimento. Únicos e patenteados pela PI AgSciences, são produtos bioquímicos para tratamento de sementes que protegem a planta desde a germinação, proporcionando um ciclo vegetativo mais sadio, maior longevidade das folhas do baixeiro, melhor enchimento dos grãos e maior produtividade.

SAORI®Primeiro fungicida bioquímico para o controle de doenças foliares em soja

Aplicado no tratamento de sementes Saori® contribui também no controle da anomalia das vagens, doença emergente do cultivo, preservando a integridade das estruturas reprodutivas.

TEIKKO™Protege a planta de dentro para fora

De aplicação simples e controle consistente de nematoides, mesmo em condições adversas de solo e clima, entrega maior produtividade ao sojicultor. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, em 10 anos, as perdas chegariam a R$ 870 bilhões, uma safra a cada dez. Ensaios realizados geraram até 6,4 sacas/ha a mais.

Se a intenção de Pedro Basso, CEO e agrônomo da SCV, é discutir e repensar caminhos para a transição da agricultura tradicional para a regenerativa, não poderia faltar também a solução HPLANT®, que vem tornando o manejo dos cultivos mais produtivo e sustentável.

HPLANT® – Bioativador, é produtividade e resiliência em qualquer condição     

Permite à planta expressar seu potencial produtivo mesmo em condições adversas, atuando como uma solução única que proporciona alta performance ao manejo do agricultor.

Diante do impacto crescente das mudanças climáticas, com estresse ambiental e novos perfis de ataque de pragas e doenças, tecnologias a base de peptídeos são estratégia decisiva em resposta aos maiores desafios do agro: mitigar riscos, elevar a produtividade e construir culturas mais resilientes, longevas e lucrativas, com inovação e propósito.

“Participar de um evento em que a história da família se entrelaça com o avanço da agricultura no estado gaucho é uma grande oportunidade para reafirmar nosso compromisso com inovação, sustentabilidade e eficiência no campo pela construção de um Agro mais saudável para todos”, comemora Juliano Duarte, responsável comercial técnico da PI AgSciences para a região.

Resultados representam médias e podem variar por região, condições climáticas, fatores agronômicos e ambientais.

Feira de Inovações SCV 2026

Data: 4 e 5 de março

Horário: 8h30s às 11hs

Local: Fazenda Santo Amaro- Muitos Capões/RS

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Recuperação judicial é alternativa estratégica para o produtor rural reorganizar suas dívidas

Recuperação judicial é alternativa estratégica para o produtor rural reorganizar suas dívidas

Mecanismo busca assegurar a continuidade da produção durante crises financeiras, ao mesmo tempo em que protege o patrimônio do produtor

A recuperação judicial representa um instrumento fundamental para o produtor rural que enfrenta dificuldades financeiras ao permitir reorganizar dívidas de forma estruturada e equilibrada sem interromper a atividade produtiva. Ao possibilitar a suspensão de execuções, a negociação coletiva com credores e a readequação do fluxo de pagamentos, esse mecanismo se transforma em uma alternativa estratégica que cria condições reais para superar a crise sem comprometer a safra, os investimentos e a continuidade do negócio. Mais do que uma solução jurídica, trata-se de uma ferramenta planejada de preservação patrimonial e de manutenção da produção no campo.

Depois de anos de decisões divergentes nos tribunais, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou o entendimento que representa um verdadeiro marco para o produtor rural pessoa física, que é a possibilidade do mesmo requerer a recuperação judicial mesmo sem registro na Junta Comercial por dois anos. Durante muito tempo, a exigência formal do registro gerou insegurança jurídica e colocou produtores em situação de vulnerabilidade justamente no momento em que mais precisavam de proteção legal.

Parte do Judiciário exigia o registro na Junta Comercial como condição indispensável para o pedido de recuperação judicial, enquanto outra corrente entendia que a formalidade não poderia impedir o acesso ao mecanismo. O impasse começou a ser resolvido quando o STF reconheceu que o registro tem natureza declaratória — apenas formaliza uma atividade já exercida. Com a Lei nº 14.112/2020, que alterou a Lei de Falências e Recuperação Judicial (Lei nº 11.101/2005), o entendimento foi consolidado, garantindo que o direito à recuperação esteja vinculado à comprovação da atividade rural, e não apenas à exigência burocrática.

O advogado Rafael Brasil, especialista em Recuperação Judicial avalia que o acesso à recuperação judicial permite ao produtor ganhar fôlego para reequilibrar suas finanças e manter suas operações ativas. “Quando uma atividade rural entra em crise, isso não significa que tudo o que foi construído deixa de ter valor. A legislação permite que ativos produtivos continuem gerando riqueza, empregos e arrecadação. E no caso do produtor rural, a recuperação judicial é um instrumento legal e eficiente para garantir que a produção continue e que a atividade permaneça sustentável”, explica.

Brasil também destaca que a possibilidade de reorganizar dívidas de forma estruturada representa um instrumento estratégico de proteção ao patrimônio do produtor rural. “O agronegócio é um setor naturalmente exposto a riscos climáticos, variações cambiais e oscilações de preços internacionais. Assim, recorrer à recuperação judicial deve ser visto como um mecanismo legítimo de reestruturação, preservando a função social da atividade rural e garantindo que o produtor tenha condições reais de superar momentos de crise”, observa.

