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Água com tecnologia: Reflorestar inaugura módulos de irrigação 100% mecanizados para o manejo inicial de mudas na silvicultura
Tecnologia eleva o padrão dos manejos florestais no país. Primeiros módulos chegam no MS e em SP
No solo vermelho do município de Água Clara (MS), onde por décadas os primeiros dias de irrigação dependiam do esforço físico intenso dos colaboradores, uma nova realidade começa a ser escrita. A Reflorestar Soluções Florestais inicia a operação do primeiro módulo operacional do país com o conjunto completo de Irrigadores Mecanizados Bizmaq, marco que rompe com práticas historicamente manuais e abre caminho para uma silvicultura cada vez mais mecanizada, precisa e sustentável.
Com contrato firmado com a Suzano para operações de plantio, a Reflorestar buscou tecnologias que gerassem maior agilidade operacional, ganhos de produtividade e, sobretudo, melhores condições de trabalho para seus colaboradores. Agora, o colaborador atua em uma cabine climatizada, com controles eletrônicos que acionam o equipamento e distribuem água de forma uniforme sobre as mudas de eucalipto.
“O equipamento entrega qualidade e assertividade na quantidade de água aplicada por planta, além de transformar a experiência do colaborador. Antes, era uma atividade semimecanizada, em que o auxiliar caminhava o dia todo exposto ao sol e ao calor intenso.
Agora, é uma operação totalmente mecanizada e confortável”, explica Paulo Gustavo Souza, gerente de Silvicultura da Reflorestar. É a tecnologia a serviço do homem e da silvicultura.
Precisão e eficiência
Para essa etapa da silvicultura, a Reflorestar adquiriu cinco irrigadores mecanizados Bizmaq, sendo três destinados aos plantios no Mato Grosso do Sul e dois para o estado de São Paulo.
Os tanques têm capacidade de 10 mil litros, permitindo padronização rigorosa da lâmina d’água aplicada em cada muda.
Essa precisão reduz desperdícios e elimina a variabilidade típica da irrigação semimecanizada, em que a dosagem dependia do julgamento do auxiliar, podendo variar, por exemplo, entre 3 e 7 litros por planta.
“A mecanização garante a mesma quantidade de água para todas as mudas, com total padronização operacional. Esse é um ganho expressivo em eficiência”, reforça Gregory Barbosa, consultor de produto da Bizmaq.
Primeiros passos
A irrigação das mudas é uma etapa inicial e pontual do processo de plantio, mas sua frequência depende diretamente das características de solo e clima de cada região.
No Mato Grosso do Sul, por exemplo, região mais quente, a média é de três irrigações consecutivas, podendo chegar a cinco em períodos de maior temperatura. Já em Lençóis Paulista (SP), onde a Reflorestar também assumirá operações de plantio, o clima mais ameno permite uma média aproximada de duas irrigações.
A entrada da Reflorestar como operadora efetiva, e não apenas participante de testes, marca um avanço inédito. “É o primeiro módulo operacional com esses equipamentos no país. Outras unidades fizeram apenas testes. A Suzano, junto com a Reflorestar, vem sendo pioneira na adoção de uma silvicultura 100% mecanizada”, destaca Gregory.
Nova geração da silvicultura
A Bizmaq, referência nacional em implementos agroflorestais, acompanha de perto empresas que impulsionam a modernização do campo. Nesse movimento, a Reflorestar se destaca pela velocidade com que tem expandido sua mecanização, especialmente na silvicultura, área em que passou a atuar há cerca de dois anos.
“A Reflorestar escolheu um caminho diferente: entrar entre os maiores investindo em mecanização plena, fugindo do modelo manual tradicional. A empresa pulou etapas e hoje se coloca como case de sucesso na prestação de serviços florestais”, analisa Gregory.
Visão de futuro
A inauguração deste módulo mecanizado reafirma o compromisso da Reflorestar com um modelo operacional moderno, seguro e sustentável, em que tecnologia e cuidado com as pessoas caminham lado a lado.
Ao mecanizar uma etapa historicamente manual, a empresa eleva padrões de ergonomia, padroniza a qualidade operacional, reduz riscos e variabilidades, ganha eficiência e precisão, além de avançar na construção de uma silvicultura de alta performance.
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Energia solar: gestão digital amplia eficiência e retorno dos sistemas fotovoltaicos
Tecnologia permite acompanhar geração e envio de energia à rede em tempo real, elevando o valor da energia solar
O avanço da energia solar no Brasil tem levado o setor a uma nova etapa: a da gestão inteligente dos sistemas fotovoltaicos. Mais do que gerar energia, consumidores e empresas passam a buscar ferramentas que permitam entender, controlar e otimizar o desempenho de cada quilowatt produzido.
Nesse cenário, plataformas digitais de monitoramento e gerenciamento surgem como aliadas para maximizar o retorno do investimento em energia solar, como a recém-lançada SEMS+, da GoodWe, uma gigante na fabricação de inversores fotovoltaicos e em soluções de armazenamento de energia. A tecnologia permite acompanhar, em tempo real, quanto está sendo gerado, quanto está sendo consumido no local e qual volume está sendo enviado à rede elétrica.