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Crise silenciosa no campo expõe desequilíbrio na cadeia da borracha

Crise silenciosa no campo expõe desequilíbrio na cadeia da borracha

Produtores e sangradores enfrentam uma combinação de preços defasados, ausência de contratos e falta de políticas públicas estruturantes

Enquanto a indústria de pneus discute medidas para conter o avanço das importações e tenta reverter a queda nas vendas no mercado interno, outro elo essencial da cadeia produtiva da borracha vive uma crise silenciosa no campo. Produtores e sangradores enfrentam uma combinação de preços defasados, ausência de contratos e falta de políticas públicas estruturantes, cenário que ameaça a sustentabilidade da produção nacional de borracha natural.

Apesar de estar diretamente associada ao setor automotivo, a borracha natural vai muito além dos pneus. Trata-se de uma matéria-prima estratégica para o desenvolvimento do país, com impacto econômico, social, ambiental e até de segurança nacional. Hoje, o Brasil produz cerca de 40% da borracha que consome, o que o torna dependente do mercado externo para abastecer a indústria.

A produção nacional, porém, exige planejamento de longo prazo. Um seringal leva cerca de dez anos para iniciar a produção e pode gerar renda por até 35 anos. “Se faltar borracha e decidirmos plantar hoje, o país só verá resultado daqui a uma década”, alerta Antonio Carlos Carvalho Gerin, presidente da Câmara Setorial da Borracha do Ministério da Agricultura. Segundo ele, garantir a autossuficiência é uma questão estratégica, já que a ausência da matéria-prima comprometeria cadeias industriais inteiras.

Além do aspecto econômico, a seringueira tem forte impacto social. A atividade gera emprego contínuo, com mão de obra perene, especialmente para trabalhadores com baixa qualificação técnica. “Um sangrador pode trabalhar no mesmo seringal por décadas. É uma atividade que fixa pessoas no campo e gera renda estável”, afirma Gerin. Há ainda o fator ambiental: a cultura da seringueira apresenta alta capacidade de captura de carbono, superando, em alguns casos, biomas nativos.

O problema, segundo o presidente da Câmara Setorial, começa na forma como o mercado é organizado. A cadeia produtiva é formada por três elos, produtores, indústrias intermediárias, conhecidas como usinas, e o consumidor final, representado majoritariamente pela indústria pneumática. Com cerca de 60% do mercado abastecido por borracha importada, as indústrias firmam contratos anuais de compra no exterior.
Quando há retração na venda de pneus, a borracha importada continua chegando, enquanto a produção nacional deixa de ser adquirida.

Esse movimento provoca uma queda artificial nos preços pagos no campo. Diferentemente de outras culturas agrícolas, a seringueira precisa ser sangrada regularmente. O que não é retirado da árvore não pode ser recuperado depois.

“Ou o produtor vende a um preço muito baixo ou não ganha nada”, explica Gerin. Hoje, o custo médio de produção de um quilo de látex gira em torno de R$ 6,50, enquanto o valor pago ao produtor está próximo de R$ 3,84.

A concentração do mercado agrava o cenário. Cerca de dez a doze usinas compram aproximadamente 90% da produção nacional, o que reduz o poder de negociação dos produtores. Sem contratos formais e sem mecanismos de proteção, o preço acaba sendo imposto. “Não há regra, não há índice de referência. Se amanhã o comprador decidir pagar menos, ele paga”, afirma.

No passado, existiu uma política pública que buscava equilibrar essa relação. Um decreto federal estabelecia que a borracha nacional não poderia custar menos do que a importada, além de prever incentivos à produção. A norma, no entanto, perdeu validade em 2008 e não foi renovada. Desde então, segundo Gerin, a metodologia de formação de preços passou a atender majoritariamente aos interesses da indústria de transformação e das pneumáticas.

Enquanto isso, medidas de proteção têm sido adotadas principalmente para produtos industrializados. Tarifas sobre pneus importados chegaram a 25%, mas incidem sobre itens de alto valor agregado. No campo, qualquer reajuste no preço da borracha teria impacto mínimo no valor final do pneu. “Em um pneu de caminhão que custa mais de R$ 3 mil, a borracha natural representa cerca de 20kg. Um aumento no preço da matéria-prima não gera inflação, mas faz enorme diferença para quem produz”, argumenta.

O desequilíbrio tem provocado o abandono da atividade. Segundo estimativas da Câmara Setorial, o setor já perdeu entre 30% e 40% da mão de obra. Sangradores deixam o campo e migram para cidades pequenas, pressionando sistemas de saúde, educação e assistência social. “É um problema social grave. No campo, essas famílias têm moradia, renda e acesso a serviços básicos. Na cidade, muitas vezes, não têm alternativa”, diz Gerin.

A preocupação se estende também ao aspecto ambiental. A legislação brasileira exige que produtos importados sigam padrões sociais e ambientais equivalentes aos nacionais, mas, segundo o setor, isso não tem sido efetivamente fiscalizado. Estudos sobre condições de trabalho em países exportadores apontam situações precárias, o que amplia a assimetria competitiva.

Diante desse cenário, a Câmara Setorial da Borracha defende a criação de um comitê gestor que envolva diferentes ministérios, como Agricultura, Indústria e Comércio, Fazenda, Relações Exteriores, Meio Ambiente e Defesa. A proposta não é intervir diretamente no mercado, mas estabelecer regras claras que garantam equilíbrio entre os elos da cadeia.

“O setor não é contra a indústria nem contra a importação. O que defendemos é uma gestão justa, que considere o impacto social, ambiental e econômico de toda a cadeia”, afirma Gerin. Segundo ele, sem regras, o país corre o risco de perder sua base produtiva e aumentar ainda mais a dependência externa de uma matéria-prima considerada estratégica.

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