Essa visibilidade muda a forma como a energia solar é utilizada no dia a dia. Ao identificar horários de maior geração e maior consumo, é possível ajustar hábitos, redistribuir cargas e aproveitar melhor a energia produzida, reduzindo perdas e aumentando a autossuficiência.
Outro avanço importante é o uso de inteligência artificial para analisar o desempenho do sistema fotovoltaico. A tecnologia identifica quedas de produção, falhas em equipamentos e comportamentos fora do padrão, permitindo ações corretivas rápidas e evitando prejuízos ao longo do tempo.
Segundo o vice-presidente da GoodWe para a América Latina, Fábio Mendes, o setor solar vive um momento de maturidade.
“A energia solar deixou de ser apenas uma fonte alternativa. Hoje, o desafio é extrair o máximo desempenho dos sistemas instalados, com gestão inteligente, dados confiáveis e decisões baseadas em informação”, destaca.
Para o agronegócio, a indústria e o comércio, esse nível de controle representa ganho operacional e segurança energética. Já no segmento residencial, significa mais clareza sobre o retorno do sistema solar e maior controle sobre o consumo diário.
Com a evolução das plataformas digitais, o setor solar caminha para um modelo em que geração e gestão andam juntas. A energia produzida passa a ser monitorada, analisada e otimizada continuamente, consolidando a tecnologia como um pilar fundamental para eficiência, economia e sustentabilidade.
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VLI registra aumento de volumes em ferrovias e portos e melhoria em indicadores financeiros em 2025
Receita líquida alcançou quase R$ 10 bilhões e EBITDA recorrente atingiu R$ 5,26 bilhões, com margem Ebitda recorde de 52.9%, 0,5 ponto percentual vs. 2024
Por mais um ano, a VLI – companhia de soluções logísticas que opera ferrovias, portos e terminais – manteve a trajetória de crescimento lucrativo sustentável de seu negócio, que movimenta cargas de cadeias produtivas dos principais segmentos da economia brasileira como o agronegócio, mineração, indústria e construção civil. Ao final de 2025, a companhia registrou a movimentação de 43,5 bilhões de TKU nos seus corredores logísticos ferroviários, um aumento de 4% em relação a 2024. Nos portos onde opera, a VLI embarcou 43,9 milhões de toneladas, incremento de 2% ante 2024.
Os indicadores financeiros atestam a gestão sólida da companhia, com Ebitda de R$ 5,26 bilhões, receita líquida de R$ 9,95 bilhões e lucro líquido reportado de R$ 1,40 bilhão (+5.3% vs. 2024), alavancado por iniciativas para refinanciamento de dívidas vincendas, que trouxeram redução de despesas financeiras. A margem Ebitda alcançou o recorde de 52,9%, o que representa um acréscimo de 0,5 ponto percentual vs. 2024.
“É extremamente gratificante para todo o nosso time alcançar resultados positivos enquanto contribuímos para a criação de valor em setores da economia que geram prosperidade e fazem o Brasil crescer. Nossos números são reflexo do engajamento das nossas pessoas, da disciplina na gestão de custos e da alocação estratégica de capital, da diversificação do portfólio de clientes e regiões geográficas atendidas pela VLI, além da busca pela excelência e segurança das operações em ferrovias, portos e terminais. Pelo sétimo ano seguido, nosso rating de crédito mantem-se no grau máximo (AAA), o que demonstra o compromisso com uma gestão responsável, para gerar resultados para os nossos investidores, clientes e sociedade”, afirma Fábio Marchiori, CEO da VLI.
Pelo segundo ano consecutivo, a companhia investiu cerca de R$ 3,5 bilhões em seus ativos próprios e nas concessões sob sua gestão, o equivalente a 35% da receita líquida e 2,5 vezes o lucro líquido reportado no ano.
“Esses resultados demonstram que o propósito da transformação da logística do Brasil exige convicção e resiliência e que as escolhas que fazemos precisam sempre ser orientadas pela sustentabilidade e reputação do negócio no longo prazo. Modernizar a infraestrutura, buscando eficiência e segurança, é condição essencial para que o Brasil possa manter uma posição de destaque no cenário do comércio internacional”, completa Marchiori.
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IA alavanca inovações no agronegócio com foco na sustentabilidade
Biotecnologia alia o que há de mais avançado para tornar mais rápida e eficaz o desenvolvimento de soluções que aumentem a produtividade no campo
Combinando ciência de ponta, inovação e uso de alta tecnologia, como Inteligência Artificial e Machine Learning, a biotecnologia contribui para a criação de soluções mais sustentáveis na produção de alimentos, ao mesmo tempo em que gera benefícios para os produtores e desenvolvedores de tecnologia. Estudo da CropLife Brasil e da Agroconsult estima que, nos últimos 25 anos, a biotecnologia tenha gerado R$ 143,5 bilhões de receita extra para o agronegócio brasileiro.
O Brasil se destaca no cenário global como um dos maiores produtores de grãos, biodiversidade única, ciência de alta qualidade e um mercado maduro para fundos de investimentos em biotecnologia. Esse ambiente favorável torna o país um potencial líder no setor de biotecnologia agrícola, promovendo a ascensão das agtechs – startups especializadas em biotecnologia para o agronegócio.
Uma delas é a InEdita Bio, fundada no final de 2021 e que reúne uma equipe de jovens cientistas com sólida expertise em biotecnologia agrícola, particularmente em edição genômica. O foco principal da empresa é desenvolver traits de alto impacto em culturas globais visando aumentar a sustentabilidade da produção de alimentos
A disrupção proposta pela empresa de inteligência em Life Science é editar genes chaves da própria planta para promover a melhoria de qualquer característica agronômica desejável. Uma abordagem diferente dos transgênicos, que alteram o genoma da planta com a introdução de genes provenientes de outra espécie. A InEdita Bio já possui patentes depositadas no USPTO, que protegem suas plataformas disruptivas de edição genômica. Através destas plataformas, é possível desenvolver variedades resistentes a pragas e doenças, com maior capacidade de fixação biológica de nitrogênio, e também mais resilientes à seca e altas temperaturas.
IA como motor da edição genômica
Entre suas inovações, destaca-se a plataforma On TargetTM, uma solução proprietária de bioinformática que utiliza IA e machine learning para gerar RNAs regulatórios únicos. Essa plataforma é especialmente útil para silenciar múltiplos genes essenciais de patógenos e pragas, reduzindo significativamente a probabilidade de desenvolvimento de resistência.
“Comparo a edição genômica ao processo de editar um texto. Não reescrevemos ou adicionamos nada, apenas corrigimos pequenas partes para que o todo fique melhor. Essa edição é possível através das nossas plataformas, que podem ser utilizadas com qualquer método de transfecção celular, incluindo tecnologias que utilizam ferramentas biológicas como a Agrobacterium tumefaciens, ou ferramentas físicas como o bombardeamento com micropartículas ou o uso de nanotubos de carbono”, afirma Paulo Arruda, sócio-fundador da biotech.
Nova geração de biológicos
Outra empresa que aposta com força no potencial da IA é a Symbiomics, que aplica ferramentas de inteligência artificial, machine learning e genômica avançada para desenvolver a nova geração de produtos biológicos para o agronegócio. O uso em conjunto dessas tecnologias permite o desenvolvimento, por parte da empresa, de algoritmos altamente eficientes para a seleção de combinações mais robustas de microrganismos com a finalidade de melhorar a nutrição das plantas, controlar pragas de forma mais efetiva e contribuir para a regeneração do solo.
“A maioria dos biológicos comercializados atualmente ainda se utiliza de cepas semelhantes ou idênticas, obtidas a partir de tecnologias tradicionais. Por isso, parte do trabalho desenvolvido pela Symbiomics é o de encontrar microrganismos ainda pouco explorados e que apresentem alto potencial biotecnológico, para múltiplas aplicações no agro. Com isso, estamos desenvolvendo biológicos de nova geração para oferecer ao mercado alternativas inovadoras e eficazes no campo”, afirma Jader Armanhi, COO e cofundador da Symbiomics.
Para a Symbiomics, as ferramentas computacionais, que avançam a passos acelerados, são essenciais na construção de tecnologias disruptivas. A empresa trabalha no desenho de SynComs (do inglês, synthetic communities), como são chamados por ela, que são combinações sinérgicas de microrganismos desenhadas por análises computacionais. Os SynComs têm por objetivo mimetizar, de forma simplificada, as comunidades microbianas eficientes que existem em associação com determinadas plantas em ambientes naturais.
E a tecnologia é aliada principal para o avanço e a diversificação desse mercado. Sua plataforma tecnológica permite prospectar e analisar por completo, de maneira rápida e precisa, milhares de cepas microbianas, identificando aquelas com maior potencial na biodisponibilização de nutrientes, no controle biológico, ou mesmo como bioestimulantes vegetais. Em casos específicos, os algoritmos de análises, aliados a ferramentas avançadas de biologia molecular, também permitem a edição do DNA microbiano para potencializar ainda mais algumas das características benéficas encontradas.
A aposta por bioinsumos, além de mais sustentável para o meio ambiente e a saúde humana, também é estratégica para o produtor. Um estudo publicado em 2024 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o setor privado, estima que a adoção de bioinsumos em gramíneas (como trigo, arroz, milho e cana-de-açúcar) poderia gerar uma economia de até US$ 5,1 bilhões anuais para o agronegócio brasileiro, além de reduzir até 18,5 milhões de toneladas de emissões de CO₂ ao substituir os fertilizantes tradicionais. No geral, segundo projeções da DunhamTrimmer – International Bio Intelligence, referência internacional em inteligência de mercado no setor de bioinsumos, o Brasil movimenta mais de US$ 1,5 bilhão no mercado de bioinsumos, com potencial de superar o valor de US$ 3 bilhões até o final da década. “A IA redefine os limites da produtividade e abre caminho para um campo mais eficiente, diverso e conectado ao futuro”, finaliza Jader.
